Anexo:Glossário da banda desenhada

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Este glossário contém os termos mais conhecidos sobre banda desenhada(no Brasil, histórias em quadrinhos).


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Arco[editar | editar código-fonte]

Arco ou arco de história é uma narrativa contada de forma continuada através de episódios, não necessariamente de forma linear.


Equipe criativa[editar | editar código-fonte]

Equipe criativa é o grupo de profissionas responsáveis por determinada história. É o conjunto formado por escritor (ou roteirista), desenhista, arte-finalista, colorista, letrista, dentre outros, caso hajam outros envolvidos. Uma ou mais funções podem ser acumuladas por uma única pessoa.[1]


Fill-in[editar | editar código-fonte]

Fill-in, também referido como fill-in issue é uma edição produzida para, literalmente, "preencher" determinado cronograma. Quando está enfrentando atrasos, e a editora não quer que a revista seja lançado com atraso, uma história é produzida para ser publicada entre as edições atrasadas. Por exemplo: "Parte 1" é lançada em janeiro. A "Parte 2", entretanto, não ficará pronta em tempo de ser lançada em fevereiro. Desta forma, uma nova história é lançada em fevereiro para dar tempo da "Parte 2" ser concluída e lançada em março.

Balões[editar | editar código-fonte]

Exemplo de uso de balão de diálogo

Balão de diálogo é uma convenção gráfica utilizada mais comumente em quadrinhos, tiras e cartoons para permitir palavras (e muito raramente, imagens), devendo ser entendida como a representação de fala de um determinado personagem nos quadrinhos.

Balão de pensamento[editar | editar código-fonte]

Possui função similar, mas destina-se à representação do pensamento de um determinado personagem.


Borda[editar | editar código-fonte]

Exemplo de bordas não-retangulares (Rulah Jungle Goddess #24 p. 8)

A borda, quando é usada, indica a moldura do quadro. Estes são normalmente de forma retangular, mas essa forma pode ser alterada para transmitir informação para o leitor. Um painel em forma de nuvem podem indicar um flashback ou uma sequência de sonho, enquanto que um com uma borda irregular pode ser usada para transmitir a raiva ou choque. Um quadro sem moldura é utilizado para transmitir o espaço. O próprio quadro pode ser formado com a imagem. Por exemplo, uma cena pode ser enquadrada por uma moldura da porta ou por binóculos[2] .

Calha[editar | editar código-fonte]

Calha é o espaço entre os quadros[3] . Scott McCloud identifica a calha como uma das ferramentas mais importantes da narrativa em quadrinhos, ao demostrar em um exemplo, McCloud define uma calha como uma conclusão[4] .



Legenda[editar | editar código-fonte]

Exemplo de uso de legendas (Adventures Into Darkness #10)


Legendas em quadrinhos são um dispositivo narrativo, muitas vezes usado para transmitir informações que não pode ser comunicada pela arte ou da fala. As legendas podem ser usados ​​no lugar de balões de pensamento, pode ser na primeiro-segunda ou terceira pessoa, e pode ser atribuído a um narrador independente[5] .

Linha de movimento[editar | editar código-fonte]

Linhas de movimento (America's Best Comics #22)


Linhas de movimento, linhas de ação, linhas cinéticas ou linhas de velocidade são linhas que são usados ​​para representar o movimento de pessoas ou objetos[5] [6] .


Onomatopeia[editar | editar código-fonte]

Exemplo do uso de onomatopeia

Onomatopeia é uma palavra para definir efeitos sonoros, normalmente, eles são escritos/desenhados de forma a enfatizar a sua natureza, tais como o efeito de som de um carro de piloto rápido quase inclinado a partir da velocidade do carro, ou um ruído estridente retratado de uma forma, irregulares arranhado[7] .

Quadro[editar | editar código-fonte]

Espaço onde fica o desenho e os balões[5] .

Quadrinização[editar | editar código-fonte]

Quadrinização do romance Robinson Crusoe de Daniel Defoe.

