Lista de provérbios

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Índice: 0-9 A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

Provérbios passam de geração em geração, de cultura em cultura, de boca em boca. Faz parte da sabedoria de cada um saber algum ditado.

A[editar | editar código-fonte]

A Ambição é filha do orgulho.

A Amizade não tem preço.

A apressada pergunta, vagarosa resposta.

A azeitona e a fortuna, às vezes muita, às vezes nenhuma.

A beleza é como uma flor, que nasce e depressa morre.

A beleza é interior e não exterior.

A beleza é potente, mas a riqueza é omnipotente.

A beleza está nos olhos de quem a vê.

Abre o poço antes que tenhas sede.

Abre um olho para vender e dois para comprar.

Abril, águas mil coadas por um funil.

Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.

A brincar se dizem muitas verdades.

A burro velho, capim novo.

A cabra da minha vizinha dá mais leite que a minha.

A cada um aquilo que é seu.

A cão mau, corda curta.

A cão velho a raposa cospe-lhe na cara.

A carapuça é para quem a enfia.

À casa de teu irmão, não vás sem ter razão.

À casa do teu amigo não vás sem ser convidado.

A cavalo dado não se olha o dente.

Aceita o bem, conforme vem.

Achar e guardar é furtar.

A comprar, só o que se pode pagar.

A confraria é rica, os padres é que são pobres.

À conta dos ciganos, todos furtamos.

A corda quebra sempre pelo lado mais fraco.

Acreditar em tudo é tolice; não acreditar em coisa alguma, tolice é.

A culpa morreu solteira.

A desconfiança é mãe da segurança.

À desgraça ninguém foge.

A destreza pode muito, mas mais a perseverança.

Adiante, que atrás vem gente.

Adivinhar é bom, mas saber ainda é melhor.

A doença e a dor conhecem-se na cor.

Adquire fama e deita-te na cama.

Aduba as terras e verás como medras.

A espada vence e a palavra convence.

A esperança é a última a morrer.

A excepção faz a regra.

A falar é que a gente se entende.

A falar no diabo e ele a aparecer.

A fé é que nos salva.

A ferro quente, malhar de repente.

A fidelidade compra-se com a fidelidade.

Afoga-se mais gente em vinho do que em água.

A fome é boa cozinheira.

A fome é inimiga da virtude.

A fome é má conselheira.

A fome e o frio metem a pessoa com seu inimigo.

A fome é o melhor tempero.

A fome, grande mestra, até os animais adestra.

A fome não espera pela fartura.

A fortuna é de vidro: resplandece mas é frágil.

A fruta proibida é a mais apetecida.

A galinha da minha vizinha é mais gorda do que a minha.

Agora é que a porca torce o rabo.

A gratidão é a memória do coração.

Água corrente não mata a gente.

Água dá, água leva.

Água e conselhos só se dão a quem os pede.

Água fria lava e cria.

Água mole em pedra dura, tanto bate até que a fura.

Água quente, saúde para o ventre.

Águas passadas não movem moinhos.

A guerra e a ceia, começando se ateia.

A homem aventureiro, a filha lhe nasce primeiro.

Á hora de comer, sempre o Diabo traz mais um.

A ignorância do bem é a causa do mal.

A ignorância é má conselheira.

A ignorância e o vento são do maior atrevimento.

Ainda a procissão vai no adro e o andor já vai desenquilibrado.

Ainda está para nascer quem de mulheres e ovelhas há-de entender.

Ainda que o galo não cante, a manhã rompe sempre.

A isca é que engana, e não o pescador que tem a cana.

Aí vem o meu irmão Março, que fará o que eu não faço.

A ladrão de casa não se fecham as portas.

A laranja de manhã é ouro, ao meio-dia é prata, à noite mata.

Albarda-se o burro à vontade do dono.

Aldeã é a galinha e vai à mesa da rainha.

Além ou aquém, sempre vejas com quem.

Alfaiate mal vestido, sapateiro mal calçado.

A língua das mulheres é a sua espada.

A língua não mente o que o coração sente.

Ama ao bom para que te ame, e ao mau para que não te difame.

A má companhia torna o bom, mau, e o mau, pior.

Amanhã também é dia.

Amarelo, salgado, cru e mau, chama o povo ao bacalhau.

A marido, serve-o como amigo e guarda-te dele como inimigo.

A mau agricultor, cada enxada dá dor.

A meninos e a santos de altar não prometas para faltar.

A mentira corre mais que a verdade.

A mentira é como uma bola de neve; quanto mais rola, mais engrossa.

A mentira só dura enquanto a verdade não chega.

