Análise logística de suporte

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Análise logística de suporte (logistics support analysis) é entendida como um conjunto de medidas necessárias para assegurar uma base sólida de apoio a um sistema, durante o ciclo de vida para que foi programado. Fazem parte integrante do sistema logístico, conceitos como a manutibilidade, fiabilidade e disponibilidade, idealizados, sobretudo em função do equipamento e infra-estruturas que suportam os fluxos físicos, com relevo nas que se encontram fixas, como sejam instalações fabris, de armazenamento ou pontos de venda. Em relação às infra-estruturas móveis, assumem particular destaque os contentores, paletes, veículos e empilhadoras (Carvalho, 2002, p. 259).

Fiabilidade[editar | editar código-fonte]

Fiabilidade constitui a possibilidade de uma determinada infra-estrutura, instalação, equipamento genérica, de um sistema cumprir com total eficiência a sua função, tendo em conta que a sua utilização é executada dentro de condições para que foi definido e desenhado, num determinado período de tempo (ITEM Software, 2007, p. 2).

A falha poderá acontecer no sistema quando este não está em condições de cumprir as condições anteriormente referidas. A taxa de falha (\lambda) é o valor numérico que especifica o número de falhas de um determinado sistema (Carvalho, 2002, p. 260):

\lambda=\frac{N}{Tt} , onde N corresponde ao número de falhas e Tt ao Tempo total de operação.

O tempo médio entre falhas (TMEF) prevê o número médio de horas que um sistema está operacional antes de se dar nova falha e é dado por:

TMEF=\frac{1}{\lambda}

Manutibilidade[editar | editar código-fonte]

A manutibilidade de um sistema consiste na possibilidade deste, quando em falha, sofrer uma reparação ou restauro num determinado período de tempo, com procedimentos definidos e optimizando um conjunto especificado de recursos (Di Lorenzo, 2008, p. 16).

São considerados algumas definições no âmbito deste item (Carvalho, 2002, p. 264):

  • TMPR - Tempo médio para reparação (manutenção);
  • TMHH/AM - Tempo médio em horas-homem para efectuar manutenção por cada hora de operacionalidade do sistema, onde é usado na previsão da mão-de-obra necessária para efectuar esta mesma manutenção;
  • TMHH/HO - Tempo médio de horas-homem gastas na manutenção por cada hora de operacionalidade do sistema, onde é usado para efectuar comparações e expressar trade-offs, entre as diferentes formas de manutenção.

TMPR=\sum_{i=1}^{m}\overline{T_M} , onde \overline{T_M} é o tempo médio do M-ésimo elemento do TMPR

TMHH/HO=\frac{TMPR*C*F}{TMEF} , em que C é o número de trabalhadores e F o rácio de operacionalidade.

Disponibilidade[editar | editar código-fonte]

A disponibilidade de um sistema refere-se à possibilidade de se usufruir deste, ou dito de outra forma, a probabilidade de este não ter falhas ou não necessitar de reparação no período de tempo em que está a ser utilizado (Weibull, 2007).

  • A disponibilidade inerente (D_i) de um sistema pode ser calculada da seguinte forma (Carvalho, 2002, p. 265):

D_i=\frac{TMEF}{TMEF+TMPR}

  • A disponibilidade conseguida (D_c) entra em conta com os tempos médios resultantes da actividades de manutenção preventiva (TMMP) e correctiva (TMMC) e é dada por:

D_c=\frac{TMEM}{TMEM+TMMC+TMMP} e o (TMEM) corresponde ao tempo médio entre manutenções.

  • A disponibilidade prática (D_p) é a que se aproxima mais da realidade e representa a percentagem de tempo que o sistema está disponível para cumprir os requisitos nas actuais condições de operação.

D_p=\frac{TMEM}{TMEM+TAM} , sendo (TAM) o tempo de atraso da manutenção.

Referências[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]