Lista de monarcas do Brasil

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Os reis do Brasil foram os governantes do Brasil a partir do momento da chegada dos Portuguêses no ano de 1500 até 1889. Existem três nomes principais na história dinástica do Brasil: Brasil Colônia, como parte do Reino de Portugal (1500-1815), o Reino do Brasil (1815-1822) unido com Portugal, e a independência do Império do Brasil (1822-1889).

Os portugueses chegaram oficialmente ao Brasil no ano de 1500 e com base no Tratado de Tordesilhas, que se tornou uma colónia de Portugal. Os reis de Portugal, em seguida, foram os monarcas do Brasil até a invasão do exército de Napoleão Bonaparte que obrigou a família real fugir para o Brasil em 1807. Em 16 de Dezembro de 1815 o príncipe regente João, futuro rei D. João VI elevou o Brasil como um estado de um reino, tornando assim a sua mãe, D. Maria I, a rainha reinante, a primeira monarca do Brasil. Tendo proclamado a independência de Portugal em 1822, D. Pedro I, filho de D. João VI, foi coroado imperador do Brasil no dia 1 de Dezembro de 1822.

Brasil Colônia[editar | editar código-fonte]

1.ª Dinastia – Casa de Avis[editar | editar código-fonte]

# Nome Início do reinado Fim do reinado Cognome(s) Notas
1 D. Manuel I ManuelI-P.jpg 22 de Abril de 1500 13 de Dezembro de 1521 O Venturoso
2 D. JoãoIII JoaoIII-P.jpg 13 de Dezembro de 1521 11 de Junho de 1557 O Piedoso
3 D. Sebastião I RetratoD.Sebastiao.jpeg 11 de Junho de 1557 4 de Agosto de 1578 O Príncipe Desejado
4 D. Henrique I 17- Rei D. Henrique - O Casto.jpg 4 de Agosto de 1578 31 de Janeiro de 1580 O Casto
O Cardeal-Rei
- Conselho de
Governadores
do Reino de
Portugal
31 de Janeiro de 1580 17 de Julho de 1580 [1] D. António, Prior do Crato foi aclamado rei de Portugal a 9 de Junho de 1580, em Santarém, pelos seus partidários, opondo-se durante todo o resto da sua vida ao domínio filipino, todavia sem êxito.[2]

2.ª Dinastia – Casa de Habsburgo / Dinastia Filipina / Casa de Áustria[editar | editar código-fonte]

# Nome Início do reinado Fim do reinado Cognome(s) Notas
5 Filipe I Philip II.jpg 17 de abril de 1581[3] 13 de Setembro de 1598 O Prudente também Filipe II em Espanha (1556-1598)
6 Filipe II Felipe3-Spain.jpg 13 de Setembro de 1598 31 de Março de 1621 O Pio
Filipe III em Espanha (1598-1621)
7 Filipe III Philip IV of Spain.jpg 31 de Março de 1621 1 de Dezembro de 1640 O Grande
O Opressor
Filipe IV em Espanha (1621-1665)

3.ª Dinastia – Dinastia de Bragança / Dinastia Brigantina[editar | editar código-fonte]

# Nome Início do reinado Fim do reinado Cognome(s) Notas
8 D. João IV JoaoIVPortugal.jpg 15 de Dezembro de 1640 6 de Dezembro de 1656 O Restaurador
9 D. Afonso VI Alfons VI..jpg 6 de Dezembro de 1656 12 de Setembro de 1683 O Vitorioso Regências de Luísa de Gusmão (6 de Dezembro de 165626 de Junho de 1662) e do Infante D. Pedro (23 de Novembro de 166712 de Setembro de 1683)
10 D. Pedro II Peter II of Portugal.jpg 12 de Setembro de 1683 9 de Dezembro de 1706 O Pacífico
11 D. João V John V of Portugal Pompeo Batoni.jpg 1 de Janeiro de 1707 31 de Julho de 1750 O Rei-Sol português, O Magnífico
12 D. José I D. José I de Portugal.jpg 31 de Julho de 1750 24 de Fevereiro de 1777
13 D. Maria I Jcarvalho-dmariaI-mhn.jpg 24 de Fevereiro de 1777 16 de Dezembro de 1815 A Piedosa (em Portugal)
A Louca (no Brasil)
Regência do Príncipe D. João (despacho governativo: 17921799; regente: 15 de Julho de 179920 de Março de 1816)
- D. Pedro III Anônimo - Retrato do rei Dom Pedro III de Portugal - século XVIII.jpg 24 de Fevereiro de 1777 5 de Março de 1786 O Capacidónio
O Edificador
Rei-consorte de D. Maria I

Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves[editar | editar código-fonte]

3.ª Dinastia – Dinastia de Bragança / Dinastia Brigantina[editar | editar código-fonte]

