Angolar

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Angolar (ngolá)
Falado em: São Tomé e Príncipe
Total de falantes: 5.000[1]
Família: Línguas Crioulas
 Crioulo de base portuguesa
  Crioulos Afro-portugueses
   Crioulos do Golfo da Guiné
    Angolar
Estatuto oficial
Língua oficial de: Nenhum Estado
Regulado por: A definir
Códigos de língua
ISO 639-1: --
ISO 639-2: cpp
ISO 639-3: aoa

O angolar (também conhecido como ngolá) é uma língua nacional de São Tomé e Príncipe, falada na ponta sul da ilha de São Tomé, principalmente em torno da vila de São João dos Angolares, distrito de Caué.

Sendo uma língua crioula de base portuguesa, o angolar difere grandemente dos crioulos da Guiné-Bissau, Senegal, Gâmbia e Cabo Verde. O substrato do angolar assenta principalmente nas línguas kwa, faladas na Costa do Marfim, Gana, Togo, Benim e Nigéria.

Partilha 70% de semelhança lexical com o são-tomense (ou forro), 67% com o principense (ou lunguyè) e 53% com o anobonense (ou fa d'ambu) da vizinha ilha de Ano Bom (Guiné Equatorial). Os 30% de léxico em que o angolar difere do são-tomense vão buscar as suas origens ao quimbundo e ao quicongo de Angola.

Os angolares são um grupo étnico distinto que tem a sua origem atribuída ao naufrágio, ao sul da ilha de São Tomé, de um navio negreiro com escravos trazidos de Angola em meados do século XVI.

Muitos angolares actualmente falam também são-tomense e/ou português e há uma tendência para se integrarem nos forros -- que significa homens livres—que constituem o principal grupo étnico de São Tomé e Príncipe.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • ARBOR, Ann (1998). The Angolar Creole Portuguese of São Tomé (West Africa): its grammar and sociolinguistic history, New York, Graduate Center, University of New York.

Referências[editar | editar código-fonte]