A mentira tem pernas curtas.

Amigo de bom tempo muda-se com o vento.

Amigo de muitos, confidente de poucos.

Amigo de todos, amigo de nenhum, tudo é um.

Amigo do meu amigo, meu amigo é.

Amigo fiel prudente vale mais do que parente.

Amigo na necessidade é amigo de verdade.

Amigo não empata amigo.

Amigo que não presta e faca que não corta, que se percam, pouco importa.

Amigo reconciliado, inimigo dobrado.

Amigos, amigos, negócios, à parte.

Amigos que desaparecem, esquecem.

Amizade de um dia, recirdação de um minuto.

Amizade reconciliada é ferida mal sarada.

Amizade renovada é como sopa requentada.

Amor antigo não enferruja.

Amor, a quanto obrigas!

Amor ausente, amor para sempre.

Amor com amor se paga.

Amor de mulher e amor de cão, nada valem se nada lhes dão.

Amor de praia fica enterrado na areia.

Amor de velho, ciúmes de novo.

Amor do coração, que só de boca não.

Amor e fé, nas obras de vê.

Amor e morte, nada é mais forte.

Amor forasteiro, amor passageiro.

Amor que pica sempre fica.

Amor sem dinheiro não é bom companheiro.

Amor sem vintém não governa ninguém.

A morte não escolhe idades.

A morte não poupa nem o fraco nem o forte.

Amor verdadeiro não envelhece.

A mulher e a sardinha querem-se da mais maneirinha.

A mulher e o dinheiro, dos outros é sempre melhor.

A mulher e o peixe no mar são difíceis de agarrar.

A mulher e o rapaz são poucos amigos de paz.

A mulher e o vinho fazem errar o caminho.

A mulher e o vinho tiram o homem do seu juízo.

A mulher que ri quando pode e chora quando quer.

A natureza dá a vida, mas a vida ensina a viver.

A natureza ensina a falar e a razão a calar.

A navio em mau estado, todo o vento é contrário.

Anda de teu amo ao sabor, se queres ser bom servidor.

Anda direito, se queres respeito.

Anda em capa de letrado muito asno disfarçado.

Anda meio mundo a enganar outro meio.

Anda-se toda a vida a aprender e morre-se sem saber.

A necessidade aguça o engenho.

A necessidade é inimiga da virtude.

A nenhum coxo esquecem as muletas.

Ano de nevão, ano de muito pão.

A noite é boa conselheira.

A noite é mãe dos pensamentos; e a manhã dos trabalhos.

À noite todos os gatos são pardos.

Ano seco, ano bom.

Antes a criança chore que a mãe suspire.

Antes a pobreza honrada que a riqueza roubada.

Antes burro que me leve que cavalo que me derrube.

Antes burro vivo que sábio morto.

Antes casada arrependida que freira aborrecida.

Antes dar ao gato do que leve o rato.

Antes de falares uma vez, pensa duas vezes.

Antes desejado que aborrecido.

Antes dinheiro de cobre do que luxo de pobre.

Antes escorregar do pé que da língua.

Antes filho de pobre que escravo de rico.

Antes marido feio e laborioso que bonito e preguiçoso.

Antes morrer da doença que da cura.

Antes pobre honrado que rico injuriado.

Antes pobre mas honrado do que rico mas ladrão.

Antes quebrar que torcer.

Antes que cases, olha o que fazes.

Antes trabalhar que chorar.

Ao amigo e ao cavalo, não apertá-lo.

Ao amigo molestar, nem a rir nem a brincar.

Ao amigo não encubras o teu segredo, que darás causa a perdê-lo.

Ao ano andar, aos dois falar.

A obediência por medo, pouco dura.

Ao bem busca-o e ao mal espera-o.

Ao boi que remói, nada lhe dói.

A ocasião faz o ladrão.

A ociosidade é a mãe de todos os vícios.

Ao Diabo e à mulher nunca falta que fazer.

Ao fim de um ano tem o criado as manhas do amo.

Ao homem ousado a fortuna dá a mão.

Ao ignorante sempre aborrece o sabedor.

Ao luar de Janeiro se conta do dinheiro.

Ao menino e ao borracho põe Deus a mão por baixo.

Ao mesmo tempo soprar e sorver, não pode ser.

Aonde falta o poder, ninguém pode responder.

Ao pecado velho, penitência nova.

Ao pé dos tomateiros não há maus cozinheiros.

Ao pobre até os cães ladram.

Ao que muitos burros toca, sempre algum lhe fica atrás.

