Ambrácia
Ambrácia, por vezes Amprácia (em grego: antigo Ἀμπρακία; moderno Αμβρακία), era uma antiga colónia conríntia, situada a cerca de 12 km do golfo Ambraciano na Grécia, numa curva do rio Aractos, sobre uma fértil planície arborizada.
Foi fundada por Gorgos, filho do tirano coríntio Cípselo1 , entre 650 e 625 a.C.. Após a expulsão de Periandro, o seu governo tornou-se uma democracia forte. Inicialmente a política de Ambrácia era determinada pela sua lealdade a Corinto (provavelmente servia de entreposto comercial de Corinto no comércio no Épiro), a sua consequente aversão por Corfu, e pelas disputas fronteiriças com Anfiloquia e Acarnánia. Teve um papel proeminente na Guerra do Peloponeso até à derrota esmagadora sofrida em Idomene (426), frente às tropas de Acarnánia comandadas por Demóstenes.2
No século IV a.C. continuou a sua política tradicional, mas em 338 a.C. rendeu-se a Filipe II da Macedónia. Após quarenta e três anos de autonomia sob domínio macedónio tornou-se a capital de Pirro, rei de Épiro, que ali construiu um palácio, templos e teatros. Nas guerras de Filipe V da Macedónia e os epirotas contra a liga de Etólia (em 220 - 205 a.C.), Ambrácia passou de aliança em aliança até finalmente se juntar à liga etólica.
Após ser capturada e saqueada por Marcus Fulvius Nobilior na primavera de 189 a.C.3 , ficou reduzida à insignificância. Os seus habitantes restantes foram deportados para Nicópolis4 1 , entretanto fundada por Augusto. No século XI é fundado novo assentamento no mesmo local sob o nome de Arta.
Referências [editar]
- Este artigo incorpora texto da Encyclopædia Britannica (11ª edição), uma publicação agora em domínio público.