Anexo:História do Clube Atlético Mineiro

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História[editar | editar código-fonte]

A cidade de Belo Horizonte foi fundada em 1897 para ser a nova capital do Estado de Minas Gerais.[1] Nos primeiros anos do século XX, havia poucas opções de lazer para a população, principalmente nas áreas periféricas da capital. Em 1903 chegou à cidade Vitor Serpa, acadêmico de direito que havia aprendido jogar futebol na Suiça.[2] Junto a outros companheiros, Serpa fundou o Sport Belo Horizonte,[3] primeiro clube de futebol do estado. O clube refletia a hierarquia social e só aceitava como sócios ou jogadores os membros da alta classe local.

Era amadora (1908-1933)[editar | editar código-fonte]

Trio Maldito: Mário de Castro (círculo vermelho), Jairo (círculo azul) e Said (círculo amarelo).

Em 25 de março, 22 estudantes de classe média fundaram o Atlético Mineiro Futebol Clube.[2] Quase um ano depois, o Atlético enfrentaria o Sport Belo Horizonte em sua primeira partida oficial: em 21 de março de 1909 venceu por 3x0 com Aníbal Machado marcando o primeiro gol da historia do clube.[2] Pouco tempo depois, os jovens fundadores adotaram o nome de Clube Atlético Mineiro e também o famoso uniforme atual, com listras alvinegras.[2]

Em 1914 o Atlético conquistaria seu primeiro título oficial, a Taça Bueno Brandão. No ano seguinte foi realizado o primeiro Campeonato Mineiro da história, também vencido pelo Atlético. No entanto, seria o América quem dominaria o Estadual por aqueles anos, conquistando todos os títulos de 1916 a 1925. A torcida do Atlético esperava por um herói, e os torcedores acreditaram tê-lo encontrado quando Mário de Castro liderou o time na conquista do bi-campeonato de 1926 a 1927, o primeiro da história do clube. Foi por esse tempo que surgiu o Trio Maldito, formado por Mário de Castro, Jairo e Said, que juntos formaram umas das mais famosas linhas de ataque do período amador do futebol brasileiro. Ainda na etapa amadora, o Atlético foi outra vez bi-campeão estadual em 1931 e 1932.

Era profissional (1933-presente)[editar | editar código-fonte]

Nos primeiros anos do profissionalismo, o Atlético contaria com a categoria de Guará, que manteve a mística da camisa 9 do Atlético, e a segurança de Kafunga, considerado o maior goleiro da história atleticana. Através da excelência de Guará e Kafunga, entre outros, o Atlético se consagraria campeão dos estaduais de 1936, 1938 e 1939. Mas aquela geração iria mais além das montanhas mineiras, em 1937 o Atlético conquistaria a Copa dos Campeões (FBF), o primeiro título nacional oficial da história do clube.

A década de 1940 seria ainda mais prospera para o Atlético. O time conquistou os títulos estaduais de 1941, 1942, 1946, 1947 e 1949. A torcida do Atlético ainda vibrou com jogadores de muito talento, um deles foi Carlyle Guimarães Cardoso, artífice dos títulos de 1947 e 1949. Mas seria na década de 1950 que o Atlético - maior campeão de Minas Gerais e que também já possuía um título nacional oficial - empreenderia sua primeira grande aventura internacional. O clube realizou uma pioneira excursão à Europa, e depois de conquistar grandes vitórias, recebeu no Brasil o título simbólico de Campeão do Gelo.

