Andrea De Cesaris

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Andrea De Cesaris
De Cesaris na Ligier durante o Grande Prêmio de Dallas de 1984
Informações pessoais
Nacionalidade Itália italiano
Nascimento 31 de maio de 1959 (55 anos)
Roma
Registros na Fórmula 1
Temporadas 1980 - 1994
Equipes 10 (Alfa Romeo, McLaren, Ligier, Minardi, Brabham, Rial, Scuderia Italia, Jordan, Tyrrell e Sauber)
GPs disputados 214 (208 largadas)
Títulos 0 (8º em 1983)
Vitórias 0
Pódios 5
Pontos 59
Pole positions 1
Voltas mais rápidas 1
Primeiro GP Canadá GP do Canadá de 1980
Último GP Europa GP da Europa de 1994

Andrea De Cesaris (Roma, 31 de maio de 1959) é um piloto automobilístico italiano.

Fórmula 3 e Fórmula 2 e a grande chance na Fórmula 1[editar | editar código-fonte]

Filho de um comerciante abastado, que mais tarde se tornou no representante da Marlboro em Itália, o italiano começou a sua carreira nos karts, onde se tornou num rei das pistas.

Em 1979 foi vice-campeão de Fórmula 3, atrás do brasileiro Chico Serra, e em 1980 passou para a Fórmula 2, onde correu pela Project Four, a escuderia de Ron Dennis, futuro patrão da McLaren. No final da época, em 1980, De Cesaris teve uma hipótese para correr na Fórmula 1, a bordo de um Alfa Romeo substituindo o experientíssimo compatriota Vittorio Brambilla nos Grandes Prêmios: Canadá e dos Estados Unidos, onde abandonou em ambas as corridas.[carece de fontes?]

McLaren (1981)[editar | editar código-fonte]

Em 1981, transferiu-se para a McLaren tornando-se conhecido na categoria por destruir 22 chassis na primeira temporada completa, chegando ao ponto de ter a alcunha de “De Crasheris”!... (era um trocadilho com a música Under Pressure, da banda britânica Queen). Contudo, no final da época, Ron Dennis pura e simplesmente despediu-o. No seu primeiro ano, o piloto marcou apenas 1 ponto com o 6º lugar em San Marino e o 18º na classificação geral.[carece de fontes?]

Alfa Romeo (1982 e 1983)[editar | editar código-fonte]

Regressa na Alfa Romeo em 1982, e a rapidez deu-lhe frutos: pole-position em Long Beach (a única da sua carreira). Tem o seu primeiro podium com o 3º lugar em Mônaco absolutamente anormal, com troca de posições em menos de 3 voltas para o final. Marca 5 pontos e o 17º lugar no campeonato. Continua na equipe em 1983, e consegue a sua melhor temporada: dois 2º lugares nos GPs: da Alemanha e da África do Sul, e uma exibição de luxo em Spa-Francochamps. Largando na 3ª posição, ele ultrapassa os franceses Prost (pole) da Renault e Tambay (2ª posição) da Ferrari e contorna a primeira curva à frente deles. O piloto da Alfa Romeo número 22 vai abrindo da concorrência chegando a fazer a volta mais rápida (a única na carreira) e lidera por 18 voltas. Após os pits, retorna na prova em 2º até o motor estourar. No final da época, os 15 pontos dão-lhe o 8º lugar na classificação geral.[carece de fontes?]

Ligier (1984 e 1985)[editar | editar código-fonte]

Em 1984, passa para a Ligier, mas os resultados são modestos. O melhor que consegue é um 5º lugar em Kyalami, acabando a época no 18º lugar, com 3 pontos. Continua no time francês em 1985, mas agora com o piloto da casa Jacques Laffite como seu companheiro. O 4º lugar no GP de Mônaco prometia muito, até que sofreu um dos mais espetaculares acidentes da Fórmula 1 no GP da Áustria, quando capotou seu carro várias vezes. Entretanto, o piloto do carro azul número 25 não sofreu nenhum arranhão. Indignado, Guy Ligier demite-o da equipe.[carece de fontes?] No desligamento com o time azul, fica apenas com os 3 pontos da corrida do principado e o 17º lugar no campeonato.

