Ana Júlia Carepa

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Searchtool.svg
Esta página ou secção foi marcada para revisão, devido a inconsistências e/ou dados de confiabilidade duvidosa (desde agosto de 2011). Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor, verifique e melhore a consistência e o rigor deste artigo. Considere utilizar {{revisão-sobre}} para associar este artigo com um WikiProjeto.
Princípio da imparcialidade
Este artigo ou secção possui passagens que não respeitam o princípio da imparcialidade.
Tenha algum cuidado ao ler as informações contidas nele. Se puder, tente tornar o artigo mais imparcial.
(Justifique o uso desta marca na discussão do artigo)
Ana Júlia Carepa
Ana Júlia Carepa
40.º Governadora do  Pará
Mandato 1 de janeiro de 2007
até 1 de janeiro de 2011
Antecessor(a) Simão Jatene
Sucessor(a) Simão Jatene
Senadora pelo  Pará
Mandato 1 de fevereiro de 2003
até 31 de dezembro de 2006
Deputada Federal pelo  Pará
Mandato 1 de fevereiro de 1995
até 1 de janeiro de 1997
Vereadora de Bandeira belem.jpg Belém
Mandato 1º mandato: 1 de janeiro de 1993
até 1 de fevereiro de 1995
2º mandato: 1 de janeiro de 2001
até 1 de fevereiro de 2003
Vida
Nascimento 23 de dezembro de 1957 (54 anos)
Belém, PA
Partido PT

Ana Júlia de Vasconcelos Carepa (Belém, 23 de dezembro de 1957) é uma política brasileira filiada ao Partido dos Trabalhadores.

Índice

[editar] Biografia

Filha de Arthur Carepa, que teve seus direitos políticos suspensos pelo Regime militar no Brasil (1964–1985),[1] Ana Júlia graduou-se em Arquitetura na Universidade Federal do Pará. Foi cônjuge de Rômulo Paes de Sousa, pai do seu filho Júlio, e de Marcílio Monteiro, pai de sua filha Juliana.[1]

Funcionária concursada do Banco do Brasil,[1] ingressou no movimento sindical através do Sindicato dos Bancários do Pará.

[editar] Política

Em 1992 foi eleita pela primeira vez a um cargo eletivo, sendo vereadora de Belém, assumindo em 1º de janeiro de 1993.

Em 1994, foi eleita deputada federal pelo estado do Pará, deixando o cargo de vereadora.

Em 1996, formou-se chapa a vice-prefeita com Edmilson Rodrigues, e foi eleita, renunciando o cargo de deputada.

Em 1998, se candidatou ao Senado Federal pelo Pará. Apesar de liderar nas pesquisas, foi derrotada nos últimos momentos da apuração.

Em 2000, se candidatou a reeleição como vereadora de Belém e obteve êxito, sendo a vereadora mais votada da história de Belém.

Em 2002, se candidatou para o Senado e foi eleita, registrando dois recordes: ser a primeira mulher a ser eleita senadora pelo estado do Pará e por ter sido a pessoa mais votada na história do estado para uma eleição à Câmara Alta. Assumiu o cargo no Senado em 1º de fevereiro de 2003, renunciando ao de vereadora.

Em 2004, candidatou-se à prefeitura de Belém, tendo a advogada Avelina Hesketh (Partido Liberal) como sua vice, a fim de suceder Edmilson Rodrigues e constituir um terceiro mandato petista consecutivo na capital do Pará, mas não obteve sucesso. Perdeu para o também senador Duciomar Costa, do PTB, que foi apoiado pelo governo do estado, do PSDB.

Entre 2005 a 2006, fez parte da bancada governista na CPMI dos Correios (Senado e Câmara) criada para apurar casos de corrupção no governo Lula no escândalo do Mensalão.

Durante seu período no Senado (2003-2006), a imprensa noticiou denúncias de corrupção envolvendo Ana Júlia e madeireiras ilegais no Pará, as quais não foram comprovadas.

[editar] Eleições no Pará em 2006

Em um cenário de três governos consecutivos de políticos do PSDB (oito anos de Almir Gabriel e quatro de Simão Jatene), nas prévias estaduais do PT para essas eleições foi eleito para concorrer ao cargo de governador do estado o então deputado estadual Mário Cardoso, que saiu vitorioso sobre a candidatura da então senadora Ana Júlia, chegando a ser anunciado ao público. Porém, por determinação nacional, o partido estadual lançou o nome de Ana Júlia Carepa para candidatar-se a vaga no governo. Formou-se coligação com PCdoB, PTN, PSB e com PRB, cabendo a esse último remeter a vaga de vice, a qual ficou com Odair Corrêa, político da região de Santarém, no oeste do Pará, e tendo Mário Cardoso lançado a candidatura ao senado.

Com o decorrer da campanha, foi-se desenhando um cenário no qual o ex-governador Almir Gabriel (PSDB) se mantinha na liderança, segundo pesquisas, com Ana Júlia (PT) em segundo lugar, o ex-prefeito de Belém Edmilson Rodrigues (PSOL) em terceiro, seguido do então deputado federal José Priante (PMDB, partido que participou do governo Jatene durante 3 anos e meio), além de outros candidatos minoritários.

