Andrey Kanchelskis

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde abril de 2012).
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Andrey Kanchelskis
Andriy Kančelskis
Андрей Канчельскис
Andrey KanchelskisAndriy KančelskisАндрей Канчельскис
Kanchelskis em 1992.
Informações pessoais
Nome completo Andriy Anatanasovych Kančelskis
Data de nasc. 23 de Janeiro de 1969 (45 anos)
Local de nasc. Kirovohrad,  União Soviética
Nacionalidade  Rússia,  Ucrânia
 Lituânia
Altura 1,78 m
Apelido El puñal, Kan-Kan
Informações profissionais
Posição (Ex-Atacante) Treinador
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos/gols)
1988-1990
1990-1991
1991-1995
1995-1997
1997-1998
1998-2002
2001
2002-2003
2003
2004-2005
2006
União das Repúblicas Socialistas Soviéticas Dínamo Kiev
União das Repúblicas Socialistas Soviéticas Shakhtar Donetsk
Inglaterra Manchester United
Inglaterra Everton
Itália Fiorentina
Escócia Rangers
Inglaterra Manchester City (emp.)
Inglaterra Southampton
Arábia Saudita Al-Hilal
Rússia Saturn
Rússia Krylya Sovetov
220000 (1)
210000 (3)
12300 (28)
52000 (20)
260000 (2)
76000 (13)
100000 (0)
100000 (0)
300000 (0)
320000 (3)
220000 (1)
Seleção nacional
1989-1991
1992
1992-1998
Flag of the Soviet Union.svg União Soviética
CIS.svg CEI
Flag of Russia.svg Rússia
170000 (3)
600000 (0)
360000 (5)

Andrey Antanasovich Kanchelskis ou Andriy Anatanasovych Kančelskis - em russo, Андрей Антанасович Канчельскис e, em ucraniano, Андрій Антанасович Канчельскіс (Kirovohrad, 23 de janeiro de 1969) - é um ex-futebolista russo.

Reflete um pouco a mistura étnica da antiga União Soviética: nasceu na atual Ucrânia, tendo origem lituana e, após o fim da URSS, escolheu a Rússia como pátria. Também possui passaporte do Reino Unido, país onde mais se destacou e onde seu nome é normalmente grafado como Andrei Kanchelskis.

Início[editar | editar código-fonte]

Começou a carreira profissional em 1988, no Dínamo Kiev. O clube conquistaria o campeonato soviético em 1990, mas, sem lugar na equipe, foi cedido ao Shakhtar Donets'k, uma equipe à época de porte bem menor.

Era um dos destaques do Shakhtyor (como o clube era russificadamente conhecido na antiga URSS), ao lado do zagueiro Viktor Onopko e do meia Serhiy Shcherbakov. Chamou a atenção da tradicional equipe inglesa do Manchester United, que vinha em ascensão após duas décadas de decadência.

Carreira no Reino Unido[editar | editar código-fonte]

Manchester United[editar | editar código-fonte]

Aprovado por Alex Ferguson, foi contratado em março de 1991. Firmou-se no time após ser destaque no primeiro título do clube na Copa da Liga Inglesa, em 1992. O time que jogou a final, contra o Nottingham Forest, estava cheio de outros recém-chegados que fariam história no clube: Peter Schmeichel, Paul Parker, Denis Irwin e Ryan Giggs, em meio aos já calejados Paul Ince e Mark Hughes.

Em novembro daquele ano, chegaria ao United o maestro francês Éric Cantona, com quem Kančelskis formaria uma grande parceria. A dupla viveria grande fase que culminou no título inglês de 1993, o que não ocorria desde 1967, nos tempos de George Best, Denis Law e Bobby Charlton. Era a primeira disputa do campeonato inglês sob o formato de Premier League. Um bi viria em 1994, juntamente com uma FA Cup, em final vencida de forma arrasadora por 4 x 0 sobre o Chelsea (ainda longe da "era Abramovich").