Minardi (1986)[editar | editar código-fonte]

Sem grandes hipóteses, em 1986 virou-se para a Minardi, onde nada consegue num carro pesado, lento e pouco fiável e muitos abandonos. Resultado: nenhum ponto.[carece de fontes?]

Brabham (1987)[editar | editar código-fonte]

No ano de 1987 vai para a Brabham e dependia de um patrocinador para disputar todas as provas, uma vez que aspirava a uma vaga numa das tradicionais equipes do circo, que naquela época já se encontrava em irreversível estado de decadência. Na véspera do encerramento das inscrições, o italiano chega ao Rio de Janeiro com o patrocínio na mão (naquela época, o Grande Prêmio do Brasil era disputado em Jacarepaguá), e vai logo para a pista. Depois de três rodadas, retira-se. O carro estava intacto. Contudo, foi com eles que o piloto do carro número 8 voltou ao podium com um 3º lugar na Bélgica. Esses 4 pontos deram-lhe o 14º lugar na geral.[carece de fontes?]

Rial (1988)[editar | editar código-fonte]

Para o campeonato de 1988, ele é a alma de um novo projeto: a Rial, que era nada mais, nada menos que um ressuscitar da velha ATS, do alemão Gunther Schmidt e equipado com o motor Ford Cosworth aspirado - (no ano seguinte o turbo seria banido da Fórmula 1). Essa aventura deu-lhe alguns resultados de relevo, como um 4º lugar em Detroit. Mas nada mais com 3 pontos e o 15º lugar no final.[carece de fontes?]

Dallara (1989 e 1990)[editar | editar código-fonte]

No ano de 1989, vai para a Dallara. Na sua nova equipe, na terceira etapa, o GP de Mônaco, o italiano ocupando a 4ª posição vinha para ultrapassar o tricampeão brasileiro Nelson Piquet da Lotus, que era retardatário. Os dois pilotos vão fazer a curva Loews ao mesmo tempo. Resultado: ambos se tocam e ficam emperrados. Dentro de seus cockpits, os dois pilotos discutem como se estivesse num trânsito de rua. Duas etapas seguintes, em Phoenix, o momento cômico do ano, protagonizado por Andrea de Cesaris: ele estava a ser ultrapassado pelo seu companheiro e compatriota Alex Caffi (à caminho do primeiro podium durante a prova), quando… toca nele e o coloca fora de pista.[carece de fontes?] De Cesaris acabou a corrida em 8º lugar, mas provavelmente deve ter voltado a pé para o hotel pelo ato cometido;[carece de fontes?] na etapa seguinte, o chuvoso GP do Canadá, termina em 3º - (o primeiro podium no seu novo time e o último na sua carreira), e os 4 pontos que lhe dão um 17º lugar na geral. Continua mais um ano na equipe em 1990, mas com 12 abandonos, duas provas concluídas, uma não qualificação no grid de largada e uma desclassificação, o piloto do carro número 22 não saiu do zero.

Jordan (1991)[editar | editar código-fonte]

Muda-se para outra equipe estreante: a Jordan e grandes expectativas para o campeonato de 1991. A equipe de Eddie Jordan experiente em Fórmulas inferiores, tinha argumentos de peso: tinha um bom motor, o chassis era simples, mas eficiente, foi a surpresa do ano.[carece de fontes?] O grande momento do intrépido piloto foi o GP da Bélgica. Ele não tinha feito a troca de pneus, e por 10 voltas seguidas ia bravamente na 2ª posição pressionando Ayrton Senna da McLaren, que enfrentava problemas na troca de marchas. O resultado naquele momento era fantástico tanto para o piloto e para o time estreante, mas faltando 3 voltas, o motor Ford do carro verde número 33 estourou deixando ele e a equipe irlandesa decepcionada. Nas etapas seguintes, o piloto de 32 anos não conseguiu repetir o mesmo feito. Com um grande carro no ano de estreia fez 9 pontos e o 9º lugar na classificação.

