Anaxarco

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Anaxarco
Ἀνάξαρχος
Nascimento ca. 380 a.C.
Abdera
Morte ca. 320 a.C. (60 anos)
Chipre
Nacionalidade grego
Ocupação filósofo

Anaxarco (play /ˌænəɡˈzɑrkəs/; em grego: Ἀνάξαρχος; Abdera, ca. 380 - ca. 320 a.C.) foi um filósofo grego da escola de Demócrito. Juntamente com Pirro, acompanhou Alexandre, o Grande na Ásia. Os relatos de seus pontos de vista filosóficos sugerem que ele foi um precursor dos céticos gregos.

Vida[editar | editar código-fonte]

Anaxarco nasceu em Abdera, na Trácia. Foi companheiro e amigo de Alexandre, o Grande em suas campanhas asiáticas. Segundo Diógenes Laércio, em resposta à afirmação de que Alexandre seria o filho de Zeus-Amon, Anaxarco apontou para sua ferida aberta e comentou: "Veja o sangue de um mortal, não o icor, que flui das veias dos deuses imortais."[1] Diógenes Laércio também diz que Nicocreonte, o tirano de Chipre, ordenou que Anaxarco fosse açoitado até à morte, e que ele suportou essa tortura com firmeza e Cícero relata a mesma história.[2]

Plutarco conta uma história que em Bactra, em 327 a.C., em um debate com Calístenes, ele aconselhou todos a adorar Alexandre como um deus, mesmo em vida, é com maior probabilidade atribuída ao siciliano Cleón.

Quando Alexandre estava tentando mostrar que era divino, para que os gregos e os macedônios realizassem a habitual proskynesis aos seus pés, Anaxarco disse que Alexandre deveria "mais justamente, ser considerado um deus como Dioniso ou Héracles" (Arriano, 104)

Filosofia[editar | editar código-fonte]

Muito pouco se sabe sobre seus pontos de vista filosóficos. Pensa-se que ele representa um elo entre o atomismo de Demócrito, e o ceticismo de Pirro.

Diz-se que Anaxarco foi aluno de Diógenes de Esmirna, que por sua vez estudou com Metrodoro de Chios, que costumava declarar que não sabia de nada, nem mesmo o fato de que ele nada sabia.[2] De acordo com Sexto Empírico, Anaxarco "comparou as coisas existentes a uma cena de pintura e supunha que elas se assemelhavam às impressões vividas durante o sono ou a loucura."[3] Foi sob a influência de Anaxarco que Pirro diz-se ter adotado "uma filosofia mais nobre, . . . tomando a forma do agnosticismo e da suspensão do julgamento."[4] É dito que Anaxarco elogiou a "indiferença e o sangue-frio de Pirro."[5] Anaxarco parece ter possuído "coragem e alegria na vida", que lhe valeu o epíteto de eudaimonikos ("bem-aventurado"),[1] , que pode implicar que se ocupou até o fim de sua vida em ser eudaimonia.

Notas

  1. a b Diógenes Laércio, Vidas, ix. 60
  2. a b Diógenes Laércio, Vidas, ix. 58
  3. Sexto Empírico, Contra os Lógicos, 7.88.
  4. Diógenes Laércio, Vidas, ix. 61
  5. Diógenes Laércio, Vidas, ix. 63

Wikisource  "Anaxarchus". Encyclopædia Britannica (11th). (1911). Ed. Chisholm, Hugh. Cambridge University Press. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]