Andropausa

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Andropausa
Classificação e recursos externos
CID-10 E29..1
CID-9 257.2
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Andropausa, Hipofunção testicular, Insuficiência Androgênica Parcial do Homem Idoso ou Hipogonadismo masculino tardio são termos usados para classificar uma diminuição progressi, a enciclopédia livre.

va da produção de testosterona em homens após os 50 anos. Porém enquanto a menopausa atinge todas as mulheres bruscamente após uma certa idade, a andropausa atinge apenas cerca de 25% dos homens após 50 anos de forma lenta e gradual.[1]

Causa[editar | editar código-fonte]

Exercitar e consumir pouca gordura animal e açúcar ajudam a aumentar os níveis de testosterona, prevenindo a andropausa e muitas outras doenças.

A testosterona é responsável por características associadas com o homem como: voz grossa, barba, pêlos, musculatura, pomo de adão e a capacidade reprodutiva. A partir dos 40 anos, ocorre uma diminuição de 1,2% por ano nos níveis circulantes de testosterona livre. Logo aos 70 é cerca de 35% menor que os de um adulto jovem.[2]

Esse declínio é multifatorial e envolvem, além da queda natural com a idade, alterações testiculares primárias, disfunção da regulação neuroendócrina das gonadotropinas, elevação das concentrações séricas de globulina ligadora de hormônios sexuais e redução da sensibilidade dos receptores androgênicos.[2]

Tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo, consumo de carne e alimentos gordurosos, estresse e depressão estão associados a queda significativa nos níveis de testosterona.[2]

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Quanto maior a diminuição da testosterona maiores são os problemas que podem incluir[3] :

  • Diminuição da massa muscular;
  • Aumento da gordura corporal;
  • Diminuição do desejo sexual;
  • Problemas de memória;
  • Osteoporose e osteopenia (ossos frágeis);
  • Diminuição do volume testicular;
  • Dificuldade de concentração;
  • Depressão (mau humor, desânimo, dificuldade em sentir prazer...).
  • Sensação de calor excessivo

O começo geralmente ocorre por volta dos 60 anos.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Para verificar o possível quadro de andropausa, devem ser feitos testes de sangue, que medem o índice de testosterona livre e total e o nível de prolactina, que, se elevado, reduz a testosterona, podendo iniciar um processo de osteoporose, fraqueza muscular, aumento da massa gorda e dificuldades de ereção. Os testes de ereção devem ser feitos por um urologista e deve ser medida a densidade óssea (densitometria óssea). Os homens não deixam de produzir espermatozóides e, portanto, continuam férteis.[4]

O diagnóstico do hipogonadismo masculino tardio deve se basear em sintomatologia clínica e parâmetros bioquímicos, testosterona livre ou biodisponível. O questionário ADAM, Escala de Smith e colaboradores e o ASM são questionários válidos para avaliar os sintomas de andropausa.[5]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

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A reposição hormonal só deve ser feita quando os níveis de testosterona estão abaixo de 300 ng/dL para evitar possíveis efeitos colaterais indesejados como aumento no risco de doenças cardiovasculares, policitemia vera (excesso de células sanguíneas), apnéia do sono (falta de ar durante a noite), hepatotoxicidade (desgaste do fígado), ginecomastia (raro acúmulo de gordura no peito), hipertensão e principalmente de doenças na próstata.[6]

Possíveis benefícios da reposição hormonal são[6] :

  • Restauração da massa óssea, força muscular e estrutura corporal;
  • Melhora no desejo e desempenho sexual;
  • Melhora do humor e da qualidade de vida;
  • Melhora das funções cognitivas;
  • Melhor metabolização de carboidratos e gorduras;

A reposição hormonal de testosterona pode ser feita por comprimidos, adesivos, implantes subcutâneos ou injeções intramusculares regulares de 4 esteres de testosterona diferentes. As injeções são o tratamento mais usado e mais econômico. Exame de próstata são necessários para prevenir câncer e outras doenças no local.[6]

Outros tratamentos recomendados são uma hora de exercícios aeróbicos diários, alimentação balanceada rica em fibras, com pouca gordura e carboidratos, manter uma vida sexual ativa e fazer psicoterapia para lidar com estresse, depressão e falta de desejo sexual.[2]

Referências

  1. BONACCORSI, Antonio C.. Andropausa: insuficiência androgênica parcial do homem idoso. Uma revisão. Arq Bras Endocrinol Metab [online]. 2001, vol.45, n.2 [cited 2012-11-22], pp. 123-133 . Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302001000200003&lng=en&nrm=iso>. ISSN 0004-2730. http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27302001000200003.
  2. a b c d BONACCORSI, Antonio C.. Andropausa: insuficiência androgênica parcial do homem idoso. Uma revisão. Arq Bras Endocrinol Metab [online]. 2001, vol.45, n.2 [cited 2012-11-21], pp. 123-133 . Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302001000200003&lng=en&nrm=iso>. ISSN 0004-2730. http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27302001000200003.
  3. http://www.tuasaude.com/sintomas-da-andropausa/
  4. Portal da Saúde - ANDROPAUSA: Dieta balanceada e atividade física ajudam a diminuir efeitos.
  5. http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-42302004000400018&script=sci_arttext
  6. a b c MARTITS, Anna Maria and COSTA, Elaine Maria Frade. Benefícios e riscos do tratamento da andropausa. Rev. Assoc. Med. Bras. [online]. 2005, vol.51, n.2 [cited 2012-11-22], pp. 67-70 . Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302005000200009&lng=en&nrm=iso>. ISSN 0104-4230. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302005000200009.

Ver também[editar | editar código-fonte]