Lista de eleições presidenciais no Brasil

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História do Brasil
Eleições
Federais (Presidenciais) Estaduais | Municipais

Este artigo lista as eleições presidenciais ocorridas no Brasil desde a instauração do regime republicano.

República Velha[editar | editar código-fonte]

O período compreendido entre 1889 e 1930 é denominado de República Velha, oligárquica, ou simplesmente de Primeira República. É caracterizada pela baixa participação popular, somente 3 a 6% da população, masculina somente, é quem vota. É dominada por partidos estaduais, com o predomínio dos Partidos Republicanos Paulista (PRP) e Mineiro (PRM). As eleições para Presidente e Vice-Presidente são feitas separadamente, e em poucas ocasiões as eleições são competitivas e representam divergências entre situacionismos estaduais. o voto não era secreto, podendo o eleitor declarar para a Mesa Receptora o nome do candidato, sendo registrado ou não.

1891[editar | editar código-fonte]

(indireta) 25 de fevereiro para presidente

votos em branco - 2 votos eleitores ausentes - 34 total de votantes: 234 deputados e senadores

para vice-presidente

voto em branco - 2

1894[editar | editar código-fonte]

1º de março para presidente:

Observação: outros duzentos nomes foram livremente sufragados, a saber - Rui Barbosa 3.718 votos; José Luís de Almeida Couto 3.437 votos; Lauro Sodré 1.876 (Costa Porto fala em 1.983 votos); Gaspar da Silveira Martins 1.234; Visconde de Ouro Preto 373; José Mariano Carneiro da Cunha 207; Custódio José de Mello 178; José Pais de Carvalho 164; Paulino José Soares de Sousa 157; Manuel Vitorino Pereira 125; José Antônio Saraiva 119; Francisco Silviano de Almeida Brandão 116; Floriano Peixoto 108 (Costa PORTO fala em 109 votos); Domingos de Andrade Figueira e José Maria de Albuquerque Melo 38; Joaquim Saldanha Marinho 32 (Costa PORTO fala em 33 votos); Francisco Bernardino Rodrigues Silva 31; Américo Gomes Ribeiro da Luz e Luís Filipe Saldanha da Gama 30; Gumercindo Saraiva 20; Henrique Pereira de Lucena (Barão de Lucena) 18; José Higino Duarte Pereira 17; Antônio Coelho Rodrigues, Cônego Xavier da Silva e Prudente de Morais* 16; Ambrósio Machado e Quintino Bocayuva 15; José de Paiva Magalhães Calvet 14; João Alfredo Correia de Oliveira 13; Venâncio Neiva 12; Albino Gonçalves Meira e Carlos Olímpio Ferraz 10; Alexandre José Barbosa Lima, Francisco Portela e Manuel Prudente de Morais Barros* 9; Barão de Ladário, Felisberto Gomes de Moura, Gonçalves Lima e Gregório Taumaturgo de Azevedo 8; D. Augusto de Saxe Coburgo Gotha e Inocêncio Serzedelo Correia 7; Antônio Joaquim de Macedo Soares, Joaquim Jonas Bezerra Montenegro, José de Morais Barros* e Lafayette Rodrigues Pereira 6; Augusto Olímpio Gomes de Castro, Carlos Pimenta de Laet, Joaquim Nabuco, José Caetano da Silva Campolina, Luís da França e Silva e Manuel Prisciliano de Oliveira Valadão 5; Cândido Luís Maria de Oliveira, Carlos Augusto de Figueiredo, Cupertino de Menezes Barroso, Frederico Guilherme de Lorena, João Cordeiro, João da Mata Machado e Joaquim Delfino Ribeiro da Luz 4; Afonso Herculano Ferreira Pena, Alfredo Rodrigues Fernandes Chaves, Álvaro Joaquim de Oliveira, Américo Braziliense de Melo, Américo Lobo Leite Pereira, Antônio Gonçalves Chaves, Antônio de Oliveira Passos, Augusto Moreira Pena*, Benjamin Franklin de