Angilberto

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Santo Angilberto
abade em Saint-Riquier
Nascimento ca. 760 em Aquisgrano
Morte 18 de fevereiro de 814 (54 anos) em Saint-Riquier, Picardia
Veneração por Igreja Católica
Festa litúrgica 18 de fevereiro
Gloriole.svg Portal dos Santos

Santo Angilberto [1] (Aquisgrano, ca. 760 - Saint-Riquier, Picardia, 18 de fevereiro de 814[2] ) foi um franco que serviu Carlos Magno como diplomata, abade, poeta e semi-genro. Era de ascendência de nobres francos, e foi educado na escola do palácio em Aquae Grani (Aquisgrano) por Alcuíno. É venerado como santo, no dia da sua morte, 18 de fevereiro[3] .

Biografia[editar | editar código-fonte]

Quando Carlos Magno enviou seu jovem filho Pepino para a Itália como rei dos lombardos, Angilberto seguiu junto com ele como primicerius palatii (arquicapelão), um alto administrador da corte satélite. Como amigo e conselheiro de Pepino, participou por algum tempo do governo da Itália. Angilberto entregou o documento sobre iconoclastia proveniente do Sínodo dos francos de Frankfurt para o Papa Adriano I, e mais tarde foi enviado para ocupar três importantes embaixadas para o papa, em 792, 794 e 796.

Em 790 foi nomeado abade de Centulum, também chamado de Sancti Richarii monasterium (Saint-Riquier), no norte da França, onde sua brilhante administração concedeu-lhe mais tarde a fama de santo. Não era incomum para os merovíngios, carolíngios, ou posteriores reis nomearem leigos para ocuparem postos de abades nos mosteiros; o leigo, muitas vezes usava a renda do mosteiro para seu própria destinação e deixava para os monges o mínimo para pagar as despesas necessárias da fundação. Angilberto, ao contrário, fez uma grande reforma arquitetônica em Saint-Riquier, e quando ela estava terminada Carlos Magno passou a Páscoa do ano 800 em suas dependências.

A relação não-sacramental de Angilberto com Berta da França, filha de Carlos Magno, era evidentemente reconhecida pela corte - se ela não fosse a filha do rei, os historiadores teriam se referido a ela como sua "concubina".

Eles tiveram no mínimo dois filhos, um dos quais, Nitardo, tornou-se uma figura notável em meados do século IX. O controle do casamento e os significados da legitimidade foram intensamente contestados na Idade Média. Berta e Angilberto são exemplos de como a resistência à ideia de um casamento sacramental poderia coincidir com a manutenção de cargos religiosos. Por outro lado, alguns historiadores especulam que Carlos Magno era contra os casamentos formais para as suas filhas por causa da preocupação com as rivalidades políticas de seus maridos potenciais; nenhuma das filhas de Carlos Magno se casou, apesar das ofertas políticas dos casamentos arranjados.

Seus poemas revelam a cultura e os gostos de um homem do mundo, desfrutando da mais próxima intimidade com a família imperial. Angilberto acompanhou Carlos Magno a Roma em 800 e foi uma das testemunhas de seu testamento, em 814.

Angilberto foi o Homero do círculo literário do imperador, e foi o autor provável de uma épica, da qual o fragmento que foi preservado descreve a vida no palácio e o encontro entre Carlos Magno e o Papa Leão III. É um mosaico de Virgílio, Ovídio, Lucano e Venâncio Fortunato, composto no estilo literário de Eginhardo e Suetônio, e exibe um verdadeiro dom poético. Dos poemas mais curtos, além da saudação feita a Pepino por ocasião de seu regresso da campanha contra os ávaros em 796, uma epístola para David (Carlos Magno) acidentalmente revela uma imagem agradável da vida do poeta com seus filhos em uma casa rodeado por jardins agradáveis perto do palácio do imperador. A referência a Berta, porém, é distante e respeitosa, o nome dela ocorrendo apenas na lista de princesas a quem ele envia sua saudação.

Os poemas de Angilberto foram publicados por Ernst Dümmler no Monumenta Germaniae Historica.

Relações familiares[editar | editar código-fonte]

Era filho de Nithard de Ponthieu (ca. 735 -?) e de Ricarde da França, filha de Jerónimo Martel (724 - 775), (filho bastardo de Carlos Martel[4] )[5] , e de Ermentrude. Das suas relações com Berta de França (779 - 826), filha de Carlos Magno e de Hildegarda de Vintzgau, teve:

  1. Arsinda de Ponthieu casada com Rémi de Reims (790 - 834) um nobre da Idade Média Francesa que foi detentor do título de Conde de Reims, que herdou com a morte de seu pai que ocorreu em 802.[carece de fontes?]
  2. Nitardo de Ponthieu (Nithardum) "o Cronista" (ca. 795 - ca. 844),[6] conde de Ponthieu.
  3. Harnido (Harnidum) [1]

Referências

  1. a b Généalogie d'Angilbert sur le site Medieval Lands
  2. Encyclopædia Britannica
  3. Moreri, Le grand dictionnaire historique
  4. Segundo a Genealogia Arnulfi comitis, ele era filho de Charles Martel e de uma concubina, que não pode ser Chrotais, qualificada como rainha e, portanto, esposa legítima (Settipani 1993, p. 170).
  5. Christian Settipani. A pré-história do capetianos (Nova história genealógica da Augusta Casa de França, vol. 10, ed. Patrick van Kerrebrouck, 1993 (ISBN 2-9501509-3-4), p. 206 e 361
  6. Philippe Labbé. Tableaux généalogiques de la maison royale de France. Paris, 1652.

Wikisource  "Angilbert". Encyclopædia Britannica (11th). (1911). Ed. Chisholm, Hugh. Cambridge University Press. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]