Tyrrell (1992 e 1993)[editar | editar código-fonte]

Eddie Jordan queria o piloto romano para o campeonato de 1992, mas o novo patrocinador do time irlandês é Barclay, o rival da Marlboro, e não podia ficar. Sendo assim, foi para a Tyrrell, onde os seus préstimos foram úteis. Os 8 pontos alcançados no final da época permitiam-lhe repetir o 9º lugar do ano anterior. Mas para 1993, com os motores Ilmor a serem substituídos pelos Yamaha, as coisas ficaram piores, e De Cesaris acabou a época tal como começou: com zero.[carece de fontes?]

Jordan e Sauber (1994)[editar | editar código-fonte]

Em 1994, De Cesaris estava fora da Fórmula 1 quando a etapa começou no Brasil, mas um incidente nessa corrida que lhe iria providenciar ao piloto uma última época na competição. Primeiro na Jordan, onde substituiu o norte-irlandês Eddie Irvine (suspenso por três provas por ter provocado acidente envolvendo três pilotos em Interlagos), e onde o italiano arrancou um brilhante 4º lugar em Mônaco em sua última prova pelo time. No GP do Canadá, Peter Sauber convoca o destemido piloto romano para substituir o austríaco Karl Wendlinger, que se acidentou nos treinos em Mônaco. Na semana da prova, o romano comemorou o seu GP de número 200 no currículo. Na segunda corrida pelo time suíço, o piloto do carro número 29 marca 1 ponto com o 6º lugar na França;[carece de fontes?] nas sete corridas seguidas ele nem terminou-as incluindo o GP da Europa, em Jerez, na Espanha, a sua última corrida na sua longa carreira. Ao ser comunicado que o piloto austríaco não tinha condições físicas de pilotar as duas últimas corridas do campeonato, Peter Sauber chama novamente o italiano para reassumir a posição vaga de Wendlinger, mas o romano de 35 anos agradeceu o convite e preferiu continuar curtindo o sol e as praias no Havaí. Apenas 4 pontos e o 20º lugar no fechamento de sua carreira.

O legado de Andrea De Cesaris é enorme: em 208 GP’s, espalhados por 15 temporadas, conseguiu uma pole, uma volta mais rápida, cinco pódios e 59 pontos no total. É um dos cinco que atingiu a mística marca dos 200 GP’s.[carece de fontes?]

Após a Fórmula 1[editar | editar código-fonte]

Depois da carreira de piloto, sumiu de vista durante dez anos. Era corretor da bolsa em Monte Carlo e praticante de “windsurf” nos tempos livres. Reapareceu por alturas do “tsunami” de 2004, quando doou verbas substanciais em populações no Sri Lanka. E depois… veio o GP Masters. A idade tinha passado por ele, mas a forma era a mesma. E continua a dar cartas nessa competição…

Entre 2005 e 2006, correu na extinta Grand Prix Masters.

Todos os Resultados de Andrea de Cesaris na Fórmula 1[editar | editar código-fonte]

(legenda) (Corridas em negrito indica pole position e corridas em itálico indica volta mais rápida)