Miranda, Bernardo Câmara, Cândido Barata Ribeiro, Carlos Ottoni, Felisberto Firmino de Oliveira Freire, Francisco Viana, Joaquim Toledo Piza de Almeida e José Prudente de Morais Barros* 3; Ascendino Ângelo dos Reis, Bibiano Sérgio M. da Fontoura Costalat, Francisco Coelho Duarte Badaró, Gil Diniz Goulart, João Emílio Ferreira da Silva, João Homem de Loureiro Siqueira, José Antônio Curvelo de Mendonça, José Leopoldo de Bulhões Jardim, José Tibúrcio, Luís Távora e Manuel de Sá Sousa 2; Acioly Lobato, Acrísio José Tavares, Adolfo Bezerra de Menezes, Afonso de Albuquerque Wanderley, Afonso Celso de Assis Figueiredo Júnior, Alberto Olímpio Brandão, Alberto Seixas Martins Torres, Amaro Bezerra Cavalcanti de Albuquerque, Américo Brazílio de Campos, Anderson Ferro, Angelino Moreira da Rocha, Antônio Cândido da Cruz Machado, Antônio Deocleciano Sinhosinho, Antônio Fortunato Coelho, Antônio de Freitas Sampaio, Antônio Gonçalves Coelho, Antônio José Barbosa, Antônio Martiniano, Antônio Vieira dos Santos, Aprígio Carlos Pessoa de Melo, Aristides de Araújo, Aristides Armínio Guaraná, Augusto César Marques, Augusto Clementino da Silva, Augusto Inácio Cardoso, Barão de Camargos, Barão de Contendas, Barão de Granito, Barão de Penalva, Barão de Santa Helena, Barbosa de Andrade, Bernardino de Campos, Cândido José da Silva Coelho, Ceciliano José de Mamede, Cláudio Alaor Bernhaus de Lima, Crispim Jaques Bias Fortes, D. Pedro de Alcântara Neto, Eduardo Carlos do Amaral, Elias Fassheber, Ernesto da Cunha de Araújo Viana, Fábio Hostílio de Morais Rego, Fernando José Milheiros, Fortunato de Abreu Silva Brandão, Francisco de Assis Ferreira Barbosa, Francisco Fortunato das Chagas, Francisco Gonçalves Lima, Francisco Lino, Francisco Rangel Pestana, Francisco Sebastião da Costa, Galdino Ferreira Diniz, Henrique Veloso Freire, Horizonte Braziliense, Inácio Evaristo Monteiro, Ivo do Prado, Jacinto Pacheco, João Alves da Silva, João Barbalho, João José de Sá, João Mendes de Almeida, João Nepomuceno Lisboa Parga, João Ribeiro Marcego, João Ribeiro dos Santos Zammilhos, João Salustiano Moreira de Mourão, João da Silva Rego Melo, Joaquim Bias Fortes, Joaquim Cândido da Costa Sena, Joaquim Firmino Madeira, Joaquim Francisco de Assis Brasil, Joaquim Luís de Cerqueira, Joaquim Luís da Veiga, Joaquim de Paula Moreira, José Alves Pereira, José Antônio Porto Rocha, José Antônio de Sampaio, José Barros Morais, José de Calazans, José Francisco da Silva, José M. de Carvalho Mourão, José Maria Lisboa Júnior, José Pereira Coelho, José Pinheiro da Silva, José Pires Moreira, José Rodrigues da Cunha, Juca Tigre, Luís Cavalcanti, Manuel Correia de Freitas, Manuel Ferraz de Campos Salles, Manuel Francisco Correia, Manuel Joaquim Piedade, Manuel Jorge de Matos, Manuel Pereira Barbosa, Manuel Vitorino, Marquês de Muritiba, Miguel Teixeira da Cunha, Oliveira Fonseca, Otávio de Brito, Pedro Augusto da Conceição, Pedro Borges Leitão, Pedro Clementino Leite, Pinheiro da Costa, Pinheiro do Nascimento, Prudente José de Morais *, Quintino da Cruz Bernardes, Quirino da Costa Araújo, Roberto Calheiros de Melo, Sabino Barroso, Sebastião Fleury Curado, Sebastião Marques dos Reis Belfort, Sebastião Sette Bias Fortes, Sérgio Pinheiro Torres, Teodoro Machado Freire Pereira da Silva, Teófilo Fernandes dos Santos, Tomaz José Coelho de Almeida, Torquato José de Oliveira Morais e Vicente Giffoni

