Lista de imperatrizes do Brasil

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Este artigo não cita fontes confiáveis e independentes (desde abril de 2014). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)

Durante a breve experiência monárquica brasileira, ascenderam ao trono apenas três imperatrizes. D. Leopoldina de Áustria, a primeira imperatriz, foi a única a participar ativamente da política do novo país, seja tornando-se regente devido às freqüentes ausências de seu marido, D. Pedro I, seja pela sua atuação como correspondente dos Habsburgo, mantendo seu pai, Francisco I da Áustria, informado dos ocorridos no Brasil e procurando garantir alguns interesses da Santa Aliança. Ela foi quem idealizou a bandeira nacional[carece de fontes?], com o verde dos Bragança e o amarelo dos Habsburgo[carece de fontes?]. Devido a sua morte prematura, e à partida de D. Pedro I junto a D. Amélia de Leuchtenberg, não houve quem por direito de fato pudesse reger o Império até a maioridade de seu filho caçula, D. Pedro II. Assim sendo, institucionalizou-se o chamado Período Regencial, no qual há uma ocupação do cargo de regente do Império por sucessivas personalidades políticas da época, eleitas pela Câmara.

A sucessora de D. Leopoldina, D. Amélia de Leuchtenberg, permaneceu pouco tempo no cargo. Acompanhou D. Pedro I em seu retorno a Portugal, após a abdicação de ambos ao trono brasileiro, para lutar pelo direito regencial da filha desse, D. Maria II de Portugal.

Já a terceira imperatriz, D. Teresa de Duas Sicílias, apresentou uma atuação muito mais discreta nos rumos da política nacional, estando sempre ao lado de seu marido, D. Pedro II, e falecendo pouco após o exílio. Sua filha, D. Isabel, nunca chegou a ascender ao trono brasileiro, haja vista a proclamação da República Brasileira em 1889, apesar de ter atuado como regente do Império por três vezes, a mais notável quando da abolição da escravatura.

Imperatrizes do Brasil[editar | editar código-fonte]

Nome Retrato Nascimento Casamento Morte
Maria Leopoldina da Áustria
12 de outubro de 1822 –
11 de dezembro de 1826
29- Imperatriz rainha D. Leopoldina.jpg 22 de janeiro de 1797
filha de Francisco I da Áustria e Maria Teresa da Sicília
Pedro I
6 de novembro de 1817
4 filhos
11 de dezembro de 1826
29 anos
Amélia de Leuchtenberg
2 de agosto de 1829
– 7 de abril de 1831
Anônimo - D. Amélia, duquesa de Bragança.JPG 31 de julho de 1812
filha de Eugênio de Beauharnais e Augusta da Baviera
Pedro I
2 de agosto de 1829
1 filha
26 de janeiro de 1873
60 anos
Teresa Cristina das Duas Sicílias
30 de maio de 1843 –
15 de novembro de 1889
Empress teresa cristina circa 1876.jpg 14 de março de 1822
filha de Francisco I das Duas Sicílias e Maria Isabel da Espanha
Pedro II
30 de maio de 1843
4 filhos
28 de dezembro de 1889
67 anos

Imperatriz titular do Brasil[editar | editar código-fonte]

Pelo Tratado do Rio de Janeiro, firmado entre Portugal e Brasil em 1825, que colocou termos à guerra da independência do Brasil, reconhecia-se a autonomia do antigo reino, mas reservava-se o título de imperador titular do Brasil a D. João VI. Por conseguinte, seu cônjuge, D. Carlota Joaquina de Bourbon, tornou-se a imperatriz titular do Brasil. Com a morte do marido, sete meses depois, D. Carlota perde o título tanto do trono português quanto do brasileiro, tornando-se rainha mãe ou imperatriz mãe.

Observação[editar | editar código-fonte]

Se tivesse assumido o trono, a filha primogênita de D. Pedro II, D. Isabel do Brasil, então princesa imperial do Brasil à época da proclamação da República, ter-se-ia tornado imperadora do Brasil, e não imperatriz, pois este título se refere à consorte do imperador e aquele à chefa de Estado do Império.

Ver também[editar | editar código-fonte]