# Nome Início do reinado Fim do reinado Cognome(s) Notas
D. Maria I Jcarvalho-dmariaI-mhn.jpg 16 de Dezembro de 1815 20 de Março de 1816 A Louca (no Brasil)
14 D. João VI DomJoãoVI-pintordesconhecido.jpg 20 de Março de 1816 7 de Setembro de 1822 O Clemente Príncipe-Regente de Portugal, Brasil e Algarves (1808-1816; Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1816-1825); Rei de Portugal e dos Algarves e Imperador Titular do Brasil (1825-1826)

Império do Brasil[editar | editar código-fonte]

3.ª Dinastia – Dinastia de Bragança / Dinastia Brigantina[editar | editar código-fonte]

# Nome Início do reinado Fim do reinado Cognome(s) Notas
- D. João I de jure Joao VI Portugal.jpg 29 de agosto de 1825 10 de março de 1826 O Clemente de jure
15 D. Pedro I DpedroI-brasil-full.jpg 12 de Outubro de 1822 7 de Abril de 1831 O Rei-Soldado
O Rei-Imperador
O Libertador
Também Rei de Portugal (26 de Abril de 1826 - 2 de Maio de 1826); regente de Portugal (18311834)
16 D. Pedro II Pedro II of Brazil - Brady-Handy.jpg 7 de Abril de 1831 15 de Novembro de 1889 O Magnânimo

Pretendentes ao trono do Brasil (1889-presente)[editar | editar código-fonte]

Notas e Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Nesse dia 17 de Julho de 1580, em Castro Marim, três dos cinco governadores assinam o reconhecimento de Filipe II como rei de Portugal. Fonte: História de Portugal, sob a direcção de José Mattoso, Editorial Estampa, Terceiro Volume, páginas 561 e 562, ISBN 972-33-1084-8
  2. segundo alguns historiadores portugueses, como Joaquim Veríssimo Serrão, D. António terá sido mesmo rei de Portugal, ao menos desde 19 de Junho de 1580, data da sua formal aclamação ao trono pelos seus partidários, em Santarém, até à derrota na batalha de Alcântara, a 25 de Agosto seguinte. Quem nunca o deixou de reconhecer como seu rei, até 1583, foram as populações da Terceira e das demais ilhas de Baixo açorianas, que prosseguiram a guerra e resistiram ao invasor. A maioria dos historiadores não o considera, todavia, um rei português, devido à existência na época de três centros de poder: o de D. António, em Lisboa, o de Filipe II, em Badajoz, e o dos governadores, em Setúbal, assim como pelo facto de quase todos os bispos, grandes e senhores se haverem então passado para Filipe II. Diversamente, o povo aclamou-o em não poucas cidades e vilas do reino, no entanto a resistência popular depressa se esvaeceria. Fontes: História de Portugal, sob a direcção de José Mattoso, Editorial Estampa, Terceiro Volume, páginas 561 a 563, ISBN 972-33-1084-8; Dicionário de História de Portugal, coordenado por Joel Serrão, Iniciativas Editoriais, Volume I, páginas 157 a 159.
  3. Filipe II começou logo a exercer o seu poder ainda em 1580, embora apenas parcialmente, pois ainda não dominava todo o território; só em 1581, com as Cortes de Tomar, se tornou Rei de Portugal de jure, e apenas em 1583 conseguiu abafar todos os pontos que ainda eram afectos ao Prior do Crato.

Titulatura régia[editar | editar código-fonte]

Ao longo da história, o título oficial dos Monarcas do Brasil foi sendo alterado do período colonial até o império.Os monarcas do Brasil tiveram os seguintes títulos:

Brasil Colônia[editar | editar código-fonte]

Período Título Usado por Motivo
15001580 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. D. Manuel I, D. João III, D. Sebastião, D. Henrique, D. António Quando os portugueses pisaram em território brasileiro pela primeira vez esta era a Titulatura régia utilizada pelo então rei de Portugal.
15801640 Pela Graça de Deus, Rei de Castela, de Leão, de Aragão, das Duas Sicílias, de Jerusalém, de Portugal, de Navarra, de Granada, de Toledo, de Valência, da Galiza, de Maiorca, de Sevilha, da Sardenha, de Córdova, da Córsega, de Múrcia, de Jáen, dos Algarves, de Algeciras, de Gibraltar, das Ilhas de Canária, das Índias Orientais e Ocidentais, Ilhas e Terra Firme do Mar-Oceano, Conde de Barcelona, Senhor da Biscaia e de Molina, Duque de Atenas e de Neopátria, Conde de Rossilhão e da Cerdanha, Marquês de Oristano e de Gociano, Arquiduque de Áustria, Duque da Borgonha, do Brabante e de Milão, Conde de Habsburgo, da Flandres e do Tirol, etc. D. Filipe I, D. Filipe II, D. Filipe III Com o domínio filipino, juntam-se os demais títulos dos Áustrias à titulatura portuguesa.
16401815 Pela Graça de Deus, Rei (ou Rainha) de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor(a) da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. D. João IV, D. Afonso VI, D. Pedro II, D. João V, D. José I, D. Maria I (com D. Pedro III) Com a Restauração da Independência (1640), regressa-se ao velho estilo adoptado por D. Manuel I.

Ver também[editar | editar código-fonte]