  • outras fontes dão números diversos: Para Costa Porto, Prudente teria 276.583 votos (88,5%), e Afonso Pena teria 35.972 (11,5%).
  • grafias diversas registradas para Prudente de Morais, contadas à parte.

votos brancos e nulos - 10.903 votos

para vice-presidente:

Observação: outros 330 nomes foram votados, tais como o próprio Prudente de Morais, com 1.444 votos e o presidente retirante Floriano Peixoto, que foi lembrado por 708 eleitores. tivemos outros 328 nomes sufragados.

votos brancos e nulos - 16.464 votos

  • O professor Walter Costa Porto atribui 249.638 votos à Manuel Vitorino

1898[editar | editar código-fonte]

1º de março

para presidente:

Observação: diversos outros candidatos foram votados no pleito, mesmo sem registro, tais como - Júlio de Castilhos com 621; Dionísio E. C. Cerqueira 454; Quintino Bocaiúva 421; Luís Viana 382; Severino dos Santos Vieira 363; Afonso Augusto Moreira Pena 169; José Cesário de Faria Alvim 93; Ruy Barbosa e Crispim Jacques Bias Fortes 52; Visconde de Ouro Preto 24; Fernando L. Leite Pereira 23; Artur Cesar Rios e Aristides Augusto Lilon 22; Augusto O. Gomes de Castro e Francisco de Assis Rosa e Silva 21; Paulino José Soares de Sousa 16; Ovídio Abrantes 15; Joaquim Duarte Murtinho e José L. de Bulhões Jardim 12; Ramiro Afonso Monteiro e F. de Paula F. e Costa 10; Pandiá Calógeras 9; Joaquim Correia de Araújo e Francisco N. Neri de Pádua 8; Manuel Vitorino Pereira 6; João Tomás Cantuária, Gaspar da Silveira Martins e Cláudio de Amaral Savaget 5; Barão de Ladário, Benedito Pereira Leite, A. Oscar de A. Guimarães, Isidoro Martins Júnior, Inocêncio Galvão de Queiroz e José A. de Magalhães Castro 4; José Pais de Carvalho, Antônio Gonçalves Ferreira, A. César Spínola Zama, José Cândido Goulart e Diocleciano Martir 3; Joaquim A. Nabuco de Araújo, José Luís Coelho e Campos, Antônio Pinto Nogueira pudim , Antônio A. da Gama Melo, Alexandre José Barbosa Lima, Custódio José de Melo, Cícero Dantas Martins, Francisco Rangel Pestana, Prudente José de Morais e Barros, José Marcelino de Sousa, Pedro Luís de Moura, Joaquim Francisco de Assis Brasil, Manuel L. de Carvalho Ramos e Possidônio B. do Carmo 2; e outros 95 nomes foram lembrados com apenas um voto (apareceu de tudo, até o Conde Deu, o Visconde de Ouro Preto, ou ainda o banqueiro inglês Rotschild ou o capitão Nemo).

votos brancos e nulos - 7.812 votos

para vice-presidente:

Observação: foram também lembrados Joaquim Duarte Murtinho (875 votos) e 164 outros nomes, entre os quais 31 votos dados para o ex presidente Campos Salles, 11 para Manuel Vitorino, ou mesmo Francisco Silviano de Almeida Brandão, com apenas 1 voto.

votos brancos e nulos - 9.332 votos

1902[editar | editar código-fonte]

1º de março

para presidente:

Observação: outros 119 nomes foram votados, tais como Júlio de Castilhos. lembrados por 1.343 eleitores; os demais 4.433 eleitores se dividiram em nomes como o de Severino dos Santos Vieira, com 903 votos; ou ainda Francisco Silviano de Almeida Brandão, com 249 votos, ou ainda 332 que votaram pelo retorno de Prudente José de Morais e Barros; outros 5 lembraram do nome da Princesa Isabel, mesmo banida. Outra fonte atribuiu ao candidato Quintino Bocaiúva 52.359 votos.

votos brancos e nulos - 14.273 votos

para vice-presidente:

Observação: outros 136 nomes foram votados, como o de Júlio de Castilhos com (884 votos); ou ainda os 15.549 eleitores que se dividiram entre os 638 dados a Lauro Sodré;195 para Manuel Vitorino Pereira, 40 para Francisco de Assis Rosa e Silva; Afonso Pena com 11 e Rodrigues Alves, com 4 votos, também lembrados.

votos brancos e nulos - 18.155 votos

Devido à morte de Silviano Brandão, em 18 de Novembro de 1903, houve novas eleições para o cargo de vice-presidente:

Observação: Foram ainda lembrados outros 319 nomes, entre os quais destacaram-se Aristides Milton (1.112 votos); Severino dos Santos Vieira (1.025 votos) e José Cesário de Faria Alvim, com 630 votos; dentre os demais, 21 para Francisco de Assis Rosa e Silva, e outros, como o Conde Deu (6 votos) e Nilo Procópio Peçanha (3 votos).

