André Soares

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Igreja de Santa Maria Madalena, Braga.

André Soares (Braga, 1720 - 1769 (49 anos)) foi um arquiteto de barroco rococó, português.

Obra[editar | editar código-fonte]

Durante muitos anos o seu trabalho foi ignorado, e em grande parte atribuído ao arquitecto Carlos Amarante. O seu nome, como mestre da arte, só viria a ser conhecido publicamente com a vinda para Portugal do historiador estadunidense Robert Chester Smith que o considerou um dos expoentes do Rococó na Europa.

Foi o autor, entre outras obras, da Capela de Santa Maria Madalena da Falperra, do edifício da Câmara Municipal de Braga, do Palácio do Raio, da Igreja dos Congregados, e do Arco da Porta Nova.

Na retabulística, destacam-se o Grande Retábulo de Nossa Senhora do Rosário, na Igreja de Santa Cruz do antigo convento Dominicano de Viana do Castelo e o retábulo-mor da Casa-Mãe dos Beneditinos, em Mire de Tibães, nos arredores de Braga. Ambas as obras tiveram a colaboração do entalhador José Álvares de Araújo.

A dupla deixou uma marca indelével na arte portuguesa da segunda metade do século XVIII e os seus ensinamentos foram explorados até ao limite pelo discípulo Frei José de Santo António Ferreira Vilaça.

Permanece até hoje como um dos artistas mais injustamente ignorados no panorama da arte rocaille europeia.

Ver também[editar | editar código-fonte]