Anexo:Lista de povos germânicos

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Império Romano com alguns nomes étnicos e em torno da Germânia
As tribos germânicas no século III. Em laranja o Império Romano, em verde os francos

Esta Lista de povos germânicos inclui os nomes de populações que falam [falavam] línguas germânicas ou, os assim considerados, segundo as fontes históricas, dialetos germânicos (hoje extintos) no período que abarca o I milênio a.C. até o início do II milênio. Eles não representam necessariamente os contemporâneos alemães, mas resguardam em suas distintas origens, línguas e costumes, uma ancestralidade comum. Alguns desdes povos cumprem rigorosamente o conceito de tribo, outros ajustavam-se nas chamadas confederação como também nos federados ou era apenas o resultado da união natural ou militar de pequenas tribos. Alguns desdes, inclusive, poderá ser identificado como falando em um dialeto diferente do germânico, mas foram classificados pelas fontes [históricas] como pertencentes aos traços e cultura germânicos. Alguns eram, sem dúvida, de uma cultura mista, a qual podem ter assimilado de outra(s) cultura(s) germânica(s).

No século I, foram registradas por Júlio César, Tácito e por outros escritores a um só tempo uma classificação e uma divisão dos povos germanos, segundo seu idioma, em diferentes grupos tribais, em suas correspondentes regiões:

A[editar | editar código-fonte]

Nome Fontes Variações Localização Nome Atual
Adogit[1] Jordanes, Getica, III.19-21 Duas possibilidades:
  1. *Hálogi
  2. *ādogii<*andogii
Norte da Noruega, ambas as possibilidades:
  1. Hålogaland, povoada pelos Kven, um povo fínico, em meados primeiro milênio
  2. Povos germânicos de Vesteråland
Dois possíveis reflexos modernos:
  1. Háleygir, uma povoação de Hålogaland
  2. Andō, uma ilha próxima de Vesteråland
Elvéones[2] Ptolomeu, Geografia, 2.11.9 Helveconae, Helvaeonae, Helvecones, Ailouaiones Idioma desconhecido, possivelmente Prussiano arcaico ou mesmo germânico. Duas localizações possíveis:
  1. Silésia, anteriormente alemão, polonês agora como, como dito por Tácito Lúgios
  2. Prússia, anteriormente alemão, polonês agora, proximidades de Elbing
Possivelmente Elblag, Polônia

Eragnarícios, Ahelmil, Alamanos, Alanos, Amalausos, Ambrones (possivelmente Celtas), Ampsivaros, Anglos, Anglo-saxões, Angrivários, Asdingos, Atrébates, Atuátucos, Augandzos, Avarpos, Aviones

B[editar | editar código-fonte]

C[editar | editar código-fonte]

D[editar | editar código-fonte]

E[editar | editar código-fonte]

F[editar | editar código-fonte]

G[editar | editar código-fonte]

H[editar | editar código-fonte]

I[editar | editar código-fonte]

J[editar | editar código-fonte]

L[editar | editar código-fonte]

M[editar | editar código-fonte]

N[editar | editar código-fonte]

O[editar | editar código-fonte]

P[editar | editar código-fonte]

Q[editar | editar código-fonte]

R[editar | editar código-fonte]

S[editar | editar código-fonte]

T[editar | editar código-fonte]

U[editar | editar código-fonte]

V[editar | editar código-fonte]

Z[editar | editar código-fonte]

Fundadores míticos[editar | editar código-fonte]

Diversos autores, relativamente aos nomes étnicos de povos germânicos especulam sobre sua origem e assim foi desde os primeiros escritores, que se dedicaram ao assunto, já desde o Renascimento. Uma abordagem cultural atravessando todo o milênio, mais do que um de especulação histórica, tratou de atribuir uma ancestralidade homônima ou tentou reconstruir todo este perfil histórico filológico a partir, por exemplo, dos nomes das pessoas. Veja, por exemplo, Hellen foi o fundador dos helenos, e por aí vai.

Apesar de alguns iluministas historiadores continuarem a repetir essas histórias antigas, como se uma verdade fosse, hoje elas são reconhecidos como manifestamente mitológica. Havia, por exemplo, um Frank, Francus ou Frâncio, ancestral dos francos; Meroveu ou Merovech , ancestral dos Merovíngios. A convergência de dados da história, linguística e arqueologia chegaram a esta conclusão inevitável. A lista dos fundadores míticos destes povos germânicos segue, deste modo:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Portal A Wikipédia possui o portal:
  • Ancient Germanic culture

Livros ou textos sagrados[editar | editar código-fonte]

Códigos civis e de Leis germânicas[editar | editar código-fonte]

Sabido é que o Sistema romano-germânico, como o sistema jurídico mais disseminado no mundo, teve a sua base no direito romano, mas igualmente teve a sua origem, no remontar dos tempos, nos primeiros prenúncios da concessão de diretisos civis, promulgados ou não, concedidos pelos reis "bárbaros".Exemplo disso, já um pouco mais tarde, foi a impetração do Direito visigótico, do Breviário de Alarico, do Código de Eurico e do Código Visigótico, em suas 324 leis, promulgados pelos reis Leovigildo, Recaredo, Chindasvinto, Recesvinto e, posteriormente, arrematado por Afonso X, o Sábio.