1906[editar | editar código-fonte]

1º de março

para presidente:

Observação: Lauro Sodré, que havia desistido, ainda obteve 4.865 votos (1,65%), assim como foram contabilizados 207 votos para Ruy Barbosa, também não registrado (0,07%), ou ainda 1.044 votos para outros, como 98 para Campos Salles ou 78 atribuídos para Severino dos Santos Vieira; outros 97 nomes foram lembrados, tais como o vice eleito Nilo Procópio Peçanha, com 61 votos, ou ainda 6 votos atribuídos à Princesa Isabel, ou mesmo 1 dado a Rodrigues Alves.

votos brancos e nulos - 5.599 votos comparecimento - 300.000 eleitores

para vice-presidente:

Observação: outros 203 nomes foram votados (20.023 votos, com 6,83% do total), incluindo-se Ruy Barbosa (211); Francisco de Assis Rosa e Silva (207); Joaquim Sena (206); Wenceslau Braz (91); Afonso Pena (41), ou ainda a Princesa Isabel (1 voto) ou José Cândido Rodrigues (6 votos).

votos brancos e nulos - 6.830 votos

1910[editar | editar código-fonte]

1º de março para presidente:

Observação: o mesmo Venceslau Brás obteve 152 sufrágios; outros obtiveram 726 votos no total, como o fluminense Alfredo Augusto Guimarães Backer, como 147 novos, ou os 59 dados a Joaquim Francisco de Assis Brasil, além de outros 60 nomes, incluindo-se 22 dados a Nilo Procópio Peçanha.

votos brancos e nulos - 12.433 votos comparecimento - 640.000 eleitores

para vice-presidente:

votos brancos e nulos - 14.062 votos

Observação: registraram-se votos para Alfredo Augusto Guimarães Backer (76 votos); outros foram votados (744 votos) como Venceslau Brás (63 votos); 55 para Joaquim Francisco de Assis Brasil e outros 55 menos votados, inclusive 14 para Hermes da Fonseca, eleito presidente, outros 11 votos dados ao presidente Nilo Procópio Peçanha ou ainda 8 dados para o ex vice presidente Francisco de Assis Rosa e Silva.

1914[editar | editar código-fonte]

1 de março

para presidente:

Observação: a chapa do Partido Republicano Liberal, encabeçada por Rui Barbosa, mesmo não registrada, obteve cerca de 47 mil votos (47.782), por protesto, ou ainda 222 dados a José Gomes Pinheiro Machado, e outros 889 votaram em diversos outros nomes, como os 192 para Nilo Procópio Peçanha, 88 para Irineu de Melo Machado e outros 56 nomes, entre os quais Rodrigues Alves, lembrado por 7 eleitores ou os 5 que sufragaram Hermes Rodrigues da Fonseca.

votos brancos e nulos - 9.000 votos comparecimento: 590.000 eleitores

para vice-presidente:

Observação: Alfredo Ellis, vice na chapa de Rui Barbosa, e também desistente, ainda obteve 18.580 votos; 926 lembraram-se de José Joaquim Seabra, e outros 2.405 eleitores distribuíram-se em diversos outros nomes, como os 129 de José Gomes Pinheiro Machado e 125 dados a Irineu de Mello Machado.

votos brancos e nulos - 11.962 votos

1918[editar | editar código-fonte]

1º de março para presidente:

Observação: registraram-se ainda 1.044 votos atribuídos a Rui Barbosa e 1.258 a Nilo Procópio Peçanha (outras fontes atribuem 1.758 votos); ainda se registraram 902 votos a outros candidatos, como Emídio Dantas Barreto, que foi lembrado por 244 eleitores e Joaquim Francisco de Assis Brasil por 104, dentre outros 130 nomes, como 29 que votaram na reeleição proibida de Venceslau Brás ou mesmo 1 voto dado ao ex presidente Hermes Rodrigues da Fonseca.

