Aneurisma de aorta abdominal

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Aneurisma de aorta abdominal
Imagem de tomografia computadorizada mostrando um aneurisma de aorta abdominal
Classificação e recursos externos
CID-10 I71.3, I71.4
CID-9 441.3, 441.4
OMIM 100070
DiseasesDB 792
MedlinePlus 000162
eMedicine med/3443 emerg/27 radio/1
MeSH D017544
Star of life caution.svg Aviso médico

O aneurisma de aorta abdominal (AAA) é uma dilatação da porção abdominal da artéria aorta. Ocorre mais frequentemente em homens com mais de 55 anos e entre seus principais fatores de risco estão o tabagismo e a hipertensão arterial.

A maioria dos pacientes são assintomáticos, e tem seu diagnóstico após a palpação de uma massa abdominal pulsátil ou após realizar um exame de imagem do abdômen.

Os aneurismas que causam sintomas, são muito grandes ou crescem em velocidade acelerada geralmente necessitam de tratamento cirúrgico, através de técnica aberta ou técnica endovascular.

Os demais aneurismas podem ser acompanhados periodicamente através de exames de ultrassonografia abdominal.

Sua principal complicação é a ruptura, que causa sangramento para dentro da cavidade abdominal, muitas vezes fatal. Estes casos graves requerem cirurgia imediata.

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

Entre os principais fatores para o desenvolvimento do aneurisma de aorta abdominal estão o tabagismo, aterosclerose, idade avançada, sexo masculino e história familiar.

Quadro clínico[editar | editar código-fonte]

Na maioria dos casos o aneurisma não causa nenhum sintoma. Alguns indivíduos muito magros podem perceber que existe uma massa pulsátil, quando colocam as mãos no abdome. Os médicos detectam essa pulsação com mais frequência, por serem treinados para isso; mas mesmo eles podem não detectar o aneurisma se o paciente for obeso.

Ruptura de aneurisma de aorta abdominal[editar | editar código-fonte]

O primeiro sintoma de um aneurisma da aorta pode surgir apenas quando ele se rompe. A ruptura do aneurisma abdominal é um quadro muito grave e costuma evoluir com a tríade de massa abdominal pulsátil, hipotensão e dor abdominal de início súbito. Ela pode evoluir rapidamente para morte súbita.

Isso faz com que o aneurisma da aorta seja considerado uma doença silenciosa, e é importante que se faça o diagnóstico quando ainda não há sintomas.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

O diagnóstico do aneurisma da aorta abdominal é suspeitado com base no exame físico e história clínica do paciente. A confirmação é feita com ultra-sonografia do abdome, tomografia computadorizada ou ressonância magnética. Geralmente o aneurisma é diagnosticado em pacientes assintomáticos, porém pode ser diagnosticado em pacientes com ruptura do aneurisma.

Rastreamento[editar | editar código-fonte]

Algumas sociedades médicas recomendam que seja realizado rastreamento do aneurisma de aorta abdominal em pacientes masculinos entre os 65 e 75 anos que já tenham fumado pelo menos uma vez na vida. O rastreamento geralmente é realizado uma única vez, com a utilização de ultrassonografia abdominal.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Nem todos os pacientes com aneurisma de aorta abdominal precisam ser tratados cirurgicamente. Geralmente são indicados para cirurgia os casos em que o aneurisma causa sintomas, é muito grande (>5,5 cm) ou está em crescimento progressivo (>1 cm por ano). Os demais casos podem ser acompanhados regularmente através de exames de ultrassom de abdômen periódicos.

Os pacientes com ruptura de aneurisma de aorta abdominal necessitam de tratamento cirúrgico imediato.

Tratamento clínico[editar | editar código-fonte]

Podem ser utilizados medicamentos para diminuir a frequência cardíaca, como beta-bloqueadores. Deve-se também suspender o tabagismo.

Tratamento cirúrgico[editar | editar código-fonte]

O médico especialista no tratamento cirúrgico do aneurisma de aorta abdominal é chamado de cirurgião vascular.

A técnica clássica (reparo aberto) é feita através de um procedimento cirúrgico com uma incisão no abdome, abertura do aneurisma e colocação de uma prótese (tubo de material sintético) no interior do vaso, para aliviar a pressão do sangue sobre a parede enfraquecida.

A técnica endovascular, mais recente, consiste na introdução de um enxerto intravascular (tubo em V) através de um cateter pela virilha, controlado por raios-X, sem necessidade de abrir o abdome. Essa técnica foi usada pela primeira vez em 1990 pelo cirurgião argentino Juan Carlos Parodi, e trazida ao Brasil em 1994 pelo cirurgião Pedro Puech, professor da Universidade de São Paulo.

Referências[editar | editar código-fonte]