Ambrósio Fernandes Brandão

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Ambrósio Fernandes Brandão
Nascimento 1555
Morte 1618 (aprox.)
Nacionalidade  Portugal
Engenho de cana-de-açúcar em Pernambuco, pelo pintor neerlandês Frans Post (século XVII). Ambrósio Fernandes foi senhor de engenho e encontrou esse tipo de paisagem na época em que viveu no Brasil.

Ambrósio Fernandes Brandão (Portugal, 1555 — 1518) foi um senhor de engenho e escritor português, que viveu no Brasil Colonial entre os séculos XVI e XVII e deixou a célebre obra Diálogos das grandezas do Brasil, na qual narra sua estada em terras brasileiras.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Acusação e viagem ao Brasil[editar | editar código-fonte]

Nascido em 1555, Ambrósio residiu em Lisboa e foi acusado da prática de judaísmo. Na denúncia consta que todas as pessoas de sua família eram letradas, desde a esposa, Ana, até a irmã, Joana Batista, e o filho, Duarte. Embora ele tenha sido denunciado perante a Mesa do Santo Ofício em 8 de outubro de 1591,[2] não há, contudo, notícia de que tenha sido processado pela Inquisição.

Após a denúncia, ele viajou para o Brasil, onde viveu durante vinte e cinco anos, primeiro em Olinda (de 1583 a 1597), depois na Paraíba como senhor de engenho (de 1607 a 1618), segundo frei Vicente do Salvador narrou em seus escritos: «Antes de 1613 estabeleceu-se na Paraíba (...)».[3] No Brasil, como cristão novo, Ambrósio foi denunciado pelo padre Francisco Pinto Doutel, vigário de São Lourenço, perante a Mesa do Santo Ofício, na Bahia, a 8 de outubro de 1591, acusado de frequentar a esnoga de Camarajibe.[3]

Livro célebre[editar | editar código-fonte]

Em 1618 ele conclui a obra Diálogos das grandezas do Brasil, cuja escrita em forma de diálogo era bastante comum na Europa desde a Renascença. Sobre tal obra, o historiador José Honório Rodrigues em seu livro História da história do Brasil teceu as seguintes considerações:

«A crônica mais positiva, a descrição mais viva, o flagrante mais exato da vida, da sociedade, da economia dos moradores do Brasil.»[2]

Francisco Adolfo de Varnhagen descobriu o texto do livro na Biblioteca de Leida, nos Países Baixos, da qual fez uma cópia em 1874 que serviu para a publicação brasileira de 1930, por iniciativa da Academia Brasileira de Letras, com introdução de Capistrano de Abreu e notas de Rodolfo Garcia.[3]

Referências

  1. VAINFAS, Ronaldo. Dicionário do Brasil colonial, 1500–1808. [S.l.]: Objetiva, 2000. 594 pp. ISBN: 9788573023206.
  2. a b RODRIGUES, José Honório. História da história do Brasil: Historiografia colonial. [S.l.]: Companhia Editora Nacional, 1979. 200 pp. ISBN: 9788504002140.
  3. a b c MONTEIRO, Clóvis. Esboc̜os de história literária. [S.l.]: Livraria Acadêmica, 1961. 292 pp.
Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.