votos brancos e nulos - 4.749 votos comparecimento - 395.000 eleitores

para vice-presidente:

Observação: outros 121 nomes foram sufragados, mesmo sem registro formal, tais como Emídio Dantas Barreto (386 votos); Rui Barbosa (286 votos); outros candidatos obtiveram pelo menos 1.582 votos, como Nilo Procópio Peçanha, lembrado por 198 eleitores, ou mesmo ainda 1 voto indicando o vice Urbano Santos da Costa Araújo

votos brancos e nulos - 10.265 votos

(*) Rodrigues Alves não tomou posse como presidente, pois morreu em 1919, vitimado pela gripe espanhola.

1919[editar | editar código-fonte]

13 de abril para presidente:

Observação: outros 56 nomes foram sufragados, tais como Altino Marques Arantes (161) (0,04%); e outros 612 votos (0,15%) distribuídos a diversos candidatos como Frederico Steild (143); André Gustavo Paulo de Frontin (42); Nilo Procópio Peçanha (40) ou ainda Venceslau Brás ou Arthur da Silva Bernardes, com 2 votos cada.

votos brancos e nulos - 14.440 comparecimento - 418.000

para vice-presidente (**):

Observação: outros votados foram Muniz de Aragão 313; Manuel Joaquim de Albuquerque Lins 259; José Joaquim Seabra 143; Hercílio Luz 18; outros 36 nomes receberam votos, incluindo-se 8 votos para Nilo Procópio Peçanha, que ficou em 11º lugar, enquanto Urbano Santos da Costa Araújo obteve um voto.

(**) eleição realizada em 6 de setembro de 1920 com o falecimento de Delfim Moreira, vice eleito em 1918. Outra fonte atribui a Francisco Álvaro Bueno de Paiva o total de 191.842 votos.

1922[editar | editar código-fonte]

1º de março para presidente:

Observação: foram também contabilizados 232 votos para Urbano Santos da Costa Araújo e 383 para outros, como os 149 dados para Washington Luís; 70 para Rui Barbosa, e mais outros 55 nomes foram igualmente votados, sem registro formal, inclusive Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa (3 votos, reeleição proibida) e Venceslau Brás Pereira Gomes (1 voto).

para vice-presidente:

Observação: registraram-se ainda 338 votos dados a Washington Luís, 61 para Carlos de Campos, 60 para Nilo Procópio Peçanha, além de outros 128 nomes também sufragados.

20 de julho de 1922 para vice-presidente

Observação: também foram votados outros 42 candidatos, inclusive José Joaquim Seabra (790 votos); Washington Luís (155 votos); outros 264 eleitores dividiram as preferências restantes como Justiniano de Serpa (58 votos) e Miguel Calmon (44 votos); dentre os 19 nomes que obtiveram apenas 1 voto figura Alberto Santos-Dumont

brancos e nulos - 7.004

(*) Eleição suplementar realizada pelo falecimento de Urbano Santos, o vice eleito.

1926[editar | editar código-fonte]

1 de março para presidente:

Observação: ainda foram registrados 341 votos dados a Fernando de Melo Viana, e 598 para outros, como os 71 anotados para Isidoro Dias Lopes e 61 para Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa; outros 114 nomes foram votados, inclusive 17 para a reeleição proibida de Artur Bernardes

votos brancos e nulos - 11.417 comparecimento - 702.000

para vice-presidente:

Observação: outros 123 nomes receberam votos, incluindo-se Luís Carlos Prestes (262 votos); e outros 1.210 eleitores optaram por nomes como o de José Joaquim Seabra (224 votos); Washington Luís (204 votos); e ainda, votou-se pela reeleição de Estácio Coimbra (38 votos) e 5 para o retorno de Venceslau Brás ou 1 para Francisco de Assis Rosa e Silva.

votos brancos e nulos - 13.652

1930[editar | editar código-fonte]

1 de março para presidente:

  • Júlio Prestes (PRP) (eleito, não assumiu devido à Revolução de 30): 1.091.709 votos (59,39%)
  • Getúlio Vargas (Aliança Liberal: PRM + PD paulista + PRR + Partido Libertador Gaúcho + PR paraibano): 742.794 votos (40,41%)

