Andrea Matarazzo

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Andrea Matarazzo
Secretário da Cultura (SP) de Bandeira do Estado de São Paulo.svg São Paulo
Mandato 18 de maio de 2010
até atualidade
Antecessor(a) João Sayad
Vida
Nome completo Angelo Andrea Matarazzo
Nascimento 22 de novembro de 1956 (55 anos)
São Paulo
Partido PSDB
Profissão empresário

Angelo Andrea Matarazzo (São Paulo, 22 de novembro de 1956) é um empresário e político brasileiro, atual Secretário da Cultura do Estado de São Paulo[1] e pré-candidato à prefeitura de São Paulo pelo PSDB. Foi também secretário de coordenação das subprefeituras da Prefeitura de São Paulo. Graduado em Administração de Empresas, é, atualmente, presidente licenciado da Matarazzo SA Holding e da Metalma SA. É sobrinho-neto do conde Francesco Matarazzo.

Índice

[editar] Vida política

De 1991 a 1992 foi assessor especial do Ministério da Educação e Cultura. Em seguida, foi secretário de Política Industrial do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo entre 1992 e 1993. Durante o governo Mário Covas em São Paulo, foi Secretário Estadual de Energia e presidente da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), além de membro dos conselhos de Desestatização, de Administração da Companhia Paulista de Ativos e de Ciências e Tecnologia do Estado de São Paulo. Integrou também o Comitê de Relações Empresariais do Governo do Estado de São Paulo e o Instituto Teotônio Vilela, além de ser coordenador do Núcleo de Gestão Estratégica da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

De 1999 a 2001, foi ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República durante o governo de Fernando Henrique Cardoso e embaixador do Brasil em Roma, entre 2001 e 2002. Em 2005, entrou na administração municipal de São Paulo como subprefeito da Sé na gestão de José Serra, Assumiu também, em 2006, a Secretaria Municipal de Serviços, como subprefeito da Sé e secretário (de Coordenação das Subprefeituras) na gestão de Gilberto Kassab. A partir de 2008, manteve-se apenas como secretário até o início de setembro de 2009, quando teve seu pedido de demissão aceito por Kassab. Atualmente é Secretário de Cultura do Estado de São Paulo, do Governo Geraldo Alckmin.

Assumiu, em 2010, a Secretaria de Estado da Cultura, cargo que ocupa até hoje.

Na iniciativa privada, atuou como membro do Conselho Consultivo da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria e presidente do Comitê de Investimento. Foi, ainda, conselheiro do Instituto de Estudos para Desenvolvimento Industrial (IEDI) e membro do Conselho de Administração da Fundação Bienal de São Paulo.

Em julho de 2011 anunciou a pré-candidatura à prefeitura de São Paulo para disputar as prévias do PSDB em março de 2012 [2]. Em 26 de fevereiro de 2012, a 7 dias da prévia do PSDB, retirou sua pré-candidatura em favor do ex-governador José Serra que, embora não se escrevera no processo, começou a movimentar-se rumo à prefeitura pós o carnaval de 2012 [3].

[editar] Críticas e respostas

[editar] CESP

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Durante sua presidência da CESP, a OAB-SP entrou com uma ação contra Usina hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta (Porto Primavera), afirmando que o fechamento das comportas resultaria num desastre ecológico sem precendetes no Brasil [4] Segundo ambientalistas ligados a entidades de esquerda, animais em extinção de dezenas de espécies teriam sido afogadas por falta de salvamento, milhares de famílias desalojadas e um dos mais ricos ecossistemas do Brasil e do mundo teria sido destruído.[carece de fontes?] A Usina de Porto Primavera também seria considerada por algumas ONGs como a terceira mais ineficiente usina hidrelétrica do mundo em termos de termos de custo/benefício no aspecto área/alagada/energia produzida.[5]

[editar] Acusações de incentivo ao higienismo social e gentrificação

Durante seu exercício como secretário municipal do município de São Paulo, Matarazzo foi duramente criticado por movimentos sociais ligados a partidos de esquerda. Os movimentos ligados à chamada "população sem-teto", ao direito à moradia no centro e alguns acadêmicos[6] em planejamento urbano em São Paulo criticam-no por ter, supostamente, interrompido programas de habitação promovidos na gestão anterior, de Marta Suplicy[7] e por adotar uma política urbanística para o centro da cidade considerada, por eles, higienista e excludente,[8] afinada com propostas de gentrificação adotadas em outras cidades do mundo, nas quais igualmente houve expulsão da população de baixa renda das áreas centrais. Alguns movimentos sociais que atuam no centro da cidade também desenvolveram um dossiê reunindo denúncias de supostas violações dos direitos humanos ocorridas no Centro por parte da gestão Serra-Kassab, comandadas por Matarazzo.[9]

Algumas entidades de defesa dos direitos humanos ainda estenderam suas críticas a respeito da política de Matarazzo e da gestão Serra-Kassab para a política em relação ao centro da cidade e o que viram como um recrudescimento da repressão à população pobre e em especial aos vendedores ambulantes sem autorização para comerciar em vias públicas, acusando a política em questão de ser uma "tentativa de criminalizar a pobreza"..[10] Para alguns urbanistas e especialistas do planejamento urbano que fazem oposição ao governo Serra-Kassab, porém, a questão ultrapassa o problema da população sem-teto e diz respeito à interrupção das políticas de habitação de interesse social nas áreas centrais por parte da gestão Serra-Kassab, o que seria visto como mais um elemento no processo de gentrificação e de higienização social em um contexto que enxergam como sendo de repressão policial à população de rua e de criminalização dos movimentos sociais e políticos.[11][12][13][14]

Matarazzo classifica as críticas de "leviandade pura", argumentando que "nada mais são que mentiras repetidas para tentar transformá-las em verdade", expondo que a prefeitura apresenta alternativas viáveis aos moradores de rua, como os albergues. Explicou também que "a prefeitura tem procurado resolver o problema dos moradores de rua, através de convênio com o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, da abertura de hotéis sociais, em que você tira a pessoa do albergue – e em vez de albergada, a pessoa passa a ser hóspede e ter um endereço". Matarazzo exigiu ainda que o padre Júlio Lancelotti, personalidade historicamente ligada ao Partido dos Trabalhadores (PT),[15] prove suas acusações, o que, segundo ele, até o momento não ocorreu.[16]

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

[editar] Bibliografia

Referências

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