O Atlético manteria a hegemonia no estado, conquistando os campeonatos de 1950, 1952, 1953, 1954, 1955, 1956 e 1958, sete títulos em dez anos. Mas a década de 1960 seria um período difícil para o clube, que conquistou apenas os estaduais de 1962 e 1963. Em matéria de títulos a torcida alvinegra não teve tantos motivos para comemorar, mas no que se refere a grandes façanhas, o torcedor pode vibrar com grandes distinções: na abertura do Estádio Mineirão, Bugle - jogador do Atlético - foi quem marcou o primeiro gol da história do Gigante da Pampulha;[2] em 1968, o Atlético representou a Seleção Brasileira e venceu por 3x2 a Seleção Iugoslava, vice-campeã da Eurocopa daquele ano;[4] no ano seguinte, o Atlético derrotou por 2x1 a Seleção Brasileira, a mesma que ganharia o tricampeonato mundial em 1970.[5]

Seria no final da década de 1960 e inicio dos anos 1970 que o Atlético ressurgiria com mais força. Treinado por Telê Santana e liderado pelo grande atacante Dadá Maravilha, o Atlético se consagrou Campeão Brasileiro de 1971. Anos depois da grande conquista alvinegra, Reinaldo - o maior craque da história do clube - estreou no time profissional. Reinaldo foi o líder de uma geração de craques extraordinários como Luisinho, Toninho Cerezo, Paulo Isidoro e Éder Aleixo, entre outros, que fizeram o clube famoso no mundo nas diversas excursões internacionais que o Atlético realizou no período. O Atlético dominou o Estado de Minas Gerais nas décadas de 1970 e 1980, alcançando um hexa-campeonato de 1978 a 1983. Lamentavelmente, aquela geração não conseguiu transladar o domínio estadual para uma dimensão nacional, ficando bem próximo do título do Campeonato Brasileiro de 1977 e 1980. Ainda nos anos 1980 o Atlético conquistaria os títulos estaduais de 1985, 1986, 1988 e 1989.

Cquote1.svg Tanto no jogo de apresentação, como no de ontem, o Atlético Mineiro de Belo Horizonte, mostrou que não havia o menor exagero quando se publicou sua história e sua superioridade sobre o Cruzeiro.
Trata-se de um time extraordinário (...)
Cquote2.svg
Hoja de Lunes (A Coruña, 1976), Reportagem da imprensa espanhola depois da conquista do Troféu Conde de Fenosa.[6]
Ronaldinho Gaúcho, ídolo da nova geração de atleticanos.

A década de 1990 seria de altos e baixos para o Atlético: nos primeiros anos o time conquistou os campeonatos de 1991 e 1995 - a nível estadual - e a Copa Conmebol de 1992 - a nível internacional. Na metade final daquela década e no inicio da seguinte, Marques seria o principal responsável por levar o time ao Bi-campeonato da Conmebol em 1997, Bi-campeonato Estadual 1999/2000 e à final do Brasileirão de 1999 (feito que classificou o Atlético para a Copa Libertadores da América de 2000).

O novo milênio parecia promissor, no entanto, o Atlético viveria uma crise sem precedentes que culminaria com o rebaixamento à Série B em 2005. A recuperação foi rápida, e o clube retornou à Série A em sua primeira tentativa. No ano seguinte conquistou o estadual com uma bela atuação contra seu rival. Mas as coisas seguiriam mal, o time sempre convivia com o risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

Foi a partir de 2012 que os frutos começariam a ser colhidos. Passando por uma reestruturação na gestão do presidente Alexandre Kalil, o Atlético foi Bi-campeão Estadual, Vice-Campeão Brasileiro, Campeão da Copa Libertadores da América, terceiro colocado no Mundial de Clubes da FIFA, Campeão da Recopa e de quebra, a torcida ganhou um novo ídolo, Ronaldinho Gaúcho. Assim, a torcida do Atlético voltou a ter suas esperanças renovadas para os próximos anos.

Referências

  1. A cidade planejada. FIEMG. Página visitada em 19 de janeiro de 2009.
  2. a b c d e História do Atlético. Galo Digital. Página visitada em 19 de janeiro de 2013.
  3. História do Sport. Sport Club FC. Página visitada em 19 de janeiro de 2013.
  4. O Galo é Brasil. Campeões do Futebol. Página visitada em 19 de janeiro de 2013.
  5. Atlético 2x1 Brasil. Superesportes. Página visitada em 19 de janeiro de 2013.
  6. Atlético canta y baila en el Conde de Fenosa. Canal Deportivo. Página visitada em 3 de outubro de 2011.