Ana da Saxónia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Ana de Orange
Princesa de Orange
Princesa da Saxónia
Princesa de Orange
Período 25 de Agosto de 1561 - 18 de Dezembro de 1577
Predecessor Anna van Egmont
Sucessor Carlota de Bourbon
Cônjuge Guilherme I de Orange
Descendência
Ana de Nassau
Ana de Nassau
Maurício Augusto de Nassau
Maurício de Nassau
Emília de Nassau
Pai Maurício da Saxónia
Mãe Inês de Hesse
Nascimento 23 de Dezembro de 1544
Dresden, Alemanha
Morte 18 de dezembro de 1577 (32 anos)
Dresden, Alemanha

A princesa Ana da Saxónia (23 de Dezembro de 1544 - 18 de Dezembro de 1577) foi a única filha e herdeira do príncipe-eleitor Maurício da Saxónia e da landegravina Inês de Hesse, filha do landegrava Filipe I de Hesse. Foi também a segunda esposa de Guilherme, o Taciturno.

Casamento e Descendência[editar | editar código-fonte]

Ana nasceu e morreu em Dresden. Tinha a reputação de ser pouco atraente e coxa, mas a sua riqueza atraiu muitos pretendentes. Antes de se casar com o príncipe de Orange, tinha já havido negociações com a casa real da Suécia. Ana aceitou a corte de Guilherme I e os dois casaram-se no dia 25 de Agosto de 1561. Tiveram cinco filhos:

  1. Ana de Nassau (nascida e morta em 1562)
  2. Ana de Nassau (5 de Novembro de 156313 de Junho de 1588), casada com o conde Guilherme Luís de Nassau-Dillenburg; sem descendência.
  3. Maurício Augusto Filipe de Nassau (8 de Dezembro de 1564 - 3 de Março de 1566), morreu com dois anos e meio de idade.
  4. Maurício de Nassau (14 de Novembro de 156723 de Abril de 1625), príncipe de Orange; nunca se casou, mas teve descendência ilegítima.
  5. Emília de Nassau (10 de Abril de 156916 de Março de 1629), casada com Manuel de Portugal; com descendência.

Vida Depois do Casamento[editar | editar código-fonte]

O casamento foi infeliz. Ana suspeitava que Guilherme lhe era infiel, sentia-se ignorada por ele e não gostava do facto de o marido não lhe permitir acesso ao dinheiro que tinha obtido do seu dote. Em 1567, Guilherme enviou-a para Dillenburg sob a supervisão da sua família. Ana mudou-se de Dillenburg para Colónia em 1568 e, com o consentimento da sua família, pediu para ter acesso às terras que faziam parte do seu dote e que, na altura, estavam ocupadas pelo Sacro Império Romano-Germânico.

Começou uma relação com o seu advogado, Jan Rubens, em 1570. O seu marido soube desta indiscrição e Rubens foi preso e forçado a confessar a relação. Mais tarde o advogado foi libertado e voltou para a sua esposa. Entre os seus filhos encontrava-se Peter Paul Rubens. Inicialmente, Ana defendeu-se, dizendo que a confissão de Rubens tinha sido obtida sob tortura, e exigiu que o seu caso fosse apresentado à corte imperial, mas o nascimento de Cristina, a sua filha com Rubens, a 22 de Agosto de 1571, acabou por confirmar a acusação de adultério. Guilherme recusou-se a reconhecer a criança como sua, e afastou os seus filhos de Ana, que nunca mais os voltou a ver. Como era mulher, Ana podia ter sido executada por adultério, mas Guilherme não insistiu nessa sentença por considerar a influência política da família dela importante.

Em 1572, Ana e a filha Cristina foram enviadas para o Castelo de Beilstein. Ana foi condenada a prisão domiciliária, onde apenas podia receber a visita de um padre luterano, e os seus livros apenas podiam ser religiosos. A princesa queixava-se do seu isolamento e o seu comportamento começou a tornar-se cada vez mais instável, chegando ao ponto em que os criados receberam ordens para esconder as facas dela, temendo que Ana atacasse alguém. Começou a sofrer alucinações e ataques violentos. Cristina foi retirada do seu cuidado e enviada para junto dos seus meios-irmãos, com quem foi educada. Guilherme anulou o casamento em 1575 e voltaria a casar-se mais duas vezes. No mesmo ano, Ana foi enviada para Dresden onde foi presa num quarto com as janelas tapadas onde tinha apenas uma abertura para receber comida. Devido a estas condições de vida, a sua saúde física e mental começou a piorar, levando-a à loucura. Ana viveu o resto dos seus dias em Dresden, até morrer aos trinta-e-dois anos de idade, em 1577.

Ana teve uma má-reputação na História que a descreveu como uma lunática egoísta até ao século XX, quando começou a surgir uma imagem mais neutral dela.

Genealogia[editar | editar código-fonte]

Os antepassados de Ana da Saxónia em três gerações[1]
Ana da Saxónia Pai:
Maurício da Saxónia
Avô paterno:
Henrique IV da Saxónia
Bisavô paterno:
Alberto III da Saxónia
Bisavó paterna:
Sidónia da Boémia
Avó paterna:
Catarina de Mecklemburgo
Bisavô paterno:
Magnus II de Mecklemburgo
Bisavó paterna:
Sofia da Pomerânia-Stettin
Mãe:
Inês de Hesse
Avô materno:
Filipe I de Hesse
Bisavô materno:
Guilherme II de Hesse
Bisavó materna:
Ana de Mecklenburg-Schwerin
Avó materna:
Cristina da Saxónia
Bisavô materno:
Jorge da Saxônia
Bisavó materna:
Bárbara da Polónia

Referências

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Ana da Saxónia