André Trocmé

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André Trocmé
Nascimento 7 de Abril de 1901
Saint-Quentin, Aisne
Morte 5 de junho de 1971 (70 anos)
Genebra
Nacionalidade França francês
Ocupação Pastor

O Pastor André Trocmé (Saint-Quentin, Aisne, 1901 — Genebra, 1971), foi o líder espiritual da Congregação Protestante da vila de Le Chambon-sur-Lignon no Sudeste da França.

Em 1942, ele pediu a sua congregação, junto com sua esposa Magda, para dar abrigo e ajuda a qualquer judeu que pedisse, a quem ele chamava do "povo da Bíblia". A vila e seus arredores logo ficaram cheios de centenas de judeus. Alguns se refugiaram na região das montanhas de Le Chambon, até a liberação da França, outros receberam abrigo temporário até conseguirem escapar pela fronteira Suíça.

Estima-se que por volta 5.000 judeus passaram por Le Chambon e as outras vilas da região durante os três anos que a vila abrigou os judeus do sul da França. As autoridades do governo fantoche de Vichy sabiam o que estava acontecendo porque era impossível esconder uma atividade tão grande como aquela por muito tempo. Eles ordenaram que o pastor parasse com aquela atividade. Sua resposta foi curta: " Estas pessoas vieram pedindo ajuda e abrigo. Eu sou seu pastor. Um pastor não abandona seu rebanho. Eu não sei o que é um judeu só sei o que é um ser humano."

Trocme foi preso com vários de seus amigos e colaboradores, mas foram soltos após algumas semanas, não sendo persuadidos pelas autoridades a assinar um compromisso de seguir as ordens do governo com relação aos judeus. Os alemães prenderam seu primo, Daniel Trocmé, que cuidava de crianças judias e mandaram a todos para Maidanek, onde todos foram assassinados. O próprio André Trocmé foi forçado a se esconder dos nazistas. Os residentes de Le Chambon continuaram com a missão de seu pastor e deram abrigo para judeus em centenas de residências da vila.

André Trocmé, foi um líder espiritual que foi capaz de deixar uma marca moral em sua congregação e fazer com que milhares de pessoas se unissem para cumprir um mandamento moral. Devido a isso, na região montanhosa do sudeste francês muitos judeus moraram em relativa calma até o fim da Guerra com a ajuda e encorajamento dos residentes locais.

Foi reconhecido como Justo entre as nações.

Referências