Exemplo disso é o "Edictum Theoderici", o qual composto de um prefácio, 155 capítulos e uma conclusão, e que conclui sobre a demanda e resolução de questões entre reis germânicos e o Império Romano, teve as suas disposições legais inspiradas principalmente no Direito Romano, extraídas do Código de Gregório, do Código de Hermogênio e do Código de Teodósio. A sua autoria é disputada por Teodorico, o Grande, [4] , pelo rei Visigodo, Teodorico II e, finalmente por Odoacro.[5] [6]

Assim o código conhecido como o Direito Germânico, ou Leges Barbarorum, diferentemente da Common law, ao ser concebido como um conjunto ou todo, demonstra ser, por motivos diversos, o resultado das concesseções feitas pelos soberanos germânicos ao longo dos tempos.

Legislação Circunscrito aos Data da legislação
"Leges Visiogothorum" Visigodos Séculos V a VII
"Lex Romana Burgundionum", "Lex Burgundionum" Burgúndios 483-532
"Edictum Theoderici" Ostrogodos 520
"Leges Langobardorium" Lombardos 643-866, remodelação do antigo "Édito de Rotário" de 643
"Pactus Legis Salicae", "Lex Salica" Francos sálios Entre os séculos VI e IX, remodelação das antigas leis de Clóvis, de 500
"Lex Ribuaria" Francos ripuários Em 623-639, por Dagoberto I
"Pactus Legis Alamannorum", "Lex Alamannorum" Alamanos No Século VII
"Lex Biauvariorum", "Lex Baiwariorum" Bávaros 740-748
"Lex Francorum Chamavorum" Chamavos No Século IX, por Carlos Magno
"Lex Saxonum" Saxões Em 803, por Carlos Magno
"Lex Thuringorum" Turíngios No Século IX, por Carlos Magno
"Lex Frisionum" Frisões Em 785, por Carlos Magno

Notas

  1. Tácito classifica aos Ingévones que viviam próximos ao oceano como uma das três tribos descendentes dos três filhos de Manos, filho de Tuisto, progenitor de todos os povos germânicos. Os outros dois seriam os Hermiones e os Istvéones. De acordo com Rafael von Uslar, esta triple subdivisão das tribos germânicas ocidentais se corresponde com evidência arqueológicas da Antiguidade Tardia.

Referências

  1. Nansen, Fridtjof; Chater, Arthur G.. In northern mists; Arctic exploration in early times. New York: Frederick A. Stokes Co, 1911. p. 132.
  2. Tático; Anthony Richard Birley. Agricola and Germany. Oxford [u.a.]: Oxford University Press, 1999. p. 130.
  3. Varnos, segundo Procópio de Cesareia, Varinos, segundo Tácito, Varinas, segundo Plínio, o Velho e também Vernes, Verne e Varnos (a Lei dos Turíngios)
  4. cuja origem italiana do código parece oferecer suporte no instado pelo capítulo 111, onde disposições específicas sobre Roma estão presentes.
  5. Escudero, José Antonio, Curso de Historia del Derecho, Fuentes e Instituciones Político-administrativas, ed. Solana e Hijos, Madrid, 2003, ISBN 84-398-4903-6.
  6. Moorhead, John, Teodorico na Itália, Oxford: Clarendon, 1992, pp 75-77, ISBN 0-19-814781-3.(em espanhol)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Fontes primárias[editar | editar código-fonte]

Fontes secundárias[editar | editar código-fonte]

Fontes terciárias[editar | editar código-fonte]

  • Mansson: '"A história migratória dos povos".
  • Saxon & Lindström publisher's: "A história dos povos através dos tempos".
  • Nerman: "Surgimento e formação do reino sueco"
  • Norstedt editora: "Atlas världshiostorien". (em sueco)
  • Bolin-Carlsson: "Atlas Histórico".(em sueco)
  • Bayerischer schulbuch verlag: "Grosser Historischer welt atlas".(em sueco)
  • Ploetz: "A história do mundo ao longo dos tempos".

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Alguns mapas tribais de Germania pode ser encontrada em: