Ana Júlia Carepa
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| Ana Júlia de Vasconcelos Carepa | |
| Governadora do Pará |
|
| Mandato: | 1 de janeiro de 2007 em exercício |
| Precedido por: | Simão Jatene |
| Sucedido por: | |
| Nascimento | 23 de Dezembro de 1957 Belém,PA |
|---|---|
| Partido político: | PT |
Ana Júlia de Vasconcelos Carepa (Belém do Pará, 23 de dezembro de 1957) é uma política brasileira filiada ao Partido dos Trabalhadores. É a atual governadora do Pará.
Em 1992 foi eleita pela primeira vez a um cargo eletivo, sendo vereadora de Belém do Pará. Dois anos depois foi eleita deputada federal pelo estado do Pará e em 1996 foi eleita vice-prefeita de Belém, na chapa de Edmilson Rodrigues.
Em 1998 candidatou-se ao Senado Federal, liderava as pesquisas, porém, foi derrotada nos últimos momentos da apuração. Em 2000 foi eleita a vereadora mais votada da história de Belém. Em 2002 foi eleita para o Senado registrando dois recordes, um de ser a primeira mulher a ser eleita senadora pelo estado do Pará e por ter sido a pessoa mais votada na história do Pará, para uma eleição à Câmara Alta.
Fez parte da bancada governista na CPMI dos Correios, criada para apurar casos de corrupção no governo Lula. Durante seu período no Senado, a imprensa noticiou denúncias de corrupção envolvendo Ana Júlia e madeireiras ilegais no Pará, as quais não foram comprovadas.
Em 2004 candidatou-se à prefeitura, tendo Avelina Resket como sua vice, a fim de suceder Edmilson Rodrigues e constituir um terceiro mandato petista consecutivo na capital do Pará, porém, não obteve sucesso. Perdeu para o também senador Duciomar Costa, do PTB, que foi apoiado pelo governo do estado, do PSDB.
[editar] Eleições 2006
Em um cenário de três governos consecutivos de políticos do PSDB (oito anos de Almir Gabriel e quatro de Simão Jatene), nas prévias estaduais do PT para essas eleições foi eleito para concorrer ao cargo de governador do estado do Pará, o então deputado estadual Mário Cardoso, que saiu vitorioso sobre a candidatura da então senadora Ana Júlia, chegando a ser anunciado ao público, porém, por determinação nacional, o partido estadual lançou o nome de Ana Júlia Carepa para candidatar-se a vaga no governo. Para compor o cenário político, foi formada uma coligação com PCdoB, PTN e com PSB, cabendo a esse último remeter a vaga de vice, a qual ficou com Odair Corrêa, político da região de Santarém (Oeste do Pará), e tendo Mário Cardoso lançado a candidatura ao senado.
Com o decorrer da campanha, foi-se desenhando um cenário no qual Almir Gabriel (PSDB) se mantinha na liderança, segundo pesquisas, Ana Júlia (PT) em segundo lugar, o ex-prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (PSOL) em terceiro, seguido do então deputado federal José Priante (PMDB, partido que participou do governo Jatene durante 3 anos e meio), além de outros candidatos minoritários.
Dos quatro principais candidatos, 3 realizaram oposição sistemática e implacável aos 12 anos de governo tucano no estado, com destaque para Priante, enquanto Almir mantinha-se sozinho defendendo as mesmas manobras políticas, porém se mantendo sempre a frente de seus adversários, apesar de ter sua vantagem gradualmente reduzida. Ana Júlia e Priante sempre apoiando o presidente-candidato Lula (PT). Época em que Ana Júlia quebra seu joelho em Canaã dos Carajás, sudeste do Pará, e é obrigada a ficar por semanas em uma cama de hospital em Belém, sendo-lhe aconselhado não mais fazer campanha.
Lula paradoxalmente, em sua campanha apóia tanto a candidatura, ao governo do estado, de Ana Júlia, candidata de seu partido, como José Priante, da base aliada, repetindo o mesmo apoio aos políticos que concorrem vaga para o senado, Mário Cardoso (PT) e Luiz Otávio Campos (PMDB), chegando a reunir todos no mesmo palanque, ainda no primeiro turno, contando com a presença do senador José Sarney.
Nas duas últimas semanas antes das eleições, Priante passa para terceiro lugar, com ligeira vantagem sobre Edmilson Rodrigues, assustados com o crescimento do candidato peemedebista, muitos eleitores do ex-prefeito optam por não votarem em Edmilson, mas sim em Ana Júlia, para garantir que o segundo turno fôsse entre Almir e Ana Júlia e não entre Almir e Priante, fazendo Edmilson perder muitos percentuais.
O resultado do primeiro turno ficou assim desenhado: Almir Gabriel com 43,83%, Ana Júlia com 37,52%, José Priante com 14,01%, Edmilson Rodrigues com 4,19%, outros com 0,45%. No segundo turno, uma manobra política ajudou a canditada petista, Ana Júlia recebe apoio maciço do PMDB e do deputado federal reeleito Jáder Barbalho, de alguns sectores da aliança que no primeiro turno apoiara Almir e parcial e não-oficial do PSOL, estando este último interessado prinicipalmente em herdar o restante do mandato de Ana Julia no senado com seu primeiro-suplente, José Nery, ex-petista, membro do grupo de apoio a Edmilson.
Ana Júlia lidera as pesquisas já no começo do segundo turno, mesmo fazendo campanha em cadeira de rodas, a candidata apoiada por uma ampla e pluralíssima aliança (com a presença de grupos muito heterogêneos), confirma seu favoritismo no dia 29 de Outubro de 2007, obtendo 1.673.648 votos, 54,93%; contra 1.373.474 votos, 45,07% do ex-governador tucano.
Tomou posse como primeira governadora mulher do Pará no dia 1º de janeiro de 2007, quebrando uma hegemonia de 12 anos do PSDB no estado, deixou seus quatro anos restantes de mandato no Senado Federal para José Nery, do PSOL.
| Precedido por Simão Jatene |
Governadora do Pará 2007 - atual |
Sucedido por ' |