Ao que tem fome dá o teu pão, mas ao triste dá-lhe o coração.

Ao rico mil amigos se deparam; ao pobre seus irmãos o desamparam.

Ao ruim, não há mal que lhe chegue.

Ao servo mau convém punição, ao bom galardão.

Aos mortos e aos ausentes, não os insultes nem atormentes.

Aos peixes não se ensina a nadar.

A ovelha é sempre ovelha, mesmo que vestida com pele de leão.

Ao vilão, dão-lhe o pé e toma a mão.

A paixão torna o homem cego, surdo e burro!

A palavra não é uma seta, mas fere.

A palavras loucas, orelhas moucas.

Apanha com o cajado, quem se mete onde não é chamado.

Apanha-se mais depressa um mentiroso que um coxo.

Aparelha-se o cavalo à vontade do dono.

A passo e passo, anda-se por dia um bom pedaço.

A pedra e a palavra, depois de lançada não volta atrás.

A pensar morreu um burro.

A perdiz é perdida, se quente não é comida.

A pergunta insolente, resposta valente.

A pergunta tola não dês resposta.

A perseverança sempre alcança.

A prática faz o mestre.

A precaução vale mais que a cura.

A preguiça é a chave da pobreza.

A preguiça morreu de sede à beira de um rio.

Aprender até morrer.

A primeira vez que me enganas, a culpa é tua; a segunda vez a culpa é minha.

A qualidade pesa mais que a quantidade.

Aquele que agrdaria a todos morreu antes de nascer.

Aquele que conta dez amigos, não tem um.

A quem erra perdoa uma vez e não três.

A quem não quer acreditar, são inúteis todos os sermões.

A quem nasceu para ser pobre, o ouro se torna em cobre.

A quem tarde se levanta cedo anoitece.

A quem tem fome dá o teu pão; ao triste dá-lhe o coração.

A quem tudo quer nada se lhe dá.

A quem tudo quer saber nada se lhe há-de dizer.

Aqui há gato!...

Aquilo que Deus uniu, jamais o homem poderá separar.

Aquilo que o olho não vê, o coração não crê.

Aquilo que sabe bem ou é pecado ou faz mal.

A raposa tem manha por sete homens; a mulher tem manha de sete raposas.

A razão é a prova da verdade.

A razão espanta o medo.

A rico não devas e a pobre não prometas.

A rir, a rir, muitas verdades se dizem.

À rola e ao pardal, não engana o temporal.

A roupa suja lava-se em casa.

Arranjai razões fortes, mas palavras doces.

Arranjar sarna para se coçar.

Arre cá, orelhudo, diz o asno ao burro.

A santos que não conheço, não lhe rezo nem ofereço.

As aparências iludem.

As armas, o homem as carrega e o diabo as descarrega.

As belas e as modestas habitam em aldeias diversas.

As contas adiantadas saem sempre furadas.

As crianças e os loucos dizem a verdade.

As desgraças são como as cerejas: uma chama a outra.

As desgraças têm asas nos pés, e a fortuna tem pés de chumbo.

As desventuras são a escola da sabedoria.

A semana do trabalhador tem seis dias, a do preguiçoso tem seis amanhãs.

A semente da mão pegará ou não, mas a da boca pega toda.

As grandes dores são mudas.

As lágrimas aliviam o coração.

As lágrimas não choradas são as mais dolorosas.

As lindas palavras agradam muito e custam pouco.

As mais feias se querem mais louvadas.

As moscas apanham-se com mel e não com fel.

As mulheres, onde estão, sobejam e, onde não estão, faltam.

As notícias dianteiras são sempre as mais verdadeiras.

As nuvens vão para onde as leva o vento.

A sorte ajuda às vezes, o trabalho sempre.

A sorte é para quem a tem.

As palavras boas são, se assim for o coração.

As palavras são como as cerejas: atrás de umas vêm as outras.

As palavras voam, os escritos ficam.

As paredes têm ouvidos.

As pessoas admiram o carvalho, mas quem pensa na bolota que o fez nascer?

Às romarias e às bodas vão as loucas todas.

As rosas desfolham-se, ficam os espinhos.

Às três é de vez.

A terra o criou, a terra o há-de comer.

À terra onde fores ter, faz como vires fazer.

A tua fama longe soa e mais depressa a má que a boa

A união faz a força.

A verdade contenta-se com poucas palavras.

A verdade é amarga, a mentira é doce.

A verdade é como o azeite, vem sempre à tona da água.

A verdade é manca, mas chega sempre a tempo.

A verdade é para ser dita.

A verdadeira amizade dura uma eternidade.