Observação: foram ainda registrados 3.701 votos para outros candidatos (0,2%), como os 720 votos dados para Minervino de Oliveira, do Bloco Operário e Camponês, ligado ao Partido Comunista do Brasil; 48 para Luís Carlos Prestes, 18 para João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque; os ex presidentes Artur da Silva Bernardes e Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa tiveram 2 votos cada, entre outros nomes lembrados.

votos brancos e nulos: 61.921 comparecimento: 1.900.256

para vice-presidente:

obs: também registraram-se 3.723 votos (0,22%) para outros candidatos, como os 141 votos para Gastão Valentim Antunes, do Bloco Operário e Camponês; 8 para Luis Carlos Prestes e outros, tais como o Prudente de Morais Filho, José Joaquim Seabra, e Estácio de Albuquerque Coimbra.

votos brancos e nulos - 91.466

Era Vargas[editar | editar código-fonte]

A eleição de 1934 aconteceu de forma indireta. Em 3 de maio de 1933 foram eleitos os deputados para a Assembléia Nacional Constituinte. Após a votação final da nova constituição, os deputados reconduziram Getúlio Vargas à Presidência da República. A Contituição Federal de 1934 previa uma eleição nova eleição presidêncial em 1938, no entanto ela não chegou a ser realizada, em virtude do golpe de 10 de novembro de 1937, que implantou o Estado Novo, como ficou conhecido essa fase autoritária do governo de Getúlio Vargas que durou até 29 outubro 1945, com a deposição do presidente.

1934[editar | editar código-fonte]

(indireta) 17 de julho

República Nova[editar | editar código-fonte]

Na redemocratização após a ditadura Vargas, estas eleições foram realizadas conjuntamente com as da Assembléia Constituinte ou sob a Constituição de 1946, a primeira elaborada democraticamente no Brasil a vigorar por um tempo significativo (quatro mandatos presidenciais). As eleições eram diretas e secretas, para presidente e para vice-presidente da República, separadamente, e na mesma data.

1945[editar | editar código-fonte]

2 de dezembro

para presidente:

votos brancos (70.328); votos nulos (65.214)

(*) o PRP que apoiou Eduardo Gomes é o Partido Republicano Progressista, de Ademar de Barros, depois renomeado PSP, em 1947; o PL neste período 1945-65 é o Partido Libertador, de Raul Pilla

19 de setembro de 1946

para vice-presidente (2o turno):

Observação: o cargo de vice-presidente foi criado pela Constituição de 18 de setembro de 1946. A eleição foi pelo Congresso Nacional.

1950[editar | editar código-fonte]

3 de outubro para presidente:

votos brancos: 211.433; votos nulos: 145.473

para vice-presidente:

1955[editar | editar código-fonte]

3 de outubro para presidente:

votos brancos: 161.852, votos nulos: 310.185

para vice-presidente:

votos brancos: 722.174, votos nulos: 257.931

1960[editar | editar código-fonte]

3 de outubro para presidente:

votos brancos: 433.391, votos nulos: 473.806

para vice-presidente:

votos brancos: 1.305.865, votos nulos: 358.378

(*) O candidato Jânio Quadros concorreu pelo Partido Trabalhista Nacional coligado ao Partido Democrata Cristão (PDC), e com o apoio da União Democrática Nacional (UDN), não o contrário, como costumeiramente se acredita.

Regime Militar[editar | editar código-fonte]

As eleições, no período do regime militar foram realizadas pelo Congresso Nacional, dominado pela ARENA (Aliança Renovadora Nacional), no bipartidarismo (o MDB - Movimento Democrático Brasileiro, permaneceu oposicionista em todo o período), ou por um Colégio Eleitoral, a partir de 1974, formado pelos membros do Congresso Nacional, e delegados das Assembléias Legislativas. A partir de 1966, o vice-presidente foi eleito em chapa conjunta com o candidato a presidente.