Ano Equipe Chassis Motor Pneus 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 Pontos Posição
1994 Sasol Jordan Jordan 194 Hart 1035 V10 G SMR
Ret
MON
4 20º
Broker Sauber Mercedes Sauber C13 Mercedes 2175B V10 CAN
Ret
FRA
GBR
Ret
ALE
Ret
HUN
Ret
BEL
Ret
ITA
Ret
POR
Ret
EUR
Ret
1993 Tyrrell Racing
Organisation
Tyrrell 020C Yamaha OX10A V10 G AFS
Ret
BRA
Ret
EUR
Ret
SMR
Ret
ESP
DSQ
MON
10º
CAN
Ret
FRA
15º
0 NC
(27º)
Tyrrell 021 GBR
NC
ALE
Ret
HUN
11º
BEL
Ret
ITA
13º
POR
12º
JAP
Ret
AUS
13º
1992 Tyrrell Racing
Organisation
Tyrrell 020B Ilmor 2175A V10 G AFS
Ret
MEX
BRA
Ret
ESP
Ret
SMR
14º
MON
Ret
CAN
FRA
Ret
GBR
Ret
ALE
Ret
HUN
BEL
ITA
POR
JAP
AUS
Ret
8
1991 Team 7Up Jordan Jordan 191 Ford HB4 V8 G EUA
NPQ
BRA
Ret
SMR
Ret
MON
Ret
CAN
MEX
FRA
GBR
Ret
ALE
HUN
BEL
13º
ITA
POR
ESP
Ret
JAP
Ret
AUS
9
1990 BMS Scuderia Italia Dallara F190 Ford Cosworth DFR V8 P EUA
Ret
BRA
Ret
SMR
Ret
MON
Ret
CAN
Ret
MEX
13º
FRA
DSQ
GBR
Ret
ALE
NQ
HUN
Ret
BEL
Ret
ITA
10º
POR
Ret
ESP
Ret
JAP
Ret
AUS
Ret
0 NC
(27º)
1989 BMS Scuderia Italia Dallara F189 Ford Cosworth DFR V8 P BRA
13º
SMR
10º
MON
13º
MEX
Ret
EUA
CAN
FRA
NQ
GBR
Ret
ALE
HUN
Ret
BEL
11º
ITA
Ret
POR
Ret
ESP
JAP
10º
AUS
Ret
4 17º
1988 Rial Racing Rial ARC1 Ford Cosworth DFZ V8 G BRA
Ret
SMR
Ret
MON
Ret
MEX
Ret
CAN
EUA
FRA
10º
GBR
Ret
ALE
13º
HUN
Ret
BEL
Ret
ITA
Ret
POR
Ret
ESP
Ret
JAP
Ret
AUS
3 15º
1987 Motor Racing
Developments Ltd
Brabham BT56 BMW M12/13 L4 Turbo G BRA
Ret
SMR
Ret
BEL
MON
Ret
EUA
Ret
FRA
Ret
GBR
Ret
ALE
Ret
HUN
Ret
AUT
Ret
ITA
Ret
POR
Ret
ESP
Ret
MEX
Ret
JAP
Ret
AUS
4 14º
1986 Minardi F1 Team Minardi M185B Motori Moderni 615-90
V6 Turbo
P BRA
Ret
ESP
Ret
SMR
Ret
MON
NQ
BEL
Ret
CAN
Ret
EUA
Ret
FRA
Ret
GBR
Ret
ALE
Ret
0 NC
(24º)
Minardi M186 HUN
Ret
AUT
Ret
ITA
Ret
POR
Ret
MEX
AUS
Ret
1985 Equipe Ligier Ligier JS25 Renault EF4B
V6 Turbo
P BRA
Ret
POR
Ret
SMR
Ret
MON
CAN
14º
EUA
10º
FRA
Ret
GBR
Ret
ALE
Ret
AUT
Ret
HOL
Ret
3 17º
1984 Ligier Loto Ligier JS23 Renault EF4
V6 Turbo
M BRA
Ret
AFS
BEL
Ret
SMR
FRA
10º
MON
Ret
CAN
Ret
USE
Ret
EUA
Ret
GBR
10º
ALE
AUT
Ret
HOL
Ret
ITA
Ret
EUR
POR
12º
3 18º
1983 Marlboro Team
Alfa Romeo
Alfa Romeo 183T Alfa Romeo 890T
V8 Turbo
M BRA
EXC
USW
Ret
FRA
12º
SMR
Ret
MON
Ret
BEL
Ret
USE
Ret
CAN
Ret
GBR
ALE
AUT
Ret
HOL
Ret
ITA
Ret
EUR
AFS
15
1982 Marlboro Team
Alfa Romeo
Alfa Romeo 179D Alfa Romeo 1260 V12 M AFS
13º
5 17º
Alfa Romeo 182T BRA
Ret
USW
Ret
SMR
Ret
BEL
Ret
MON
USE
Ret
CAN
HOL
Ret
GBR
Ret
FRA
Ret
ALE
Ret
AUT
Ret
SUI
10º
ITA
10º
LVG
1981 Marlboro Team
McLaren International
McLaren M29F Ford Cosworth DFV V8 M USW
Ret
BRA
Ret
ARG
11º
SMR
BEL
Ret
1 18º
McLaren MP4/1 MON
Ret
ESP
Ret
FRA
11º
GBR
Ret
ALE
Ret
AUT
HOL
NP
ITA
CAN
Ret
LVG
12º
1980 Marlboro Team
Alfa Romeo
Alfa Romeo 179 Alfa Romeo 1260 V12 G CAN
Ret
USE
Ret
0 NC
(32º)

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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