Dos quatro principais candidatos, 3 realizaram oposição sistemática e implacável aos 12 anos de governo tucano no estado, com destaque para Priante, enquanto Almir mantinha-se sozinho defendendo as mesmas manobras políticas, porém se mantendo sempre a frente de seus adversários, apesar de ter sua vantagem gradualmente reduzida. Ana Júlia e Priante sempre apoiando o presidente-candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na época, Ana Júlia quebra seu joelho em Canaã dos Carajás, sudeste do Pará, e é obrigada a ficar por semanas em uma cama de hospital em Belém, sendo-lhe aconselhado não mais fazer campanha.

Lula paradoxalmente, em sua campanha apóia tanto a candidatura, ao governo do estado, de Ana Júlia, candidata de seu partido, como José Priante, da base aliada, repetindo o mesmo apoio aos políticos que concorrem vaga para o senado, Mário Cardoso (PT) e Luiz Otávio Campos (PMDB), chegando a reunir todos no mesmo palanque, ainda no primeiro turno, contando com a presença do senador José Sarney (PMDB-AP).

Nas duas últimas semanas antes das eleições, Priante passa para terceiro lugar, com ligeira vantagem sobre Edmilson Rodrigues. Assustados com o crescimento do candidato peemedebista, muitos eleitores do ex-prefeito optam por não votarem em Edmilson, mas sim em Ana Júlia, para garantir que o segundo turno fôsse entre ela e Almir, e não entre Almir e Priante, fazendo Edmilson perder muitos percentuais.

O resultado do primeiro turno ficou assim desenhado: Almir Gabriel com 43,83%, Ana Júlia com 37,52%, José Priante com 14,01%, Edmilson Rodrigues com 4,19%, outros com 0,45%.

No segundo turno, uma manobra política ajudou a canditada petista, Ana Júlia recebe apoio maciço do PMDB e do deputado federal reeleito Jader Barbalho, de alguns setores da aliança que, no primeiro turno, apoiara Almir, e apoio parcial e não-oficial do PSOL, estando este último interessado principalmente em herdar o restante do mandato de Ana Julia no Senado com seu primeiro-suplente, José Nery, ex-petista, membro do grupo de apoio a Edmilson, juntamente com Lula e Jader nos palanques com Ana Júlia.[carece de fontes?]

Ana Júlia lidera as pesquisas já no começo do segundo turno, mesmo fazendo campanha em cadeira de rodas. Apoiada por uma ampla e pluralíssima aliança (com a presença de grupos muito heterogêneos), confirma seu favoritismo no dia 29 de outubro de 2007, obtendo 1.673.648 votos, 54,93%; contra 1.373.474 votos, 45,07% do ex-governador tucano.

[editar] Governo de Ana Júlia

Tomou posse como primeira governadora mulher do Pará no dia 1º de janeiro de 2007, quebrando uma hegemonia de 12 anos do PSDB no estado. No Senado Federal, deixou seus quatro anos restantes de mandato para José Nery, do PSOL.

Após tomar posse como governadora, rescindiu, em março de 2007, o contrato com as Organizações Rômulo Maiorana, que mantinha, ao mesmo tempo, a retransmissão da programação da TV Liberal (afiliada a Rede Globo no Pará) e da TV Cultura do Pará (afiliada a TV Cultura no estado). A parceria durava mais de 10 anos e tinha sido alvo de denúncias do Ministério Público do Pará desde início da parceria, pois o Governo assinou com uma emissora comercial sem fins educativos, ato proibido no Brasil.

Nos primeiros meses de 2007, repetindo práticas de governos anteriores que sempre condenou enquanto vereadora, vice-prefeita e senadora, se aliou com políticos de passado duvidoso e acusações de práticas nepotistas no governo (Ana Júlia contratou dois irmãos e um primo, sem que estes prestassem concurso), denunciadas pela Justiça interpelou a contratação.[2]

Ainda no início do mandato, usou um jatinho de propriedade do estado para ir à formatura do filho.[2]

Em Novembro de 2007, a revista Veja publica reportagem em que a Polícia Militar e a Justiça do Pará encarceraram uma adolescente de 15 anos em uma cela com trinta homens, em Abaetetuba, noroeste do estado. Durante 25 dias em que permaneceu presa, a menina foi estuprada em média 6 vezes por dia, sofrendo diversas torturas como queimaduras em seu corpo com cigarro e isqueiro. A governadora declarou: "Se ela têm 15, 20, 50, 80 ou até 100 anos, não importa. Uma mulher não poderia estar presa numa cela com homens".[3]

Entre 2007 a 2009, a imprensa denunciava a falta de verbas para a saúde (morte de bebês na Santa Casa de Belém entre 2008 e 2009), educação, entre outros, tanto em Belém como no Pará, aliado as constantes invasões de sem-terras em áreas privadas, a recusa de cumprir ordem de judiciais de reintegração de posse em áreas invadidas pelos sem-terra, provocando imagem negativa ao seu governo fora do Pará.

Referências

Precedido por
Simão Jatene
Governadora do Pará
20072011
Sucedido por
Simão Jatene
Ferramentas pessoais
Espaços nominais

Variantes
Ações
Navegação
Colaboração
Imprimir/exportar
Ferramentas
Noutras línguas