Amonitas
| ' Reino de Amom' |
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A região, cerca de 830 a.C. |
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| Capital | Rabá Amom (Amã) |
| Língua oficial | Amonita, Moabita |
| - Batalha de Qarqar contra os Assírios | 853 a.C. |
Os amonitas, também conhecidos como Amom (hebraico: עַמּוֹן, hebraico moderno: Ammon, tiberiano: ʻAmmôn; "Povo"; árabe: عمّون; Transliteração: ʻAmmūn) ou filhos de Ammom, foram uma antiga nação que, de acordo com o Antigo Testamento e outras fontes, ocuparam uma área ao leste do Rio Jordão, de Gileade e do mar morto, na atual Jordânia1 2 . A cidade principal do país foi Rabá, ou Rabá Amom, localidade da moderna cidade de Amã, capital da Jordânia. Milcom e Moloque (que podem ser o mesmo), são citados na Bíblia como os deuses de Amom.
Na Bíblia [editar]
De acordo com o relato bíblico, Gênesis 19:37-38, tanto Ben-Ami(Amom) quanto Moabe nasceram de uma relação incestuosa entre Ló e suas duas filhas no resultado da destruição de Sodoma e Gomorra, e a Bíblia refere-se aos Amonitas e aos Moabitas como os “filhos de Ló”. Na Bíblia, os amonitas e os israelitas são descritos como antagonistas mútuos. Durante o Êxodo, os israelitas foram proibidos pelos amonitas de passarem por suas terras. No livro de Juízes, os amonitas se uniram com Eglon, rei dos moabitas, contra Israel. Ataques feitos pelos amonitas nas comunidades israelitas do leste do Jordão foram o impulso atrás da unificação das tribos sob o comando de Saul.
De acordo com 1 Reis 14:21-31 e 2 Crônicas 12:13, Naamá era uma amonita. Ela foi a primeira esposa do rei Salomão a ser mencionada pelo nome no Tanakh como tendo um filho. Ela foi mãe do sucessor de Salomão, Reoboão.
Relação com a Assíria [editar]
Amom manteve sua independência do império Assírio através de tributo ao rei assírio, em um momento em que os reinos vizinhos estavam sendo invadidos ou conquistados. Inscrições descrevem o exército do rei amonita Baasha bem Ruhubi lutando ao lado de Acabe de Israel e aliados Sírios contra Shalmaneser III na Batalha de Qarqar em 853 a.C., possivelmente como vassalos de Hadadezer, o rei dos amareus de Damasco.
Os amonitas foram um povo que habitava a região da Palestina. Pouco se sabe sobre a origem e os costumes desse povo, uma vez que os poucos relatos fundamentam-se na tradição bíblica, constituindo um relato extremamente tendecioso e parcialPredefinição:Carece de fontes?, em virtude da inimizade entre amonitas e hebreus, bem como a discriminação religiosa por parte dos últimos. Segundo o relato do Gênesis, que é suspeito não apenas pela inimizade dos dois povos mas por ter sido produzido muito depois da reforma dogmática judaicaPredefinição:Carece de fontes?, durante o exílio babilónico, sendo portanto viciado pelo tempo e pela nova modalidade de féPredefinição:Carece de fontes?, a origem dos amonitas vem do incesto da filha mais nova de Ló com o seu pai, conforme Gênesis 19:31-38. Embora historicamente descartável, esse mito de fundação deixa claro que os israelitas intuiam uma origem comum para ambos os povos, contudo, justificavam o ódio e os massacres que imputavam aos inimigos com a tese de que tanto os amonitas quanto os moabitas são frutos impuros de um incesto, devendo como tal, ser exterminados.
Segundo o Livro dos Juízes, os amonitas exerceram domínio sobre os israelitas durante alguns períodos de tempo, sendo seu poderio fora rompido por Eúde, que assassinou à traição o rei amonita Eglom. Mais tarde fortaleceram-se novamente e estavam saqueando Israel quando Jefté obteve uma grande vitória sobre os amonitas e libertou Israel. Contudo, como todos os livros bíblicos que tratam do período anterior ao exílio, esse relato é tendencioso e torna-se bastante difícil separar realidade e lendaPredefinição:Carece de fontes?. Não apenas as vitórias retratadas podem tratar-se de ficção a fim de criar um passado vitorioso para o frágil estado de Israel, como também essa mesma ficção passou pelo julgamento valorativo dos novos dogmas pós-exílio, onde Jeová foi transformado em único deus e a história israelita foi revisada de modo que valorizasse a tribo de Judá e atribuísse todas as derrotas e vitórias bélicas à existência de fidelidade ou não ao deus único JeováPredefinição:Carece de fontes?.
O aspecto lastimável da história de Jefté foi o sacrifício de sua filha como resultado de um voto feito precipitadamente. Esse curioso relato é um dos únicos casos de sacrifício humano ao deus Jeová que sobreviveram no relato bíblico, ao lado dos números sacrifícios religiosos dos habitantes de cidades conquistadas e seus reis (que sempre passam despercebidos como se fosse atitudes de guerra, e não o ritual de Herem que foram na realidade, o sacrifício de Agague "diante do Senhor" (I Samuel) e o sacrifício da família de Saul.
Referências [editar]
- ↑ MacDonald, Burton; Randall W. Younker. Ancient Ammon. [S.l.]: BRILL, 1999. p. 1. ISBN 9004107622, 9789004107625
- ↑ Levy, Tom; Øystein S. LaBianca and Randall W. Younker. The archaeology of society in the Holy Land. [S.l.]: Continuum International Publishing Group, 1998. p. 399. ISBN 0826469965, 9780826469960