É o processo de adaptação de um obra para o formato de histórias em quadrinhos, o termo foi cunhado pela EBAL de Adolfo Aizen, enquanto publicada a revista Edição Maravilhosa, inspirada nas revistas estrangeiras Classic Comics e Classics Illustrated, inicialmente a editora publicou adaptações de romances publicadas nessas revistas e mais tarde iniciou uma série de adaptações de romances brasileiros (iniciada com a adaptação de O Guarani de José de Alencar pelo quadrinista André LeBlanc)[8] e até biografias[9] .

Rafe[editar | editar código-fonte]

Exemplo de página "rafeada"

Rafe (transcrição fonética do termo em inglês rough)[10] , Roteiro em formato layout[11] , há também o termo japonês Neemu, "name" ou "ネーム" [12] , é um tipo de roteiro de quadrinhosesboçado, o termo se assemelha aos storyboard usado em filmes e animação[10] , ou seja, o autor define todas quadros, as cenas e balões[13] . O termo "name" foi popularizado pela franquia de anime e mangá Bakuman, porém, editoras como a espanhola "Norma Editorial" e a brasileira JBC, optaram por usar o termo storyboard[14] [15] .

Splash Page[editar | editar código-fonte]

Exemplo de uma splash page usando 2/3 de uma página (Rulah Jungle Goddess #24, Março 1949)


Página inicial ou às vezes referido simplesmente como um "splash", é um desenho de página inteira em uma história em quadrinhos. A página inicial é muitas vezes usado como a primeira página de uma história, e inclui o título e os créditos.

Team-up[editar | editar código-fonte]

Team-up é um tipo de história, nos quadrinhos de super-herói, onde dois personagens lutam lado a lado[16] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. LYGA, p. 162
  2. Fabio Luiz Carneiro Mourilhe Silva. O quadro nos quadrinhos. [S.l.]: Editora Multifoco, 2010. 147 a 162 pp.
  3. Abs Moraes (23/08/2002). Ideografia estática? Universo HQ.
  4. Scott McCloud. Desvendando os quadrinhos. [S.l.]: Makron Books, 1995. 63 pp. 85-346-0489-4.
  5. a b c Dennis O'Neil. Guia Oficial DC Comics - Roteiros. [S.l.]: Opera Graphic Editora, 2005. 11 a 17 pp. 8589961346.
  6. Edgar Franco. Hqtrônicas: do suporte papel à rede Internet. [S.l.]: Annablume, 2004. 50 pp. 9788574194769.
  7. Nadilson Manoel da Silva. Fantasias e cotidiano nas histórias em quadrinhos. [S.l.]: Annablume, 2004. p. 46. ISBN 85-7419-299-6.
  8. Gonçalo Junior. Companhia das Letras, A guerra dos gibis: a formação do mercado editorial brasileiro e a censura aos quadrinhos, 1933-1964, 2004. ISBN 8535905820
  9. Toni Rodrigues (31/03/05). Ebal 60 anos: uma celebração - Parte 2 Universo HQ.
  10. a b Arthur Garcia. (2010). "Curso Relâmpago de Mangá e Anime - Aula 29 - Storyboard e desenho". Neo Tokyo (58): 59. São Paulo: Editora Escala. ISSN 1890-1784.
  11. Alexandre Nagado. . "". Curso Básico de Desenho (13). Canaã. ISSN 1516-7143.
  12. K's Art. How to draw manga: putting things in perspective : backgrounds/crowds. [S.l.]: Graphic-Sha, 2002. 110 pp. 9784766112566.
  13. Equipe HQM (27/06/2005). Entrevista: Roberto Guedes HQManiacs.
  14. Todos los detalles de Bakuman. vol. 3 Norma Editorial (21 de janeiro de 2011).
  15. Tsugumi Ohba e Takeshi Obata. Bakuman #4. [S.l.]: JBC, 20011.
  16. Richard Reynolds, Univ. Press of Mississippi, Super heroes: a modern mythology Studies in popular culture, 129, 1994, ISBN 978-0-87805-694-1

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Lyga, Allyson A. W.; Lyga, Barry (2004). Graphic Novels in your Media Center: A Definitive Guide (1st ed.). Libraries Unlimited. ISBN 1-59158-142-7.
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