Animals

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Animals
Álbum de estúdio de Pink Floyd
Lançamento 23 de Janeiro de 1977 (1977-01-23)
Gravação Britannia Row Studios entre abril e novembro de 1976
Gênero(s) Rock progressivo
Duração 41:41
Gravadora(s) Harvest Records
Columbia Records(1977)/Capitol Records(1994)
Produção Pink Floyd
Cronologia de Pink Floyd
Último
Último
Wish You Were Here
(1975)
The Wall
(1979)
Próximo
Próximo

Animals é o décimo álbum de estúdio da banda inglesa de rock progressivo Pink Floyd, lançado em janeiro de 1977. Seguindo a linha dos álbuns anteriores, The Dark Side of the Moon e Wish You Were Here, este também é um álbum conceitual, que faz críticas às condições político-sociais da Inglaterra dos anos 70, além de apresentar uma notável mudança no estilo musical do grupo. Animals foi gravado no estúdio da banda, Britannia Row, em Londres e sua produção foi marcada pelos primeiros sinais de discórdia que, posteriormente, culminariam na saída do tecladista Richard Wright da banda. A capa do álbum, um porco flutuando entre duas chaminés da Usina Termelétrica de Battersea, foi desenvolvida pelo Baixista e letrista Roger Waters, em conjunto com Storm Thorgerson e Hipgnosis, colaborador de longa data do grupo.

O álbum foi lançado com críticas geralmente positivas no Reino Unido, onde atingiu a segunda posição da parada musical local. Também foi bem-sucedido nos Estados Unidos, atingindo a terceira posição na Billboard e, embora tivesse ficado apenas seis meses nas paradas norte-americanas, suas vendas lhe renderam uma certificação quádrupla de disco de platina, pela Associação da Indústria de Gravação da América. O tamanho dos locais em que a banda tocou na turnê In the Flesh e um incidente em que Waters cuspiu em um fã, foram os principais catalisadores para que o baixista desenvolvesse The Wall, o álbum subsequente da banda.

Contexto[editar | editar código-fonte]

Em 1975 o Pink Floyd comprou um edifício de três andares em Britannia Row, Islington. Seu contrato com a EMI em troca de uma percentagem reduzida nas vendas havia expirado, assim que transformaram o edifício em um estúdio de gravação e armazém. Sua construção durou quase todo o ano de 1975, e em abril de 1976 a banda começou a trabalhar em seu oitavo álbum de estúdio, Animals, na nova instalação.[1] [2]

Na Grã-Bretanha, 1976 foi um período dominado pela indústria, violência racial, alta inflação e desemprego. Durante este período, um novo movimento musical conhecido como punk rock, que em parte é uma declaração niilista contra as condições sociais da maioria e também uma reação à complacência geral e nostalgia que arrodeava o rock, começava a crescer em popularidade. O Pink Floyd era um alvo óbvio para os músicos deste novo movimento, notavelmente quando Johnny Rotten vestia uma camisa do Pink Floyd em que ele tinha acrescentado "I HATE" (eu odeio) antecedendo o nome da banda. Mason declarou mais tarde que recebeu bem a "revolta do punk rock",[3] e viu isso como um regresso à cena underground que o Pink Floyd tinha crescido. Em 1977 ele produziu o segundo álbum do The Damned, Music For Pleasure, no Britannia Row.[4]

Conceito[editar | editar código-fonte]

Embora Waters pudesse ser contra o novo movimento, as suas preocupações sobre a desigualdade, o preconceito e as atitudes sociais e políticas da época não estavam muito longe do que expressavam as novas bandas.[5] O disco é baseado no livro Animal Farm (A Revolução dos Bichos), de George Orwell, em que equipara os humanos a cada um dos três animais do livro: os cães são usados para representarem os homens da lei(KGB); os porcos como os políticos corruptos e moralistas; e as ovelhas, que sem pensamento próprio, cegamente seguem um líder. Enquanto o romance concentra-se no comunismo, o álbum é uma crítica direta ao capitalismo e, embora ambos defendam os ideais do socialismo democrático, o álbum difere em que a ovelha se rebela e domina os seus opressores.[6]