Era o líder do time na temporada 1994/95, onde marcou quinze vezes em 32 jogos. Entretanto, uma lesão na hérnia afastaria Kančelskis na reta final da disputa do campeonato (onde marcara quatorze de seus gols, sendo três em vitória por 5 x 0 no clássico contra o City). O United, que também teve o desfalque por suspensão de Cantona (que, em partida contra o Crystal Palace, agredira um torcedor adversário) acabaria perdendo o título para o Blackburn Rovers. Sem os dois, os Red Devils perderiam também a FA Cup, para o Everton.

Everton[editar | editar código-fonte]

Para surpresa geral, após voltar da lesão, foi negociado por 5 milhões de libras com o próprio Everton. O motivo: uma séria discussão com Ferguson (onde chegou a ser citada uma tentativa de suborno, segundo a autobiografia do treinador do Manchester). Em Goodison Park, teria seus melhores números em gols, quando se permitiu a jogar no ataque. Na primeira temporada, marcaria 16 gols (incluídos em dois dérbis contra o Liverpool), ficando em quinto entre os artilheiros e levando o decadente time azul de Liverpool para o sexto lugar.

Os Toffees, com dificuldades financeiras, entretanto, não viram saída senão vendê-lo em meio a temporada seguinte para a Fiorentina. A crise quase decretou a queda do clube para a divisão inferior: a equipe ficou a dois pontos do primeiro rebaixado.

Outros clubes[editar | editar código-fonte]

Em Florença, voltou ao meio-campo, em time onde os atacantes eram o argentino Gabriel Batistuta e o brasileiro-belga Luís Oliveira (e, logo depois, Edmundo). Apesar do bom quinto lugar obtido pelo clube, três lesões o impediram de se destacar: a primeira, em choque contra o francês Vincent Candela, contra a Roma; a segunda, após falta em seu tornozelo do nigeriano Taribo West, contra a Inter de Milão; a terceira, um mês depois, na repescagem para a Copa de 1998 contra a Itália, quebrou a patela do joelho esquerdo após chocar-se com o goleiro Gianluca Pagliuca.

Após ter feito apenas 17 aparições e marcado duas vezes pela Viola, voltou uma temporada depois ao futebol britânico, onde passaria mais cinco anos e por três equipes. Primeiramente, no clube escocês do Rangers, onde seria bicampeão nacional, mas sem o mesmo brilho dos tempos de United e Everton. No rival do próprio United jogaria no primeiro semestre de 2001: no Manchester City, onde esteve por empréstimo no primeiro semestre de 2001, também não repetiu boa fase, não conseguindo ajudar os Citizens a escapar do rebaixamento da Premier League. Passaria a temporada 2002/03 no Southampton, onde jogou apenas uma partida do campeonato inglês.

Curiosamente, Kančelskis é o único jogador a ter feito gols em três dérbis britânicos: City x United, Everton x Liverpool e Celtic x Rangers.

Fim de carreira[editar | editar código-fonte]

Passou o segundo semestre de 2003 na equipe saudita do Al-Hilal. Encerrou a carreira três anos depois, no futebol russo, passando por Saturn e Krylya Sovetov Samara, sem jamais ter demonstrado novamente bons momentos de forma regular.

Seleção[editar | editar código-fonte]

URSS e CEI[editar | editar código-fonte]

Kančelskis fez a sua estreia pela Seleção Soviética em 1989. A sua falta de espaço no Dínamo Kiev na época, entretanto, acabou custando-lhe um lugar entre os chamados por Valeriy Lobanovs'kyi para a Copa de 1990. Só marcaria seu primeiro gol pela URSS quando já vinha jogando bem no Shakhtar Donetsk: foi em partida de setembro de 1990 (já após a Copa), pelas Eliminatórias para a Eurocopa 1992, contra a Noruega.