A verdade não tem pés e anda.

A verdade tem asas.

A vida é bela, os homens é que dão cabo dela.

A vida é como uma vela acesa ao vento.

A vida quanto mais se estica, mais curta fica.

A viola e o tambor querem-se na mão do tocador.

A vontade de comer faz a velha correr.

Azar ao jogo, sorte nos amores.

B[editar | editar código-fonte]

Barca, jogo e caminho, de estranho fazem amigo.

Barriga cheia, companhia desfeita.

Barriga grande não dá entendimento e pode dar sofrimento.

Barriga vazia não conhece alegria.

Barriga vazia não escuta sermões.

Barrigudo não dança, só sacode a pança.

Basta uma ovelha ranhosa para perder um rebanho.

Basta um frade ruim para dar que falar a um convento.

Basta um espinho para esvaziar um balão.

Batendo ferro é que se fica ferreiro.

Bate no bom e ele melhora; bate no mau e ele piora.

Bebe do bom vinho, e deixa a água ao moinho.

Bebe vinho, mas não bebas o siso.

Bebidas fortes, homens fracos.

Bela mãe e bela filha, disputas na família.

Beleza e folia andam muitas vezes em companhia.

Beleza sem bondade é casa sem porte, nave sem vento, fonte sem água.

Beleza sem bondade não vale metade.

Beleza sem virtude é rosa sem cheiro.

Bem ama quem não esquece.

Bem canta Marta depois de farta.

Bem come o vilão, se lho dão.

Bem dissimular, para bem governar.

Bem dizer e bem ouvir é arte de conversar.

Bem dizer faz rir, bem fazer faz calar.

Bem está o que bem acaba.

Bem estou com meu amigo que come seu pão comigo.

Bem fazer nunca se perde.

Bem jejua quem mal come.

Bem mal ceia quem come por mão alheia.

Bem parece o bem fazer.

Bem prega Frei Tomás, façamos o que ele diz, e não o que ele faz.

Bem prega quem bem vive.

Bem querer e bem fazer; muito importa para bem viver.

Bem querer não é ofender.

Bem sabe a burra, diante de quem zurra.

Bem sabe mandar quem bem sabe obedecer.

Bem se lambe o gato, depois de farto.

Bem torneada, não há mulher feia.

Bem-vindo o hóspede que não fica muito tempo.

Bem-vindo seja quem dá.

Bendita a ferramenta que pesa mas alimenta.

Benefício oferecido vale mais que pedido.

Bens mal adquiridos,... vão como vieram.

Besteiro mau, aos seus atira.

Boa árvore não dá ruim fruto.

Boa bigorna não teme martelo.

Boa demanda, má demanda: escrivão pela minha banda.

Boa fama granjeia quem não diz mal da vida alheia.

Boa leitura, tristeza cura.

Boa mulher nunca está ociosa.

Boa palavra custa pouco e vale muito.

Boa porta com boas maneiras abrem portas estrangeiras.

Boa romaria ou festa faz, quem em casa fica em paz.

Boas contas fazem boas amizades.

Boca de mel, coração de fel.

Boca de rico, bolsa de pobre.

Bocado comido não ganha amigo.

Bocado engolido, sabor perdido.

Boca que se beijou nunca mal se desejou.

Bocejo longo ou é fome, ou sono, ou ruindade do dono.

Boda molhada, boda abençoada.

Bolsa despejada, cara amargurada.

Bolos e abraços de raparigas não se podem desperdiçar.

Bolo torto não perde o gosto.

Bolsa aberta ganha cidades.

Bolsa cheia, coração alegre.

Bolsa de jogador não tem fecho.

Bolsa vazia afugenta amigos.

Bom comer traz mau dormir.

Bom comer, três vezes beber.

Bom conselho desprezado há-de ser muito lembrado.

Bom é o que Deus dá.

Bom é saber que pão te há-de manter.

Bom é ter amigos, nem que seja no inferno.

Bom exemplo, meio sermão.

Bom livro, bom amigo.

Bom nome é melhor que riqueza.

Bom político, mau cristão.

Bom rei, se quereis que vos sirva, dai-me de comer.

Bom saber é calar, até ser tempo de falar.

Bom tempo e mau tempo, não duram todo o tempo.

Bom vinho escusa pregão; bom peso faz vender o pão.

Bom vinho, má cabeça.

Bonitas palavras não engordam gatos.

Borreguinha mansa, mama a sua teta... e a alheia.

Branco é, galinha o põe.

Branco em Janeiro, sinal de pouco dinheiro.

Burra velha não toma carreira, anda sempre da mesma maneira.

