Amorismo
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"O Amorismo é um movimento filosófico universalista que prega o amor incondicional como sendo a última e única solução para a humanidade." [1]
Assim define o Grupo do Amorismo Universal do Brasil a filosofia amorista conforme é entendida atualmente. Este Grupo é secreto e suas reuniões acontecem de modo sigiloso, num nível de debates e discursos. Iniciam novos membros por meio de conversações, seguidas de uma reunião de iniciação, onde devem estar presentes, pelo menos, o neófito e um Mestre Amorista.
O Grupo diz que agrega "homens e mulheres" desde que estes 'acreditem na filosofia do universalismo'. Propaga alguns princípios semelhantes aos da Maçonaria, embora se apresentem diferenças estruturais enormes entre as duas Fraternidades.
Os amoristas dizem que muitos intelectuais, artistas e personagens históricos notáveis ou pertenceram ou pertencem à linha filosófica. As afirmações são improváveis, visto que a participação não é jamais institucionalizada.
A maioria dos membros dessa Irmandade se veste de preto, evidentemente para demonstrar a sua ideologia interna de grande ostentação da morte como uma alegre "experiência final", onde a verdade absoluta é revelada e os seres humanos alcançam a completude. O símbolo desta Ordem é comumente relacionado ao símbolo do infinito.
Atualmente os membros do Grupo se dedicam a melhorar espiritualmente a humanidade, por meio de sua filosofia deísta, agnóstica e universalista.
[editar] Crenças e Pontos Básicos
Os amoristas não possuem uma crença homogênea, quando se fala em dogmas específicos. Mas, visto estarem a par da necessidade de um fator básico de coesão, fator comum a todo grupo, proclamam basicamente os seguintes princípios:
Origem:Os amoristas não determinam a origem de sua existência, de acordo com o GAU, devido à dificuldade teórica gerada pela sua filosofia. "Exatamente devido a sua filosofia, que trata-se basicamente de ensinar seus membros a praticar o amor incondicional." Visto a filosofia ser tão "universalista" e "humanista", além de não-institucional, a origem histórica é imprecisa. Esse Grupo do Amorismo Universal, embora tenha liberado agora algumas informações na internet, continua sendo secreto e mantendo seus membros às ocultas.
Deus: Incognoscível, imponderável e infinito. O símbolo do infinito (∞) demonstra a correspondência filosófica entre as idéias de incognoscividade de Deus e do amor incondicional.
Amor: A idéia central do grupo e seu principal objetivo. Alguns identificam o amor incondicional à própria natureza de Deus. Visto que algo "incondicional" é incognoscível, dada a realidade de seres humanos só conhecerem coisas limitadas, o amor incondicional carrega em si a ingnoscividade divina, dizem os amoristas.
Vida e Morte: Encaram a vida de um interessante ponto de vista. O ser humano precisa ser inserido plenamente à natureza, num nível fisiológico. Enaltecem, no entanto, os fatores sociais, culturais, como importantes na medição da utilidade das questões sociológicas. A vida dos amoristas, portanto, se baseia em ditames fisiológicos ("a defesa da vida") e em fatores sociais ("as idiossincrasias"). Quanto à morte, se referem a uma "experiência final". A morte é vista como mais um aprendizado do ser humano e é necessária para a completude de todo e qualquer aprendizado acumulado ao longo da existência. Somente quando morre, o ser humano se completa, se conclui, adere à natureza "ideológica e fisiologicamente".
Conduta: Não são sectários. Não se autodefinem como uma religião ou seita. Alguns nem mesmo reconhecem nesse Grupo uma Irmandade ou Fraternidade, pois todas as suas atividades se dão num nível não-institucional. Os amoristas se apegam mais aos fatores filosóficos e filantrópicos do que aos fatores organizacionais. Esta natureza do Grupo é o que torna muito difícil determinar quais são aqueles "homens e mulheres que acreditam na filosofia do universalismo" que seguem a ideologia da Irmandade. Os amoristas, como indivíduos, não possuem uma conduta homogênea. Alguns seguem mais ou menos os preceitos pregados pelo grupo. A base dos preceitos, no entanto, é simplesmente o "amor incondicional" e o "universalismo".
[editar] Críticas Organizacionais
Embora possuam uma excelente ideologia, os amoristas também são submetidos a críticas severas. Algumas estão apresentadas abaixo:
Sigilo: Por que manter seus membros no anonimato se esta atitude só provoca suspeitas e antagonismos? As reuniões e rituais de iniciação acontecem de forma muito secreta. Debates são feitos num nível de ostracismo social em que as teses amoristas não podem ser bem apresentadas a indivíduos não-iniciados. Além disso, o fato de usarem roupas pretas o aproximam de uma estereótipo semelhante ao dos roqueiros, embora sejam mais parecidos com os maçons.
Naturalidade: Não apresentam aos seus membros de forma ativa e formal o que tem que ser seguido como natural sociologicamente. A falta de uma imagem teísta da divindade pode ser que contribua para este problema de referencial. Embora afirmem que tudo que é encontrado como resultado dos fatores biológicos do corpo humano é natural, e que isso deve ser mediado por fatores pragmáticos culturais, não definem com força e severidade como isso deve ser feito individualmente.
Deísmo: Afirmam que todos podem ser amoristas e ainda assim ter sua religião, mas pregam uma espécie de agnosticismo, onde Deus, o Todo-Poderoso, é colocado de uma forma misteriosa, e não como uma personalidade paterna, que está a todo instante próximo de cada um de nós. Tal corrente filosófica não se harmoniza de forma alguma com as principais religiões atuais. Seus princípios são irreconciliáveis. "Os ensinamentos filosóficos ensinados e praticados pelos verdadeiros amoristas os libertam de muitos grupos e religiões sectários e segregantes. Não pertencer a tais grupos não é a regra, mas pertencer a tais é a exceção."
Amor: Pregam uma espécie de amor incondicional referindo à expressão "fora res" do latim (sem coisas / sem condições). O amor incondicional, conforme conhecido comumente pelas principais religiões, no entanto, é a forma "ágape", que é amor com princípios, o amor divino e superior. Nesse amor "incondicional" dos amoristas estão contidas paixões e desenfreadas atitudes humanas e mundanas, dentre as quais, a naturalização da homossexualidade!
Cristianismo: Embora reconheçam que Jesus Cristo tenha contribuído de alguma forma positiva para a humanidade, afirmam que ele não pregou o "verdadeiro amorismo", incondicional. Classificam o Cristianismo como "salvacionista" e "segregante". Seus preceitos são parecidos ao positivismo comteano do século XIX.
Evolução: Pregam realmente a evolução das espécies, embora esta seja muito vagamente subentendida. São basicamente seguidores da "evolução teísta", que prega a evolução como tendo sido causada por Deus pelo menos até certo estágio. O ser humano, nesta seita, é o tempo todo aconselhado a "evoluir", ou a "evoluir no amor". Sabemos, porém, que a evolução e a criação são inerente e intrinsecamente irreconciliáveis.
Moralidade: Desconsideram a moral cristã do que é certo e errado. Não colocam a Deus como referencial. Os fatores sociológicos, culturais, se baseiam não em Deus, mas numa ética humanista de "defesa da vida", típica do Renascimento e do Iluminismo. Quando os fatores sociológicos entram em contradição, porém, em que devemos nos basear? Nas nossas próprias consciências?