No livro biográfico do Pink Floyd, Comfortably Numb (2008), o escritor Mark Blake argumenta que a canção "Dogs" é uma das melhores obras de David Gilmour, e que seu desempenho é "explosivo".[7] A canção contém uma significativa contribuição do tecladista Richard Wright, que faz sons fúnebres usando sintetizadores usados ​​no álbum anterior da banda, Wish You Were Here. "Pigs (Three Different Ones)" tem um som semelhante a "Have a Cigar", cheio de sons de guitarra do blues por Gilmour, e referências a defensora da censura (e um dos porcos no álbum) Mary Whitehouse são evidentes na letra.[8] "Sheep" contém uma versão modificada do Salmo 23, onde um Senhor que "Faz-me pendurar em lugares altos e ele me converte a costeletas de cordeiro" (referindo-se as ovelhas do título) é celebrado. No final da canção, as ovelhas se rebelam e matam os cães, mas, em seguida, retiram-se para suas casas. O álbum termina com "Pigs on the Wing", uma simples canção de amor, em que ele vê um vislumbre de esperança, apesar da raiva expressa nas outras três canções do álbum. A música é fortemente influenciada pela relação de Waters com sua então namorada.[8] [9]

Gravação[editar | editar código-fonte]

O negócio de Roger é dominar, mas estou feliz de levantar para mim mesmo e argumentar veementemente quanto aos meus méritos em diferentes peças de música, que é o que fiz em Animals. Eu não me senti remotamente desprezado no álbum. Noventa por cento da música "Dogs" é minha. Essa música é quase todo um lado, assim é metade de Animals.

–David Gilmour, Mojo (2008)[10]

A banda já havia trabalhado em várias ocasiões com o engenheiro Brian Humphries, que foi chamado para trabalhar neste álbum.[1] A gravação foi feita no Britannia Row Studios entre abril e dezembro de 1976 e início de 1977.[11] Duas faixas, "Raving and Drooling" e "You've Got to Be Crazy", que já haviam sido tocadas ao vivo e que foram consideradas para serem parte do Wish You Were Here, reapareceram como "Sheep" e "Dogs", respectivamente.[1] A banda trabalhou nelas para que pudessem se adaptar ao novo conceito e foram separadas por uma nova composição de Waters, "Pigs (Three Different Ones)". Com exceção de "Dogs", coescrita por Gilmour, todas as faixas foram compostas por Roger Waters. "Pigs On the Wing" foi dividida em duas partes, e como os royalties são calculados por música, Waters recebeu mais dinheiro que Gilmour, apesar de "Dogs" ocupar quase todo o primeiro lado do álbum. A canção contém referências a vida privada de Waters - seu interesse romântico com Carolyne Anne Christie (casada com Rock Scully, empresário do Grateful Dead).[12] Por estar distraído com o nascimento de seu primeiro filho, Gilmour contribuiu pouco para o fim do processo de gravação. Da mesma forma, nem Mason nem Wright contribuíram muito em Animais, em comparação com álbuns anteriores. Animals é o primeiro álbum da banda que não tem qualquer canção composta por Wright.[13]

A banda havia discutido a contratação de outro guitarrista para as turnês seguintes, de modo que Snowy white foi convidado para o estúdio. Depois que Waters e Mason apagaram acidentalmente um solo de guitarra de Gilmour, pediram a White que gravasse um solo para "Pigs on the Wing", que embora não aparecesse na versão LP, foi incluído na versão do álbum lançada em cartucho. White tocou depois na turnê do álbum.[1] Mason lembrou que gostou mais de trabalhar em Animals que em Wish You Were Here.[14] Já Wright disse que: "Animals foi um trabalho árduo. Não era um disco divertido de fazer, mas isso foi quando Roger realmente começou a acreditar que era o único escritor da banda. Ele acreditava que era só por causa dele que a banda ainda estava indo para frente, e obviamente, quando ele começou a desenvolver seu ego, a pessoa com quem ele tinha conflitos era eu."[7]

Capa[editar | editar código-fonte]

Battersea Power Station em Londres foi usada para a capa do disco.

Uma vez que o álbum estava completo, o novo trabalho foi na sua capa. Hipgnosis, designer da capa do álbum anterior da banda, ofereceu três ideias, uma das quais era uma pequena criança entrando no quarto de seus pais e os encontrando fazendo sexo: "copulando, como os animais!".[15] Mas o conceito utilizado foi desenhado por Waters, que na época vivia em Clapham Common e passava várias em frente a Usina Termelétrica de Battersea, que já estava perto de ser fechada. A vista do edifício foi escolhida para a imagem da capa, e a banda contratou a empresa alemã Ballon Fabrik (que já havia construído dirigíveis Zeppelin)[16] e o artista australiano Jeffrey Shaw para a construção de um balão suíno de 9,1 m (conhecido como Algie).[17] O balão foi cheio com hélio e colocado frente ao edifício em 2 de dezembro, com um atirador treinado pronto para disparar, se ele escapasse. Infelizmente, o mau tempo atrasou a sessão de fotos e o empresário da banda, Steve O'Rourke, não tinha planos de contratar o atirador por mais dias. No outro dia, o balão se soltou das cordas e desapareceu de vista. Ele pousou em Kent, sendo recuperado por um fazendeiro local, que aparentemente estava furioso porque "havia assustado suas vacas".[18] Depois, escolheram outro dia para a sessão de fotos, mas como as fotografias iniciais da central de energia foram consideradas melhores, a imagem do porco foi sobreposta sobre uma dessas.[18] [19]

