Amor fati

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Amor fati (do latim amor, nominativo singular de amor,óris: 'amor a algo' e fati genitivo singular de fatum,i, 'destino') é uma expressão latina que significa 'amor ao destino', 'amor ao fado'. [1] No estoicismo e em Nietzsche, significa aceitação integral da vida e do destino humano mesmo em seus aspectos mais cruéis e dolorosos - aceitação que só um espírito superior é capaz.[2]

No estoicismo[editar | editar código-fonte]

Uma vez que o estoicismo propõe a indiferença em relação ao que é externo ao homem, o amor fati é como uma atitude de indiferença ao sofrimento e a tudo aquilo que ao homem é acidental, como forma de anular o conflito. Como escreve o Gustavo Bernardo, " o sábio estóico é aquele que consente na sua pertença ao mundo, porque 'o destino guia quem consente e arrasta quem recusa'." [3]

No Cristianismo[editar | editar código-fonte]

De uma perspectiva cristã, Santo Agostinho endossa o ato heróico que constitui este amor pelo peso que o destino possa nos reservar, afirmando em Cidade de Deus que: "o nome fati (fado) nos faz fugir com horror, sobretudo por causa do vocábulo que ninguém se acostumou a entender o sentido verdadeiro."

O amor fati também pode ser utilizado para a aceitação virtuosa e serena do destino (fado no sentido de predição, oráculo) que Deus reservaria a cada um dos seres. Como exemplo ideal em Cristo por sua vida vivida intensamente e dedicada a servir ao próximo, em sua reserva e força para com a paixão e seu fim trágico na crucificação.

Referências

  1. FERRATER-MORA, José. Dicionário de filosofia. Volume 1, p.114.
  2. Dicionário Houaiss
  3. BERNARDO, Gustavo A ficção cética. São Paulo: Anna Blume, 2004, p.220.