Anacreonte

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Busto romano de Anacreonte

Anacreonte (em grego: Άνακρέων, na transliteração Anakréōn (Teos, 563 a.C. — Teos, 478 a.C.), foi um poeta lírico grego.

Foi conselheiro de Polícrates, tirano de Samos[1] . Com a morte deste em 522 a.C., partiu para Atenas, onde foi recebido por Hiparco, filho de Pisístrato. Tendo ele sido assassinado em 514 a.C., o poeta voltou para sua terra natal, onde morreu.

A poesia de Anacreonte chegou até nós sob a forma de fragmentos. Cantava as musas, Dionísio e o amor. Foi muito apreciado pelos gregos, e seu estilo, posteriormente conhecido como "anacreôntico", foi muito imitado ao longo da antiguidade e do período bizantino, tendo nos chegado diversas odes anacreônticas. Segundo Clemente de Alexandria, ele foi o inventor das canções de amor.[2]

Obras relacionadas[editar | editar código-fonte]

Fragmentos de Anacreonte, ou das anacreônticas, foram traduzidos por Almeida Cousin, Daisi Malhadas & Maria Helena de Moura Neves, Frederico Lourenço, dentre outros.

  • FALCO, Vittorio de; COIMBRA, Aluizio F. Os elegíacos gregos de Calino a Crates. São Paulo, 1941
  • MALHADAS, Daisi; MOURA NEVES, Maria H. De. Antologia de poetas gregos de Homero a Píndaro. Araraquara: FFCLAr-UNESP, 1976
  • LOURENÇO, Frederico; vários. Poesia grega - de Álcman a Teócrito. Lisboa: Cotovia, 2006

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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Referências

  1. Descrição da Grécia, 1.2.3, por Pausânias (geógrafo)
  2. Clemente de Alexandria, Stromata, Livro I, Capítulo XVI, Que os inventores das outras artes foram, em sua maioria, bárbaros