Ana de Hollanda

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Anna de Hollanda
Em agosto de 2011, como Ministra da Cultura (Wilson Dias/ABr).
Ministra da Cultura do  Brasil
Mandato 1 de janeiro de 2011
até 11 de setembro de 2012
Presidente Dilma Rousseff
Antecessor(a) Juca Ferreira
Sucessor(a) Marta Suplicy
Vida
Nascimento 12 de agosto de 1948 (66 anos)
São Paulo, SP
Dados pessoais
Profissão Cantora
linkWP:PPO#Brasil

Anna Maria Buarque de Hollanda (São Paulo, 12 de agosto de 1948) é uma cantora e compositora brasileira, mas que se notabilizou sobretudo por trabalhos burocráticos na Funarte. Foi Ministra da Cultura do Governo Dilma entre janeiro de 2011[1] [2] [3] [4] e setembro de 2012[5] [6] . Anna é irmã de Chico Buarque.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Cresceu no Pacaembu (bairro de São Paulo). Filha da pianista Maria Amélia Alvim e do historiador Sergio Buarque de Holanda, cresceu numa casa frequentada pelos nomes mais expressivos da vida cultural e política do Brasil.

Estudou no Colégio Des Oiseaux. Aos 16 anos, estreou nos palcos no Teatro do Colégio Rio Branco, no show Primeira Audição, como integrante do conjunto Chico Buarque e as Quatro Mais, com seu irmão Chico, as irmãs Cristina e Maria do Carmo (Piií) e a amiga Helena Hungria, todas do mesmo colégio.

Em 1968, participou do III Festival Internacional da Canção, interpretando o frevo "Dança das Rosas". Em 1980, gravou o primeiro disco solo: "Ana de Hollanda", pelo selo Eldorado.

Ana participava das reuniões do bar Riviera, no centro de São Paulo, ponto de encontro de artistas e intelectuais. Foi nesta época que entrou para o Partido Comunista Brasileiro. No entanto, o nascimento dos filhos Sérgio e Ruth a impediram de dedicação maior à política (Fonte: Valor Econômico). Atualmente, Ana não é filiada a nenhum partido.

Em 1982, compôs e gravou o jingle "Acorda meu povo" para a campanha de Franco Montoro (PMDB), candidato ao governo de São Paulo.

De 1983 a 1985, Ana de Hollanda chefiou o setor musical do Centro Cultural São Paulo. Entre 1986 e 1988 foi secretária de Cultura do município de Osasco, na gestão de Humberto Parro (PMDB).

Depois de um ano de quimioterapia e radioterapia, curou-se de um câncer na região do mediastino, entre os pulmões. Curada, voltou a gravar. O segundo álbum solo, "Tão Simples", saiu pela MoviePlay em 1995.

Fez shows por todo o Brasil e também no Uruguai, em Angola e em Cuba, sempre com repertório da MPB.

De 2003 a 2007, dirigiu o Centro de Música da Funarte, durante a gestão do ator Antonio Grassi. Coordenou a Câmara Setorial de Cultura, reunindo representantes dos fóruns estaduais de música, entidades representativas da sociedade civil e setores do Poder Executivo. Segundo Grassi, todos os novos projetos musicais da Fundação, bem como o renascimento do Projeto Pixinguinha, foram de responsabildade de Ana.

Ana atuou como vocalista em discos de Toquinho, Vinicius de Moraes, Fafá de Belém e Tom Jobim. Trabalhou como atriz no espetáculo "Nunca te vi, sempre te amei", de Guto Maia.

Ministra da Cultura[editar | editar código-fonte]

Em seu primeiro mês como ministra, foi retirado da página do Ministério da Cultura na internet a licença Creative Commons, gerando críticas quanto à possível mudança de orientação no ministério no tocante à proteção dos direitos autorais.[7]

Em 11 de setembro de 2012, foi anunciada sua substituição pela então senadora Marta Suplicy.

Formação como cantora e atriz[editar | editar código-fonte]

Entre 1979 e 1996, estudou técnica vocal e interpretação com a professora e fonoaudióloga Rosemarie Shock. De 1980 a 1981, fez o Curso de Formação de Atores do Teatro Vento Forte, coordenado por Ilo Krugli.

Em 1990, cursou Interpretação Teatral e Técnica Vocal, com o professor francês Robert Cohen, na Escola Internacional de Teatro da América Latina e Caribe, em Cuba.

Em 1993, estudou técnica vocal com a fonoaudióloga Sônia Corazza e participou de uma oficina de Técnica Vocal ministrada pela fonoaudióloga Glória Beutenmüller, promovida pela Secretaria Municipal da Cultura de São Paulo.

Referências

  1. Ana de Hollanda (em português).
  2. Cantora e compositora, Ana de Hollanda assumirá Cultura (em português) (20 de dezembro de 2010).
  3. Ana de Hollanda será a Ministra da Cultura do governo Dilma (em português) (20 de dezembro de 2010).
  4. Volker Grassmuck (27 de dezembro de 2010). Dilma announced new minister of culture – and the end of the copyright reform? (em inglês).
  5. Camila Campanerut (11 de setembro de 2012). Após série de desgastes, Ana de Hollanda deixa Ministério da Cultura; Marta Suplicy assume (em português) 11 de setembro de 2012. Visitado em 11 de setembro de 2012.
  6. Priscilla Mendes (11 de setembro de 2012). Planalto anuncia troca de Ana de Hollanda por Marta Suplicy na Cultura (em português) 11 de setembro de 2012. Visitado em 11 de setembro de 2012.
  7. O Globo (22 de janeiro de 2011). MinC abre polêmica após retirada da licença Creative Commons do site do ministério (em português).
Precedido por
Juca Ferreira
Ministra da Cultura do Brasil
20112012
Sucedido por
Marta Suplicy
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