O tema da capa também está incluída nos rótulos do LP. No lado A mostra uma objetiva olho de peixe de um cão em um campo tipicamente inglês, enquanto o lado B mostra um porco e uma ovelha no mesmo local. Eles usaram a caligrafia de Nick Mason como fonte tipográfica para todo o álbum. Dentro da embalagem foram utilizadas fotografias monocromáticas das ruínas ao redor da usina.[18]

Lançamento e recepção[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
Allmusic 4 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg[20]
Rolling Stone (desfavorável)[21]
Robert Christgau B+[22]
Pitchfork Media 10/10[22]

Animals foi lançado no Reino Unido em 23 de janeiro de 1977 e nos EUA em 12 de fevereiro.[18] Ele alcançou o número dois nas paradas britânicas, e número três nas paradas estadunidenses.[23] Dois dias antes do lançamento, a Capital Radio exibiu The Pink Floyd Story e dois dias antes disso a banda organizou uma conferência de imprensa na estação de energia.[11] A transmissão originalmente era para ter sido exclusivamente para Londres—que desde meados de dezembro estava transmitindo The Pink Floyd Story— mas uma cópia foi dada a John Peel, que transmitiu para todo país, além de ter colocado o lado A do álbum um dia antes.[11] [18]

Karl Dallas da Melody Maker escreveu: "... [Um] gosto desconfortável da realidade em um meio que se tornou nos últimos anos, cada vez mais soporífero... "[24] Frank Rose da Rolling Stone ficou desapontado, escrevendo: "O Floyd de 1977 é amargo e rabugento. Eles se queixam sobre a duplicidade do comportamento humano (e em seguida intitula as canções com animais). Eles soam como se tivessem acabado de descobrir isso—sua mensagem se tornou inútil e tediosa."[21] Stephen Thomas Erlewine, da Allmusic, disse que dos álbuns clássicos do Pink Floyd, Animals é o "mais estranho e escuro" e que "a música é tão triste e amarga como a visão de mundo." Erlewine também escreveu que o álbum é "Tão acessível como ele poderia ser, uma vez que surge com linhas arrojadas de blues rock e texturas hipnóticas de space rock. Apesar disso, porém, a escuridão do espírito de Waters é verdade, e uma vez que não há ganchos vocais ou melodias, tudo repousa sobre o humor, as letras quase niilistas, e a guitarra de Gilmour. Estes são os tipos de coisas que satisfazem cultistas, e irão dar a sua atenção - mas nenhuma de ouvintes casuais."[20]

Reedições[editar | editar código-fonte]

Originalmente lançado pela Harvest Records no Reino Unido e pela Columbia Records nos Estados Unidos, Animals foi relançado em Compact Disc (CD) em 1985,[nota 1] e em 1987 nos EUA.[nota 2] Foi relançado em CD digitalmente remasterizado com nova capa em 1994,[nota 3] e como um álbum de vinil remasterizado digitalmente em edição limitada em 1997.[nota 4] Uma edição de aniversário foi lançada nos EUA no mesmo ano,[nota 5] seguida por uma reedição da Capitol Records em 2000.[nota 6] O álbum também foi incluído no box set Shine On.[23]

Turnê[editar | editar código-fonte]

O álbum se tornou o material para a In the Flesh Tour, que começou em Dortmund no mesmo dia do lançamento do álbum. A turnê continuou pela Europa em fevereiro, chegou ao Reino Unido em março, e nos EUA em três semanas entre abril e maio, e mais três semanas em junho e julho. Algie se tornou a inspiração para temática utilizada na turnê. Um porco inflável flutuava sobre a plateia, e durante cada apresentação era substituído por uma versão mais barata que explodia. Em uma ocasião, o leve gás propano foi substituído por uma mistura de oxigênio e acetileno, produzindo uma enorme (e perigosa) explosão. O promotor da banda, Marcel Avram, levou um leitão para Munique, que causou destruição em todo o quarto de hotel, deixando o empresário O'Rourke lidar com as consequências resultantes.[25]