Burro com fome, cardos come.

Burro que geme, carga não teme.

Burro velho não aprende línguas.

Burro velho não tem andadura, e se a toma, pouco dura.

C[editar | editar código-fonte]

Cabeça vazia é oficina do diabo.

Cachorro velho não aprende truque novo.

Cada cabeça, uma sentença.

Cada cor com seu paladar.

Cada homem é o arquiteto de sua própria fortuna.

Cada leitão em sua teta.

Cada louco com sua mania.

Cada macaco no seu galho.

Cada ovelha com sua parelha.

Cada qual canta como lhe ajuda a garganta.

Cada qual com seu igual.

Cada qual sabe onde lhe doem os calos.

Cada terra com seu uso, cada roca com seu fuso.

Cada um dá o que tem.

Cada um por si, Deus por todos.

Cada um puxa a brasa para a sua sardinha.

Caiu na rede é peixe.

Caiu no saco é gato.

Caminho começado é meio andado.

Camarão que dorme a onda leva.

Candeia que vai à frente alumia duas vezes.

Cão que late não morde.

Casa arrombada, tranca na porta.

Casa de ferreiro, espeto de pau.

Casa de ferreiro, espeto de salgueiro.

Casa de pais, escola de filhos.

Casa o filho quando quiseres, a filha quando puderes.

Casa onde não há pão, todos brigam e ninguém tem razão.

Casa onde não entra sol, entra o médico.

Casa-te e verás: perdes o sono e mal dormirás.

Casarás, amansarás e te arrependerás.

Cavalo dado não se olha os dentes.

Cesteiro que faz um cesto faz um cento.

Cobra que não anda não apanha sapo.

Coice de égua não machuca cavalo.

Coisa oferecida ou está podre ou está moída.

Com fogo não se brinca.

Comer e coçar, é só começar.

Comer para viver, e não viver para comer.

Confiança não se dá e não se toma emprestado, conquista-se.

Conforme se toca assim se dança.

Contra a má sorte, coração forte.

Coração que suspira não tem o que deseja.

Côr de burro quando foge.

Cria fama e deita-te na cama.

Criaste, não castigaste, mal criaste.

Custa os olhos da cara.

Calati calo

D[editar | editar código-fonte]

Da águia mansa me livre Deus, da brava me livrarei eu

Da discussão nasce a luz.

Da ovelhinha me livre Deus, do lobo me livro eu.

De algodão velho não se faz bom pano.

De boas ceias, as sepulturas estão cheias.

De boas intenções o inferno está cheio.

De boas intenções o inferno está lotado, e o céu de boas obras

De boi manso me guarde Deus, que de bravo me guardo eu.

De casa de gato não sai farto o rato.

De Espanha, nem bom vento nem bom casamento.

De graça só relógio trabalha, e assim mesmo quer corda.

De graça, até tapa na cara.

De graça só se dá bom dia.

De grão em grão a galinha enche o papo.

De janeiro a janeiro o dinheiro é do banqueiro.

De manhã a manhã perde o carneiro a lã.

De médico, poeta e louco, todo mundo tem um pouco.

De pensar morreu um burro.

De pequenino é que se torce o pepino.

Desejo a todas inimigas vida longa.

Desde que felicidade ouviu o seu nome, corre pelas ruas tentando encontrar você.

De tostão em tostão vai-se ao milhão.

De uma boa conversa ninguém escapa.

Defunto quando acha quem carrega, balança

Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer.

Deixa estar, jacaré, que a lagoa há de secar.

Depois da batalha aparecem os valentes.

Depois da calma vem a tempestade.

Depois da meia noite, urubu vira frango.

Depois da noiva casada não lhe faltam pretendentes.

Depois da tempestade vem a bonança.

Depois de casa roubada, trancas na porta.

Depois de rapar não há o que tosquiar.

Depressa o texugo vai, depressa o texugo morre.

Descascar batatas é fácil, difícil é colocar a casca em seu devido lugar novamente.

Desgraça pouca é bobagem.

Deus cura o doente e o médico recebe o dinheiro

Deus dá a farinha, mas não amassa o pão.

Deus não lê nas caras, e sim nos corações

Deus ajuda quem cedo madruga.

Deus não come nem bebe,mas julga o que entende

Deus dá nozes a quem não tem dentes e dá dentes a quem não tem nozes.

Deus julga o que conhece,os homens, o que não conhecem

Deus é bom trabalhador mas gosta de quem o ajuda

Deus deu, Deus o levou.

Deus escreve certo por linhas tortas.

