Anexo:Lista de governantes da Provença

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A região da Provença tem uma história distinta de qualquer grande nação da Europa. Sua existência independente tem suas origens no ambiente fronteiriço do ducado na Gália merovíngia. Nesta posição, influenciada e afeteda por culturas diferentes de ambos os lados, os provençais mantiveram uma unidade que foi reforçada quando se criou um reino à parte durante o declínio carolíngio no fim do século IX. A Provença enfim foi unida ao outro reino borgonhês, mas continuou governada por seus condes poderosos e amplamente independentes.

No século XI, A Provença passou a ser disputada entre a linhagem tradicional e os condes de Toulouse, que reivindicavam o título de "Marquês da Provença". Na Alta Idade Média, o título de Conde da Provença pertencia a famílias locais de origem franca, à Casa de Barcelona, à Casa d'Anjou e a um ramo cadete da Casa de Valois. Após 1032, o condado passou a ser parte do Sacro Império Romano-Germânico. Foi herdada pelo rei Luís XI da França, em 1481, e incorporado definitivamente ao domínio da Coroa Francesa por seu filho Carlos VIII, em 1484.

Duques e patrícios merovíngios[editar | editar código-fonte]

Durante a era da dinastia merovíngia na Gália, a Provença era uma província governada por duces (duques), líderes militares e comandantes distritais que serviam como defensores das fronteiras do reino, ao contrário dos comites (condes), que governavam as cidades e suas adjacências. A Provença era parte da divisão do reino franco conhecida como Borgonha, que era tratada como seu próprio reino. Seu título por vezes é descrito como rector Provinciae.

Eis uma lista incompleta de duques da Provença conhecidos eleitos pelos merovíngios:

  • Gondolfo;
  • Libério (até 534), ostrogodo;
  • Bodegisel;
  • Adovário (561-569);
  • Lupo (569-570);
  • Jovino (570-573);
  • Albino (573-575);
  • Dinâmio (a partir de 575);
  • Leudegisel, da Provença borgonhesa;
  • Nicécio (a partir de 587);
  • Babo;
  • Egila;
  • Bado (634-641);
  • Vilibaldo (641-643), da Provença borgonhesa;
  • Heitor;
  • Antenor;
  • Metrano;
  • Maurôncio (c.720-739)
  • Abo.

Duques e marques carolíngios[editar | editar código-fonte]

A Provença foi governada por uma série de duques pouco conhecidos durante a unidade carolíngia até o Tratado de Verdun, em 843:

  • Leibulfo (até cerca de 829);
  • Guerino (c.829-845);
  • Fulcrade (845-c.860).

Reis carolíngios[editar | editar código-fonte]

Após a divisão do Império Carolíngio pelo Tratado de Verdun, em 843, o primeiro dos governantes irmãos dos três reinos a falecer foi Lotário I, que dividiu seu reino médio segundo o costume dos francos entre seus três filhos. Dessa divisão nasceu o Reino da Provença, dado ao filho mais novo de Lotário, Carlos. Assim foi inaugurada uma linhagem real provençal que, embora estivesse frequentemente incluída em alguma de seus países adjacentes maiores, estava tão frequentemente proclamando seus soberanos.

O reino da Provença também era conhecido como Baixa Borgonha (ou Borgonha Cisjurana). Sua capital foi primeiramente Vienne e depois Arles.

Provença dividida entre irmãos sobreviventes: Lotário II e o imperador Luís II. O grosso vai para Luís.
Assim como o Reino de Itália, A Provença de Luís vai para seu tio ao falecer
Com a morte de Luís, o sucessor de Carlos, a Provença se recusou a eleger seus dois filhos, elegendo seu próprio rei. Bosão casou-se com Ermengarda, filha do imperador Luís II, para reforçar seu direito e o de seu filho.
O reino de Luís não passou para seus herdeiros, mas para seu cunhado, Hugo, que atuava como seu regente desde 905. Hugo nunca usou título real em Provença.
Em 933, a Provença deixa de ser um reino independente, uma vez que Hugo a trocou com Rodolfo II da Alta Borgonha pela Coroa de Ferro da Lombardia, isto é, o governo da Itália.

Condes no Sacro Império[editar | editar código-fonte]

Foi após a morte de Luís, o Cego, que a Provença passou a ser governada por condes locais postos sob a autoridade de um marquês. Primeiro, Hugo de Arles serviu como duque e regente durante a longa cegueira de Luís. Depois, Hugo passou a marca de Vienne e o ducado da Provença para Rodolfo II da Alta Borgonha num tratado, em 933. Rodolfo jamais foi reconhecido pelos nobres provençais e, ao invés disso, elegeu Hugo, duque da Borgonha, como seu marquês.

Na mesma época, os primeiros condes da região foram os condes de Arles e os de Avinhão. De Robaldo I de Arles, descendiam os familiares que usariam o título de comes Provinciae ou conde da Provença. Guilherme I e Robaldo II não dividiram os domínios de seus pais e esta indivisibilidade foi mantida por seus respectivos descendentes. Assim é impossível acertar quem sucedeu quem no condado já que vários governos se sobrepuseram. O título de marquês também continuou nesta família até passar para Bertrando de Toulouse, em 1062.

Primeira dinastia[editar | editar código-fonte]

Gerberga morreu em 1112, passando o condado para sua filha Dulce, cujo esposo, Raimundo Berengário III de Barcelona, se tornou Raimundo Berengário I da Provença.

Casa de Barcelona[editar | editar código-fonte]

Com a falta de sucesso na Reconquista de sua fronteira sul, os catalães se voltaram para o litoral e o norte mediterrâneo. Eles ambicionavam a região entre as Cevenas e o Ródano, então sob o domínio de Toulouse. Em 1112, o conde de Barcelona, Raimundo Berengário III, casou com a herdeira de Provença, Dulce, que era filha da condessa Gerberga da Provença. O casamento provavelmente aconteceu estimulado pela igreja, que estava então em conflito com a Casa de Toulouse. Em 1076, o conde Raimundo IV de Toulouse foi excomungado.