An American Trilogy

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"An American Trilogy"
Single de Elvis Presley
Lançamento Abril de 1972 (Estados Unidos)
Formato(s) Disco de vinil (45 rpm)
Gravação 16 de fevereiro de 1972 (ao vivo)
Gênero(s) Música patriótica
Duração 4:15
Gravadora(s) RCA
Composição Adaptação: Mickey Newbury
Cronologia de singles de Elvis Presley
Último
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"He Touched Me"
(1972)
"Burning Love"
(1972)
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An American Trilogy (em português: "Uma Trilogia Americana") é uma rapsódia - várias canções que dão origem a uma outra canção - que foi adaptada e arranjada em 1971 a partir de três clássicas canções norte-americanas: "Dixie", "The Battle Hymn of the Republic" e "All My Trials". Dixie foi escrita em 1859 por Dan Emmett. The Battle Hymn of the Republic, de Julia Ward Howe, foi composta em 1861. All My Trials é uma canção tradicional, de compositor desconhecido.

Elvis Presley lançou a canção em versão ao vivo, em 1972, cantando-a nos palcos ao longo dos anos 1970, sem jamais tê-la gravado em estúdio. Sua peculiaridade lhe permitia entrega e interpretação dedicada, chamando a atenção das multidões que testemunharam sua execução.

A gravação original, single de 1972 com "The First Time Ever I Saw For Face" no "lado-B", foi gravada a partir de um concerto no Las Vegas Hilton, em 16 de fevereiro do mesmo ano. O solo de flauta, foi interpretado por Jimmy Mulidore. A palavra Dixieland que aparece na letra, refere-se aos estados do sul dos EUA. A música Dixie, uma das que deram origem a "An American Trilogy", é um hino dessa região americana, conhecida também como a terra do algodão.

Alguns acreditam que "An American Trilogy" ainda não teve todo o seu potencial e qualidade descobertos e entendidos pelo público, talvez, segundo a opinião dos mesmos, pela qualidade acima da média em comparação a outras canções populares dentro do século XX, sendo avaliada por seus admiradores, como sendo uma das melhores músicas populares de todo o século.

Etapas da canção[editar | editar código-fonte]

Primeira parte[editar | editar código-fonte]

A primeira parte da letra relata em forma de nostalgia a saudade do cidadão americano de sua terra natal, nesse caso específico, o sul dos Estados Unidos. A "letra" começa com a seguinte frase, "Oh I wish I was in the land of cotton…", esse trecho foi baseado em "Dixie". A canção começa com a voz de Elvis em destaque, em um tom intermediário entre o grave e o agudo, com a ainda tímida participação da banda e orquestra. Logo em seguida é a vez do coro masculino iniciar sua performance. Logo após, Elvis volta a interpretar a letra, seguindo a isso o maior destaque da banda e orquestra.

Segunda parte[editar | editar código-fonte]

A segunda etapa começa com uma adoração ao senhor todo poderoso, o intérprete exclama: "Glory, glory hallelujah…", sendo que essa estrofe é repetida ao final da performance. Adaptada de "The Battle Hymn of the Republic". Com o início da adoração, nota-se o contínuo crescimento da presença dos instrumentos, principalmente os de corda e percussão. Ainda nesta etapa é adicionada a presença do coro feminino em conjunto ao masculino, também nota-se a presença marcante dos instrumentos de metais. Também é digno de menção a subida de tom na interpretação de Elvis.

Terceira parte[editar | editar código-fonte]

A terceira etapa da canção, baseada em "All My Trials", relata de forma comovente o sofrimento da futura perda de um ente querido, a letra diz: "So hush little baby, Don't you cry…". Em perfeita harmonia a obra diminui de intensidade e entra em sua parte mais sentimental, o coro, tanto masculino como o feminino, inicia uma pequena pausa, com isso, a voz de Elvis realiza uma performance solo, em conjunto com o som do baixo e piano, contudo, pouco tempo depois, o coro retorna, assim como os violinos, em perfeita harmonia.

Quarta parte[editar | editar código-fonte]

Inicia-se a etapa puramente instrumental, com a performance destacada da flauta se contrapondo ao baixo. Na continuação nota-se a crescente presença da orquestra e banda, com nítida presença dos instrumentos de metais.

Quinta parte[editar | editar código-fonte]

Ao final da parte instrumental é a hora do coro voltar a ação, iniciando assim a performance final de Elvis em uma repetição da segunda etapa, cantando, "Glory, glory hallelujah…". Em perfeita harmonia, Elvis, coro masculino e feminino, banda e orquestra desempenham com amor e dedicação o final da obra, em que é valorizado o vocal agudo e a extensão de Elvis Presley.

Instrumentos[editar | editar código-fonte]

Regravações[editar | editar código-fonte]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • Em algumas ocasiões em seus espetáculos, Elvis trocava, em tom de brincadeira, a palavra "Dixieland" por "Disneyland".
  • Em algumas apresentações, a performance era mais acelerada, ocasionando assim, em um diminuição no tempo de 15 a 20 segundos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]