Deus está em toda a parte, mas o diabo está nos detalhes.

Deus está sempre do lado dos mais fortes.

Deus inventou o futebol, mas o diabo o treinador.

Deus me dê paciência e um pano para embrulhar.

Deus não dá a uma pessoa uma cruz maior do que a ele pode carregar.

Deus nunca fecha uma porta que não abrisse outra.

Devagar com o andor, que o santo é de barro.

Devagar se vai ao longe.

Dinheiro na mão é vendaval.

Dinheiro não tem cheiro.

Diz-me com quem tu andas que eu te direi quem tu és.

Do homem é o errar, da besta, o teimar.

Dois bicudos não se beijam.

Dois é bom, três é demais.

Dois erros não fazem um acerto.

Dos males, o menor.

Duas cabeças pensam melhor que uma.

E[editar | editar código-fonte]

É com a carga cheia que a carruagem anda.

É culpado o que vai à horta como o que fica à porta.

É como tirar doce de uma criança.

É dando que se recebe.

É de pequenino que se torce o pepino.

É de pequeno que se faz grande.

É dos carecas que elas gostam mais.

É difícil agradar gregos e troianos.

É errando que se aprende.

É fácil educar os filhos dos outros.

Eleva-te devagar, e chegarás ao alto sem cansar.

É leve o fardo no ombro alheio.

É mais fácil aconselhar do que ajudar.

É mais fácil prometer do que dar.

É mais fácil você com uma arma na mão do que dentro de um caixão.

É melhor andar a pé do que montar em burro magro.

É melhor não soltar rojão antes do tempo.

É melhor prevenir do que remediar.

É melhor uma má acomodação do que um boa questão.

É melhor viajar no mar largo e fundo, do que viver das más línguas na boca do mundo.

É na sela que o burro conhece o cavaleiro.

É nos tempos maus que se conhecem os bons amigos.

É o amor que faz o mundo girar.

É preciso ver para crer.

É rico quem pouco precisa.

Em ano geado, não há pão dobrado.

Em boca fechada não entra mosca.

Em briga de marido e mulher não mete a colher.

Em casa de enforcado, não fales em corda.

Em casa de ferreiro, espeto de pau.

Em casa de papudos, não falam os papos.

Em casa onde não há pão, até as migalhas vão.

Em caso de necessidade, casa a freira com o frade.

Em lagoa com piranha,jacaré nada de costas.

Em terra de Saci todo chute é uma voadora. (Liu Kang)

Em pé de pobre é que o sapato aperta.

Em pouco, muito se diz.

Em Rio que tem piranha,jacaré nada de costas.

Em Roma, faça como os romanos.

Em tempo de guerra, mentira é como terra.

Em tempo de guerra, não se limpam armas.

Em tempo de guerra, qualquer buraco é trincheira.

Em terra de cego, quem tem um olho é rei.

Em terra de padeiro, farinheiro faz sucesso.

Em terra de passarinho pobre, a galinha chega primeiro.

Em terra de saci, calça jeans cabem dois.

Em terra que não tem carne, espinha de peixe é picanha

Em terreiro de galinha, barata não tem razão.

Em time que está ganhando, não se mexe.

Em traseira de mula e dianteira de frade ninguém se fie.

Enquanto há vento, molha-se a vela.

Enquanto há vida, há esperança.

Enquanto o pau vai e vem folgam as costas.

Enquanto existir bobo, malandro não morre de fome.

Entrada de leão, saída de cão.

Entre a pedra e o mar, quem se ferra é o mourisco.

Entre mortos e feridos, alguém há de escapar.

Entre o dizer e o fazer há um longo caminho a percorrer.

Errar é humano.

Errar é humano, perdoar é divino.

Errar é humano.Persistir no erro é burrice.

Erudito sem obra é nuvem sem chuva.

Erva ruim, a geada não mata.

Escreveu não leu, o pau comeu.

Escuta os conselhos dos outros e segue o teu.

Espera de teus filhos o que a teus pais fizeres.

Está na hora da onça beber água.

Estamos todos no mesmo barco.

Eu quero, eu posso, eu sou!

Existem pessoas que nascem sorrindo, vivem fingindo e morrem mentindo.

F[editar | editar código-fonte]

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.

Faça o que tiver de fazer, mas não faça errado.

Faça que nem rádio velho, nem ligue.

Falai no mal que ele sempre aparece.

Falar mal dos outros é fácil, difícil é falar bem.

Falar é fácil, fazer é que é difícil.

Falar é prata, calar é ouro.

Falar sem pensar é atirar sem apontar.

