Anders Behring Breivik

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Anders Behring Breivik
Nascimento 13 de Fevereiro de 1979 (35 anos)
Noruega Oslo, Noruega
Nacionalidade Norueguesa
Condenação 21 anos

Anders Behring Breivik (Oslo, 13 de fevereiro de 1979) é um terrorista norueguês e o autor confesso dos ataques na Noruega em 2011. Até este momento (dezembro de 2014) não se sabe se agiu sozinho[1] . A ideologia de extrema-direita de Breivik é manifesta em uma coleção de textos intitulados "2083 - Uma declaração européia de independência"[2] , que foi distribuída por Breivik nos meios virtuais no dia dos ataques. Nos textos, o terrorista expressa suas visões de mundo, que incluem conservadorismo cultural radical, ultranacionalismo, islamofobia, homofobia e racismo. O autor considera o marxismo cultural e a Ásia como duas ameaças à Cristandade.[3] [4] Ele é acusado de, vestido como um policial, entrar em 22 de Julho de 2011, no terreno de um acampamento de jovens da Arbeiderpartiet norueguês (Partido dos Trabalhadores) na ilha de Utøya, abrir fogo contra os jovens presentes e matar pelo menos 68 deles.[5] Ele também foi associado com as explosões combinadas ocorridas duas horas antes em Oslo. Anders foi preso em Utøya e está atualmente sob custódia da polícia. No dia 29 de novembro de 2011, foi divulgado um relatório afirmando que o norueguês estava doente quando matou 77 pessoas. Psiquiatras consideraram o atirador insano, logo deve ser condenado a prisão e, no máximo, será internado em um centro psiquiátrico, possivelmente a vida toda.

De acordo com o chefe de polícia de Oslo, Anders é dono de uma empresa agrícola e foi registrado com duas armas (uma automática e uma pistola do tipo Glock). Em maio de 2009 ele registrou uma empresa agrícola com o nome "Breivik Geofarm" no comércio.[6] "Breivik foi aceito como aluno da Faculdade de Ciências Sociais. Caso se disponha a cursar as disciplinas, terá que fazê-lo na prisão". 23/10/2013

Condenação[editar | editar código-fonte]

Condenado por unanimidade no dia 24 de agosto de 2012, em Oslo, a 21 anos de prisão prorrogáveis, ouviu com um sorriso o veredicto no qual foi declarado responsável pelo assassinato de 77 pessoas no dia 22 de julho de 2011 ao disparar contra um acampamento de jovens trabalhistas depois de detonar uma bomba perto da sede do governo da Noruega.[7] Por decisão do tribunal de Oslo, a sentença é prorrogável e pode se estender indefinidamente, se a Justiça norueguesa avaliar que o réu continua a representar um perigo para a sociedade. Breivik responde pelas mortes causadas em um duplo atentado de 22 de julho de 2011, em Oslo e na ilha de Utoya, na Noruega. A custódia é uma figura legal do Direito norueguês, que na prática pode equivaler a uma prisão perpétua. [8]

Anders Behring Breivik sorriu ao ouvir o veredicto da justiça, fez a saudação da extrema-direita e pediu desculpas aos extremistas por não ter conseguido matar mais pessoas no ataque pelo qual foi condenado a 21 anos de prisão, numa prova de que o assassino em massa norueguês permaneceu desafiador até o fim. Para o autoproclamado guerreiro em batalha contra o multiculturalismo e a "invasão do Islã", a sentença máxima de 21 anos de prisão e, não o confinamento num hospital psiquiátrico, foi a melhor possível. Ele já havia dito que ser enviado para uma instituição psiquiátrica - como pedido pelos promotores - seria um destino "pior do que a morte". O atirador inicialmente dissera que só recorreria caso fosse declarado doente mental e condenado a tratamento psiquiátrico forçado. O criminoso afirmou querer ser condenado, para que não pesasse dúvida sobre sua sanidade e sua ideologia e não deve recorrer da sentença.[9] O atirador era réu confesso dos piores ataques no país desde a Segunda Guerra Mundial. Seus advogados afirmaram que ele não vai apelar da sentença. Como a culpa de Breivik, de 33 anos, não estava em questão, o tema central do julgamento, que terminou no dia 22 de junho, foi sua saúde mental.[10]

A custódia é uma figura legal do Direito norueguês, que, na prática, pode equivaler à prisão perpétua. Uma vez cumprida a pena, esta pode ser prolongada por forma indefinida caso seja considerado que o réu continua a ser um perigo para a sociedade. A pena será cumprida num centro de segurança máxima em Ila, a oeste de Oslo, onde Breivik permanece em prisão preventiva desde o dia do crime.[10]

Cumprimento da pena[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 2014, Anders Breivik ameaçou iniciar uma greve de fome em sinal de protesto pelas condições da sua detenção. Uma das exigências é a obtenção de novos videojogos, classificando como "tortura" a forma como é tratado na prisão e enumera as várias razões de queixa.

Além de pedir a substituição da Playstation 2 de que dispõe pelo modelo mais recente, além do acesso a jogos para adultos à sua escolha, Breivik exige a possibilidade de caminhar e de comunicar, quer um computador "em vez da inútil máquina de escrever com tecnologia de 1873" e reclama o aumento do seu pagamento semanal.[11]

Referências

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