1964[editar | editar código-fonte]

(indireta) 11 de abril

para presidente:

abstenções - 72 (15,2%) não compareceram - 37 (7,8%)

para vice-presidente:

1966[editar | editar código-fonte]

(indireta) 3 de outubro

abstenções - 41 não compareceram - 136

1969[editar | editar código-fonte]

(indireta)

22 de outubro

abstenções - 76 não compareceram - 09

1974[editar | editar código-fonte]

(indireta)

15 de janeiro

branco - 21 votos abstenções - 06

1978[editar | editar código-fonte]

(indireta) 15 de outubro

não compareceram: 4 (2 da ARENA e 2 do MDB)

Nova República[editar | editar código-fonte]

A última eleição ainda realizada pelo Colégio Eleitoral. Graças a uma Emenda Constitucional, e decisão do Tribunal Superior Eleitoral, acabou a fidelidade partidária, permitindo o aparecimento de uma dissidência no partido governista, o PDS, denominada "Frente Liberal", ocasionando a vitória do PMDB e da Frente oposicionista) denominada "Aliança Democrática", que ainda obteve o apoio majoritário em outros dois partidos oposicionistas representados no parlamento: o PTB e o PDT. Parte dos parlamentares do PT apoiou Tancredo Neves e foi expulsa. A maioria dos petistas absteve-se.

1985[editar | editar código-fonte]

(indireta) 15 de janeiro Para presidente e vice-presidente:

abstenções - 17 não compareceram - 09

Com o restabelecimento da democracia, e a promulgação da Constituição de 1988, as eleições são diretas, e realizadas em dois turnos, caso nenhum dos candidatos não tenha a maioria absoluta dos votos válidos. O vice-presidente é eleito em chapa conjunta com o candidato a presidente, podendo ser de legendas partidárias diversas.

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral, TSE

1989[editar | editar código-fonte]

Primeiro turno[editar | editar código-fonte]

15 de novembro de 1989

Candidatura anulada

  • Sílvio Santos - PMB
  • Sílvio Santos teve sua candidatura invalidada por conta de irregularidades nos registros do PMB.

Segundo turno[editar | editar código-fonte]

17 de dezembro de 1989

1994[editar | editar código-fonte]

3 de outubro de 1994

Candidatura anulada:

Candidatos Desistentes

Desistiu de disputar o pleito por ser acusado de corrupção(Agosto de 1994)

Candidatura indeferida:

1998[editar | editar código-fonte]

4 de outubro de 1998

2002[editar | editar código-fonte]

Primeiro turno[editar | editar código-fonte]

6 de outubro de 2002

(*) Como nenhum candidato recebeu metade dos votos mais um, realiza-se o segundo turno.

Segundo turno[editar | editar código-fonte]

27 de outubro de 2002

2006[editar | editar código-fonte]

Primeiro turno[editar | editar código-fonte]

1 de outubro de 2006

Candidato Vice Coligação/Partido Votos Porcentagem
Luiz Inácio Lula da Silva José Alencar
Coligação A Força do Povo
PT, PRB, PCdoB, PL
46.662.365 votos (classificado para o segundo turno) 48,61%
Geraldo Alckmin José Jorge
Coligação Por um Brasil Decente
PSDB, PFL, PPS
39.968.369 votos (classificado para o segundo turno) 41,64%
Heloísa Helena César Benjamin
Coligação Frente de Esquerda
PSOL, PCB, PSTU
6.575.393 votos 6,85%
Cristovam Buarque Jefferson Péres
PDT
2.538.844 votos 2,64%
Ana Maria Rangel Delma Gama e Narcini
PRP
126.404 votos 0,13%
Eymael José Paulo da Silva Neto
PSDC
63.294 votos 0,07%
Luciano Bivar João Américo de Souza
PSL
62.064 votos 0,06%
Rui Costa Pimenta Pedro Paulo Pinheiro
PCO
0,00%

(*) Rui Costa Pimenta, candidato do PCO, teve a sua candidatura impugnada por não ter apresentado a prestação de contas relativa à eleição de 2002. Seus votos foram considerados nulos.[1]

Segundo turno[editar | editar código-fonte]

29 de outubro de 2006

58.295.042 votos (60,83%)

37.543.178 votos (39,17%)

2010[editar | editar código-fonte]

Primeiro turno[editar | editar código-fonte]