A URSS desintegrou-se em dezembro de 1991, quando ele já vivia boa fase no Manchester United. A seleção já estava classificada para a Euro desde o mês anterior, após vitória fora de casa sobre o fraco time do Chipre por 3 x 0 - Kančelskis marcou o terceiro gol da vitória, que desclassificou a Itália do torneio, em que o grupo competiu sob o nome de Seleção da CEI.

A ex-URSS chegou à última rodada com boas chances de avançar, necessitando apenas de uma vitória sobre a desclassificada Escócia. Perdeu por 3 a 0 e terminou melancolicamente em última no grupo, após ter empatado contra os alemães (que arrancaram o empate no último minuto) e contra os detentores do título, os neerlandeses (que venceram a Euro 1988 justamente sobre os soviéticos).

Rússia[editar | editar código-fonte]

Logo após a Euro, Kančelskis já estreava pela Seleção Russa, embora pudesse jogar também pela terra de nascimento, a Ucrânia, ou o país de suas origens, a Lituânia. A Rússia foi o único país da ex-URSS, fora os países bálticos (entre eles, a Lituânia) que pôde disputar as Eliminatórias para a Copa de 1994, herdando a vaga que seria da União Soviética.

A classificação para o mundial dos EUA foi obtida. Kančelskis vinha de uma incrível fase no Manchester, que voltava a dominar o cenário inglês depois de mais de duas décadas. Bicampeão inglês e recém-campeão também da FA Cup, era titular incontestável e maior esperança da incógnita Rússia para o torneio. Um ano antes de desentender-se com Alex Ferguson, entretanto, brigou com o técnico da seleção, Pavel Sadyrin. E ainda liderou um boicote contra ele, convencendo outras boas peças da equipe a ficarem do seu lado: Ihor Dobrovols'kyi, Igor Shalimov, Igor Kolyvanov e Sergey Kiryakov.

Acabou perdendo a única chance certa que teve em disputar um mundial (onde a Rússia caiu na primeira fase). Voltou à seleção após a entrada de Oleg Romantsev no cargo de treinador. Disputaria a Eurocopa 1996 juntamente com os quatro "renegados" de 1994, mas os russos, com um time frágil, novamente terminaram em último no grupo. Kančelskis fez a sua última partida pela Rússia em 1998, quando ainda apresentava bom futebol - curiosamente, um amistoso contra a Ucrânia. A seleção já estava fora da Copa do Mundo da França, após ser eliminada na repescagem pela Itália (em que ele se lesionou). Quando a Rússia se classificou para a Copa de 2002, Kančelskis já não estava mais atuando pela seleção local.

Após a aposentadoria[editar | editar código-fonte]

Depois de colocar fim à carreira de jogador, no Krylya Sovetov, Kančelskis foi escolhido diretor-esportivo do FC Nosta Novotroitsk, onde fiucou até 2009. No início de 2010, estreou como treinador de uma equipe, pelo Torpedo-ZIL (que, apesar do nome, não tem nada a ver com os antigos times homônimos também chamados "Torpedo").

Entre 2011 e 2012, comandou a equipe do FC Ufa. e desde o início de 2013 trabalha como auxiliar-técnico do Volga Nizhny Novgorod.

Curiosidade[editar | editar código-fonte]

Seu sobrenome, em lituano, é Kančelskis. A grafia "Kanchelskis", entretanto, acabou sendo amplamente mais utilizada, devido à sua romanização para o inglês do cirílico russo, bem como a grafia "Andrei" de seu nome. Curiosamente, seu patronímico e seu sobrenome não foram russificados (o que os transformariam em Antonovich Kanchelskiy, Антонович Канчельский).

Filho de Antanas Kančelskis (indicado pelo patronímico Anatanasovych), se escolhesse atuar pela Seleção Lituana, provavelmente, adotaria a versão local de seu prenome, Andrejus.


Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Bandeira de RússiaSoccer icon Este artigo sobre futebolistas russos é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.


O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Andrey Kanchelskis