Anarquia (DC Comics)

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Anarquia
Anarquia (DC Comics).jpg

Com o símbolo do Anarquismo no peito
Dados da publicação
Publicado por DC Comics
Primeira aparição Detective Comics #608 (novembro de 1989)
Criado por Alan Grant
Norm Breyfogle
Características do personagem
Alter ego Lonnie Machin
Inimigos Batman
Habilidades Inteligência artificialmente desenvolvida;
Hacker;
Mestre em artes marciais;
Acesso a bugigangas e armas.
Projecto Banda desenhada  · Portal da Banda desenhada

Anarquia (Anarky no original) é um personagem fictício, supervilão inimigo do Batman no Universo DC. Foi criado em 1989, por Alan Grant e Norm Breyfogle. Seu nome é baseado em um ideal político: o anarquismo.

As histórias envolvendo Anarquia frequentemente giram em torno de temas políticos ou filosóficos. Sua criação foi parcialmente influenciada pelo personagem V, do romance gráfico V de Vingança. Curiosamente, foi criado com a intenção de que um dia viesse a se tornar Robin, o que acabou nunca acontecendo.

Anarquia tornou-se popular principalmente em países de língua espanhola, pelo fato de a maioria destes países ter experimentado severas repressões militares, uma das motivações para o surgimento do personagem[1] .

História[editar | editar código-fonte]

Lonnie Machin é um garoto superdotado e anti-social. Aos onze anos de idade, como parte de um programa escolar, correspondia-se com outra criança, Xuasus, um menino de um país não identificado. A cada mês, eles deveriam escrever uma carta um ao outro, contando os acontecimentos de suas vidas. Lonnie se sentia muito triste com as diferenças nos estilos de vida seu (classe média americana) e de seu amigo (que muitas vezes passava fome).

Após um ano de contato, Xuasus parou de escrever, e todas as cartas escritas por Lonnie retornaram, sem chegarem ao seu destino. Somente no ano seguinte, Lonnie obteve uma resposta de seu amigo. Na carta, Xuasus relatou que seu pai fora preso, sua mãe havia adoecido, sua irmã faleceu de desnutrição e ele, aos onze anos, perdera sua casa.

Preocupado com o amigo, o jovem tornou-se um leitor compulsivo, que acabou descobrindo que o país de Xuasus era um país do Terceiro Mundo, sob domínio de uma ditadura, e que estava em confronto contra guerrilhas marxistas. Tais guerrilheiros obtinham lucro com a guerra, através do tráfico de armas oriundas do mundo ocidental.

Além das descobertas, o estudo sobre a guerra e a violência política levaram Lonnie a simpatizar com os ideais radicais. Lonnie percebeu que todas as guerras eram causadas pelas elites políticas e decidiu realizar ataques para dar chances ao povo de lutar por um modo de vida anarquista. Criou um traje vermelho contendo o símbolo anarquista (a letra "A"), com chapéu e com uma máscara dourada. Montou o traje sobre um manequim, para lhe dar uma imagem de maior estatura e, usando de sua inteligência e um bastão taser, saiu em sua missão, inicialmente atendendo os apelos do povo publicados em jornais de Gotham City.

Video Games[editar | editar código-fonte]

Estará presente no Jogo Batman Arkham Origins .

Quadrinhos[editar | editar código-fonte]

A primeira aparição de Anarquia nos quadrinhos ocorreu na história "Anarky in Gotham City, Part 1: Letters to the Editor", em Detective Comics #608, de novembro de 1989. Inicialmente, o personagem seria retratado como um jovem violento, mas altamente inteligente, que comete assassinatos bem elaborados em nome de uma causa maior. A ideia foi rejeitada e Anarquia então foi convertido em um jovem violento, porém não-letal.

Apesar de ter sido criado apenas para a história de estreia, a recepção positiva por parte dos leitores, através de cartas, convenceu Alan Grant a mudar o destino do personagem. Grant planejou, em segredo, transformar Anarquia no novo Robin, em substituição ao então recém-falecido Jason Todd. Isto logo foi abandonado quando Grant foi informado que o personagem Tim Drake já havia sido criado por Marv Wolfman como substituto.

Posteriormente, Norm Breyfogle convenceu Alan Grant de que Anarquia deveria ter suas próprias histórias, as quais foram produzidas em maio de 1997, no spin-off Anarquia. A minissérie em 4 edições teve boa repercussão de críticas e vendas.

Em Batman: Shadow of the Bat #41-42, foi subentendido que Anarquia havia morrido durante uma grande explosão, porém, a série própria do personagem revelou que ele havia sobrevivido e simulado sua própria morte. Anarquia passou a viver em reclusão, criando planos para o desenvolvimento de sua sociedade utópica, ao mesmo tempo em que contratava pessoas para monitorar os passos de Batman.

O livro de bolso Batman: Anarky foi produzido na sequência. Contudo, a crescente popularidade do personagem culminou com uma série solo fracassada crítica e financeiramente. A série mensal Anarquia de 1999, publicada pela DC Comics a contragosto de Grant e Breyfogle[2] , foi cancelada após oito edições, não antes de despertar a controvérsia de que Anarquia seria filho biológico de Coringa.

Após o cancelamento de sua série própria, Anarquia experimentou um longo período de desaparecimento das publicações da DC Comics, excetuado por pequenas aparições sem maior importância. Anarquia só voltaria a aparecer em definitivo na edição de novembro de 2008 da revista Robin #181, através do autor Fabian Nicieza.

No Brasil, Anarquia aparece pela primeira vez em Batman #11, em formato americano, tendo seu nome traduzido pela Editora Abril como Anarquista. Sua origem foi revelada em Batman: Vigilantes de Gotham #09, história em duas partes, de julho de 1997[3] .

Referências

  1. Lobo Brasil entrevista: Alan Grant Lobo Brasil. Página visitada em 23 de março de 2009.
  2. Omelete entrevista ALAN GRANT Omelete. Página visitada em 23 de março de 2009.
  3. Batman: Vigilantes de Gotham n° 9 Guia dos Quadrinhos. Página visitada em 23 de março de 2009.
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