Aná bechoach

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Aná bechoach (em hebraico: אנא בכח) é um poema místico, no qual há seis palavras por linha e um total de sete linhas. A última frase não se conta, pois é uma exclamação de louvou ao D'us Altíssimo; não se conta a frase porque as 42 palavras ditas anteriormente corresponderiam a um dos nomes de D'us, composto por 42 duas letras; daí que, após dizer Seu Santo Nome, nada melhor do que O louvar. Contudo, não se trata de um acrônimo. 42 foram também o número de paradas que o povo de Israel fez, desde o Egito até a Terra Santa, durante o Êxodo.

A Cabalá, por sua vez, explica que primeira frase do poema está relacionada à quarta Sefirá, Chessed.

Transliteração e tradução[editar | editar código-fonte]

Transliteração[editar | editar código-fonte]

Hebraico Transliterado
אנא, בכח גדולת ימינך תתיר צרורה: Aná bechoach g'dulat iemincha tatir tzerurah.
קבל רינת עמך, שגבנו, טהרנו, נורא: Cabel rinat amecháa saguevenu taharenu norá.
נא גבור, דורשי ייחודך. כבבת שמרם: Na guibor dorshê Yichudecha k'vavat shomrem.
ברכם, טהרם, רחמי צידקתך תמיד גמלם: Barachem taharem Rachamei tzidktech tamid gomlem.
חסין קדוש, ברב טובך נהל עדתך: Chasin Kadosh, b'rov tuvcha nahel adatecha.
יחיד גאה, לעמך פנה, זוכרי קדושתך: Yachid gueê, l'am'acha p'neh, zochrei K'dushatecha.
שוועתנו קבל ושמע צעקתנו, יודע תעלומות: Shavatenu cabel, ush'máa tza'akatenu, yodeha ta'alumot.
ברוך שם כבוד מלכותו לעולם ועד: Baruch shem kevôd malchuto leolam vaed.

Português[editar | editar código-fonte]

Livra-nos, rogo, dos vínculos de paixão pela força de Tua destra. Aceita o clamor de Teu povo, ó D'us temido, exalta-nos e purifica-nos. Ó mui poderoso D'us, conserva como a pupila dos olhos aqueles que defendem a Tua Unidade. Abençoa-nos, purifica-nos, outorga-nos com a Tua justiça bondosa, contínuo galardão. Tu que és o mais Alto e Santo, guia Teu povo congregado, com abundância de generosidade. Tu que és a exaltada Unidade, volta-Te para Teu povo que sempre recorda Tua santidade. Aceita nossas preces e ouve nossos clamores, ó Tu que sabes do encoberto.

Bento é o nome d'Aquele cujo reino glorioso é eterno.

Leitura adicional[editar | editar código-fonte]

  • DAHAN, Isaac. Arvit de Shabat (e Shalosh Regalim). 2 ed. Manaus: Fênix, 1996.
  • DICHI, Isaac. Ner Lechayim. 4 ed., revisada. São Paulo: Mekor Haim, 2007.
  • SCHOLEM, Gershon. O nome de Deus, a teoria da linguagem e outros estudos da cabala e mística. São Paulo: Perspectiva, 1999.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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