Ana da Dinamarca (1532-1585)

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Ana
Princesa-Eleitora da Saxónia
Princesa da Dinamarca
Annasachsencranach.jpg
Ana
Governo
Consorte Augusto I da Saxónia
Vida
Nascimento 22 de Novembro de 1532
Haderslev, Dinamarca
Morte 1 de Outubro de 1585 (52 anos)
Dresden, Alemanha
Filhos João Henrique da Saxónia
Leonor da Saxónia
Isabel da Saxónia
Alexandre da Saxónia
Magno da Saxónia
Joaquim da Saxónia
Heitor da Saxónia
Cristiano I da Saxónia
Maria da Saxónia
Doroteia da Saxónia
Amália da Saxónia
Ana da Saxónia
Augusto da Saxónia
Adolfo da Saxónia
Frederico da Saxónia
Pai Cristiano III da Dinamarca
Mãe Doroteia de Saxe-Lauemburgo

A princesa Ana da Dinamarca (22 de Novembro de 1532 - 1 de Outubro de 1585), foi uma princesa-eleitora da Saxónia e princesa da Dinamarca.

Família[editar | editar código-fonte]

Ana era a filha mais velha do rei Cristiano III da Dinamarca e da duquesa Doroteia de Saxe-Lauemburgo. Entre os seus irmãos estavam o rei Frederico II da Dinamarca e o rei Magno da Livónia. Os seus avós paternos eram o rei Frederico I da Dinamarca e a marquesa Ana de Brandemburgo. Os seus avós maternos eram o duque Magno I de Saxe-Lauemburgo e a duquesa Catarina de Brunswick-Wolfenbüttel.[1]

Vida[editar | editar código-fonte]

Ana da Dinamarca.

Em criança, Ana aprendeu trabalhos manuais, botânica, trabalhos domésticos e agricultura da mãe. Em 1548 casou-se com o príncipe-eleitor Augusto I da Saxónia de quem teve quinze filhos, onze dos quais morreram antes de chegar à idade adulta. O casal vivia em Weissenfels. Antes da cada nascimento, o casal preparava sempre sudárias para o caso de haver uma emergência. Era ela que se lavava e limpava sozinha, ensinava o marido e tentou ganhar influência nos assuntos de estado numa altura em que os oficiais da corte não gostavam da ideia de "domínio feminino" na corte da Saxónia. O príncipe-eleitor Augusto ficou tão furioso que chegou mesmo a mudar a sua religião para uma forma de luteranismo a seu gosto.

O seu chanceler morreu sob tortura, Philippist Peucer foi preso e outros exilados. Para celebrar este evento, foi feita uma medalha com as palavras "para comemorar a vitória da ortodoxia sobre a razão". Ana ficou muito satisfeita com este desenvolvimento porque acentuava o velho direito das princesas. Manteve-se irreconciliável, mesmo quando a sua filha Isabel se casou com o conde João Casimiro do Palatinado-Simmern, Ana pediu-lhe que se afastasse do marido, o que levou a uma zanga matrimonial. João Casimiro acabaria mesmo por proibir a correspondência entre a esposa e a mãe. Quando Isabel deu à luz um natimorto, disse à mãe que era melhor ter uma criança morta do que um calvinista.

Annaburg recebeu o nome em sua honra- Abriu dois laboratórios e publicou um livro de receitas. Mantinha correspondência com médicos conhecidos e ensinava medicina tradicional a jovens raparigas. Também cuidava de refugiados, grávidas e doentes. Criou a Igreja de Ana. Em 1869, o chamado Memorial de Ana de Robert Henze foi construído. Hoje em dia encontra-se ao lado da câmara cerimonial do antigo cemitério de Ana em Dresden.

Descendência[editar | editar código-fonte]

Referências

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