Falem mal de mim, mas falem.

Fala-se no diabo e aparece-lhe o rabo.

Faz mais quem quer do que quem pode.

Fazer o bem sem olhar a quem.

Fé em Deus e pé na tábua.

Feliz e boa festa faz quem na sua casa está em paz.

Feliz é quem pensa no pobre e no fraco.

Felizes aqueles que se reconhecem.

Felizes são aqueles que encontram a sabedoria.

Feio é roubar e não poder carregar.

Ferro se malha enquanto está quente.

Fia-te na Virgem e não corras.

Fia-te no diabo e morre virgem.

Filhas, pretendentes à porta.

Filho de burro não pode ser cavalo.

Filho de onça já nasce pintado.

Filho de peixe, peixinho é.

Filho de peixe sabe nadar.

Fihos criados, trabalhos dobrados.

Fora da vista, fora da mente.

Formiga quando quer se perder cria asa.

Formosura pouco dura.

Freiras e frieiras, é coçá-las e deixá-las.

G[editar | editar código-fonte]

Gaivotas em terra tempestade no mar.

Galinha que canta é que é a dona dos ovos.

Galinha velha faz bom caldo.

Ganhá-lo como um preto, gasta-lo como um fidalgo.

Gato escaldado de água fria tem medo.

Gato escaldado tem medo de água fria.

Generoso como ninguém é aquele que nada tem.

Grande gabador, pequeno fazedor.

Grande nau grande tormenta.

Grão a grão, enche a galinha ao papo.

Guarda de comer não guardes que fazer.

Guarda te do homem que não fala e do cão que não ladra.

H[editar | editar código-fonte]

Há males que vem para o bem.

Há mais olhos no mar do que viventes na terra.

Há mil modos de morrer e um só de nascer.

Há remédio para tudo menos para a morte.

Há sempre um chinelo velho para um pé cansado.

Há uma luz no fim do túnel.

Haja fartura que a fome ninguém atura.

Hoje canto,amanha pranto

Hoje com saúde,amanha no ataúde

Hoje de festa,amanha de enterro

Homem pequenino, ou velhaco ou bom dançarino.

Homem prevenido vale por dois.

Homem sem dinheiro é um violão sem cordas.

Hora de morrer não tem retardo.

Hora de trabalhar pernas pro ar que ninguem é de ferro.

Humildade é caminhar na verdade

I[editar | editar código-fonte]

Ignorante é aquele que sabe e se faz de tonto.

Intenção sem ação é ilusão.

Ira e cobiça não queiras havê-las por companheiras.

Ir a lã e ser tosquiado.ignorante é aquele que sabe e se faz de tonto

J[editar | editar código-fonte]

Julgamos aos outros por seus atos e a nos mesmos por nossas intenções

K[editar | editar código-fonte]

Kelly, Kelly,não tens ursos e vendes pele

L[editar | editar código-fonte]

Ladrão de tostão, ladrão de milhão.

Lágrimas de herdeiro, risos sorrateiros.

Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão.

Laranja: de manhã ouro, à tarde é prata, de noite mata.

Laranja madura na beira da estrada está azeda ou tem maribondo.

Lava mais água suja do que mulher asseada.

Leite de vaca não mata bezerro.

Lenha de figueira rica de fumo, fraca de madeira.

Ler e não entender é negligenciar.

Ler é saber.

Língua não tem osso, mas quebra caroço.

Lobo em pele de cordeiro.

Lobo não come lobo.

Longe dos olhos, longe do coração.

Livros e amigos devem ser poucos, mas bons.

M[editar | editar código-fonte]

Macaco senta no toco para ver o rabo dos outros.

Macaco velho não mete a mão em cumbuca.

Madruga e verás, trabalha e terás.

Maio frio e junho quente: bom pão, vinho valente.

Mais anda quem tem bom vento do que quem muito rema.

Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo.

Mais fácil acender uma vela que amaldiçoar a escuridão.

Mais fácil é o burro perguntar do que o sábio responder.

Mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no céu.

Mais vale burro vivo do que sábio morto.

Mais vale não dizer nada do que nada dizer.

Mais vale amigo na praça do que dinheiro da caixa.

Mais vale um cachorro amigo do que um amigo cachorro.

Mais vale um mau acordo do que uma boa demanda.

Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.

Mais vale um pé do que duas muletas.

Mal virá que bem se fará.

Malandro é o gato, que já nasce de bigode.

Manda e faz, servido serás.

Manhã de nevoeiro, tarde de sol soalheiro.

Março marçagão, de manhã inverno, à tarde verão.

Mate dois coelhos com uma cajadada.