3 de outubro de 2010

Candidato Vice Partido/Coligação Nº de votos Porcentagem
Dilma Rousseff Michel Temer
Coligação Para o Brasil Seguir Mudando
PT/PMDB/PDT/PSB/PR/PRB/PTN/
PSC/PTC/PCdoB
47.651.434 votos 46,91% (classificada para o segundo turno)
José Serra Indio da Costa
Coligação O Brasil Pode Mais
PSDB/DEM/PPS/PMN/PT do B/PTB
33.132.283 votos 32,61% (classificado para o segundo turno)
Marina Silva Guilherme Leal
PV
19.636.359 votos 19,33%
Plínio de Arruda Sampaio Hamilton Assis
PSOL
886.816 votos 0,87%
Eymael José Paulo da Silva Neto
PSDC
89.350 votos 0,09%
Zé Maria Cláudia Durans
PSTU
84.609 votos 0,08%
Levy Fidelix Luiz Duarte
PRTB
57.960 votos 0,06%
Ivan Pinheiro Edmilson Costa
PCB
39.136 votos 0,04%
Rui Costa Pimenta Edson Dorta
PCO
12.206 votos 0,01%

Segundo turno[editar | editar código-fonte]

31 de outubro de 2010

  • 1ª - Dilma Rousseff (PT/PMDB/PDT/PSB/PR/PRB/PTN/PSC/PTC/PC do B) (eleita)

55.752.529 votos (56,05%)

43.711.388 votos (43,95%)

Fonte: TSE - Tribunal Superior Eleitoral[2]

2014[editar | editar código-fonte]

5 de outubro de 2014

Candidato Vice Partido/Coligação Nº de votos Porcentagem
Dilma Rousseff Michel Temer
Com a Força do Povo
PT/PMDB/PSD / PP / PR / PDT / PRB / PROS / PCdoB.
43.267.668 votos 41,59% (classificada para o segundo turno)
Aécio Neves Aloysio Nunes
Muda Brasil
PSDB/SD / PMN / PEN / PTN / PTC / DEM / PTdoB /PTB.
34.897.211 votos 33,55% (classificado para o segundo turno)
Marina Silva Beto Albuquerque
Unidos pelo Brasil
PSB/PPS / PSL / PHS / PPL / PRP.
22.176.619 votos 21,32%
Luciana Genro Jorge Paz
PSOL
1.612.186 votos 1,55%
Pastor Everaldo Leonardo Gadelha
PSC
780.513 votos 0,75%
Eduardo Jorge Célia Sacramento
PV
630.099 votos 0,61%
Levy Fidelix José Alves de Oliveira
PRTB
446.878 votos 0,43%
José Maria de Almeida Cláudia Durans
PSTU
91.209 votos 0,09%
José Maria Eymael Roberto Lopes
PSDC
61.250 votos 0,06%
Mauro Iasi Sofia Manzano
PCB
47.845 votos 0,05%
Rui Costa Pimenta Ricardo Machado
PCO
12.324 votos 0,01%


Possiveis Candidatos[editar | editar código-fonte]

2º Turno[editar | editar código-fonte]

  • 1ª - Dilma Rousseff (PT/PMDB/PSD/PP/PR/PDT/PRB/PROS/PCdoB) (Reeleita)

54.495.915 votos (51,64%)[3]

  • 2º - Aécio Neves (PSDB/SD/PMN/PEN/PTN/PTC/DEM/PTdoB/PTB)

51.038.023 votos (48,36%)[4]

Referências

  1. [1]
  2. Divulgação dos Resultados das Eleições 2010
  3. TSE (26/10/2014). Divulgação do Resultado das Eleições TSE. Visitado em 27/10/2014.
  4. G1.globo.com (26/10/2014). Apuração de votos Eleições 2014. Visitado em 27/10/2014.
  • PIRES, Aloildo Gomes. ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS NA PRIMEIRA REPÚBLICA - UMA ABORDAGEM ESTATÍSTICA. Salvador: Autor (Tipografia São Judas Tadeu), 1995.
  • PORTO, Walter Costa. O VOTO NO BRASIL: DA COLÔNIA À QUINTA REPÚBLICA (HISTÓRIA ELEITORAL DO BRASIL). Brasília: Senado Federal, 1989.
  • DEPARTAMENTO DE PESQUISA DA UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ. PRESIDENTES DO BRASIL (DE DEODORO A FHC). São Paulo: Cultura, 2002.
  • Eleições presidenciais no Brasil desde 1945 (Banco de dados políticos das Américas, Universidade de Georgetown)
  • Biblioteca virtual de Ribeirão Preto