Mentira tem perna curta.

Melhor acender uma vela no escuro do que praguejar contra a escuridão.

Mentira tem perna curta, mais corre que é uma desgraça.

Mentira tem perna curta e verdade anda a cavalo

Muito riso, pouco siso.

Muito riso, pouco juízo.

Muito falar, pouco acertar.

Muito falar, pouco pensar.

Muitas vezes se diz melhor calando do que falando em demasia.

Muitos entram lambendo e saem mordendo.

Mulher com bigóde, nem o Thunder pode.

Mulher no volante, perigo constante. Sogra ao lado, perigo dobrado.

Mulheres quando se jundam para falar da vida alheia, começam em noite de lua nova e acabam em noite de lua cheia

N[editar | editar código-fonte]

Não dura muito o homem rico e poderoso, é semelhante ao gado gordo que se abate

Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus

Na adversidade é que se conhecem os amigos

Na terra do cego, quem tem um olho é rei

Nem tudo o que reluz é ouro

No vinho está a verdade

Nunca diga; Desta água não beberei.

Nunca diga Nunca!

Nunca te enganaste? Mais burro ficaste.

O[editar | editar código-fonte]

O abade onde canta, daí janta

O amor dói, mas é melhor ter dor no amor do que não amar

O amor e a fé nas obras se vê

O amor é cego

O amor é como o sol, a nuvem o cobre, mas ele não se apaga

O amor é como um menino, começa brincando e acaba chorando

O ruído faz pouco bem, o bem faz pouco ruído

O temor de Deus é o princípio da sabedoria

Obra apressada, obra estragada

Ovos e juras foram feitos para se quebrar

O amor é como a lua, quando não cresce, míngua

P[editar | editar código-fonte]

Pau que nasce torto tarde ou nunca se endireita.

Paciência é uma virtude.

Q[editar | editar código-fonte]

Quando um burro fala o outro baixa as orelhas

Quanto mais rezo, mais assombração aparece

Quem a boa árvore se acolhe, boa sombra o cobre

Quem fala demais dá "Bom Dia" ao cavalo

Quem nasceu para a forca não morre afogado

Quem tem burro e anda a pé, ainda mais burro é

Quem envelhece arrefece

Quem não sabe nadar bota a culpa no rio

Quem tem boca vai a Roma

Quem desdenha quer comprar

Quem ri por ultimo ri melhor

Quem não arrisca não petisca

Quem não tem cão caça com gato

Quem não trabuca não manduca

Quem se contenta com pouco á lua não vai.

Quem se mete em atalhos mete-se em trabalhos

Quem só uma ovelha tem, mil lobos a comem

Quem vê caras, não vê corações

Quem a porcos se mistura, lavagem comem

Querer é poder

R[editar | editar código-fonte]

Raposa que dorme não pega galinha

Rei morto, rei posto

Roupa suja se lava em casa

S[editar | editar código-fonte]

Santo de casa não faz milagre.

Se trabalho desse camisa, jegue não andava nu.

Suspiro de rato não derruba queijo.

Ser humilde não é saber ser diferente, e sim saber ser igual.

T[editar | editar código-fonte]

Tal pai, tal filho

Todos querem um mundo melhor para os filhos, quando deveriam querer filhos melhores para o mundo

U[editar | editar código-fonte]

Um dia é da caça, o outro do caçador

Uma andorinha só não faz verão

Umbaúba, quanto mais fina, maior é o oco

Urubu quando está infeliz, cai de costas e quebra o nariz

V[editar | editar código-fonte]

Vaso ruim não quebra

Viúva rica com um olho chora e com outro repenica

Voz do povo, voz de Deus

X[editar | editar código-fonte]

Xales ao vento, donas ao relento

Xarope bem feito, nem sempre surte efeito

Xaxado só dança quem sabe

Z[editar | editar código-fonte]

Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades

Zelo mostra o que o coração sente

Zeloso que não sabe dar a capa, não tem bom zelo

Zomba das cicatrizes quem nunca foi ferido

Zombai com o tolo em casa, zombará convosco na praça

Zombar dos bons conselhos é dispor para as ruínas

Zorro deitado não pega mosca

Zurra o jegue, botam-lhe o cabresto

Zurros de burro não chegam aos céus

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Provérbios

notas

  • Adagios, proverbios, rifaõs, e anexins da lingua portugueza, tirados dos melhores autores nacionaes, e recopilados por ordem alfabetica por F.R.I.L.E.L. Nova ed. correcta e augmentada. Lisboa, Na Typ. Rollandiana, 1841.