A turnê teve artistas convidados, como Dick Parry e Snowy White, mas as relações dentro da banda se tornaram preocupantes.[26] Waters costumava chegar aos shows sozinho e ia embora pouco depois que as apresentações acabavam. Em uma ocasião, Wright voltou para a Inglaterra ameaçando deixar a banda. O tamanho dos locais também foi um problema: em Chicago, os promotores alegaram vender 67.000 ingressos para o estádio Soldier Field, mas Waters e O'Rourke desconfiaram. Eles contrataram um helicóptero, um fotógrafo e um advogado, e descobriram que a presença real foi de 95.000, uma perda de $640 mil para a banda.[27] O final da turnê foi um ponto baixo para Gilmour, que pensou que a banda já tinha alcançado o sucesso que ele queria e não havia mais nada a fazer.[28] Em julho de 1977, no último show da turnê no Estádio Olímpico de Montreal, um pequeno grupo de fãs barulhentos na primeira fila da platéia irritou Waters de tal forma que ele cuspiu em um deles. Ele não era a única pessoa que se sentia mal por tocar para públicos tão grandes: Gilmour chegou a se recusar tocar o habitual bis da banda.[29] Mais tarde, Waters conversou com o produtor musical Bob Ezrin sobre o sentimentos de alienação e o desejo de se isolar construindo um muro no palco entre ele e o público. O incidente se tornou a base de um novo conceito, que acabaria por se tornar um dos lançamentos de maior sucesso da banda, The Wall.[29]

Faixas[editar | editar código-fonte]

Todas as letras escritas por Roger Waters. todas as músicas compostas por {{{toda_música}}}.

Lado A
N.º Título Compositor(es) Vocalista Duração
1. "Pigs on the Wing (Part I)"   Waters Waters 1:25
2. "Dogs"   David Gilmour, Waters Gilmour, Waters 17:03
Duração total:
18:28
Lado B
N.º Título Compositor(es) Vocalista Duração
1. "Pigs (Three Different Ones)"   Waters Waters 11:25
2. "Sheep"   Waters Waters 10:25
3. "Pigs on the Wing (Part II)"   Waters Waters 1:23
Duração total:
23:13

Créditos[editar | editar código-fonte]

Desempenho nas paradas e certificações[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. EMI CDP 7461282
  2. Columbia CK 34474
  3. EMI CD EMD 1060
  4. EMI EMD 1116
  5. Columbia CK 68521
  6. Capitol CDP 724382974826

Referências

  1. a b c d Mason 2005, pp. 218–220
  2. Blake 2008, p. 239
  3. Schaffner 1991, p. 195
  4. Schaffner 1991, pp. 194–196
  5. Blake, 2008, p. 241
  6. Blake 2008, pp. 241–242
  7. a b Blake 2008, p. 243
  8. a b Blake 2008, pp. 243–244
  9. Mabbett 1995, pp. 70–71
  10. Blake, Mark (2008). Read David Gilmour Summer 2008 Interview for Mojo. Great Read! (em inglês) neptunepinkfloyd.co.uk. Visitado em 25 de novembro de 2012.
  11. a b c Povey 2007, p. 208
  12. & Blake 2008, pp. 244–245
  13. Blake 2008, pp. 242–243
  14. Mason 2005, p. 220
  15. Blake 2008, p. 245
  16. Povey 2007, p. 201
  17. Jeffrey Shaw, Pig for Pink Floyd (em inglês) medienkunstnetz.de. Visitado em 28 de novembro de 2012.
  18. a b c d e Blake 2008, p. 246
  19. Mason 2005, pp. 223–225
  20. a b Stephen Thomas Erlewine. Animals Review (em inglês) Allmusic. Visitado em 18 de dezembro de 2012.
  21. a b Rose, Frank (24 de março de 1977). Animals (em inglês) Rolling Stone. Visitado em 18 de dezembro de 2012.
  22. a b Pink Floyd: Animals [Columbia, 1977] (em inglês) robertchristgau.com. Visitado em 18 de dezembro de 2012.
  23. a b Povey 2007, p. 347
  24. Blake 2008, p. 247
  25. Mason 2005, pp. 225–226
  26. Blake 2008, pp. 248–249
  27. Blake 2008, pp. 252–253
  28. Mason 2005, p. 230
  29. a b Mason 2005, pp. 235–236
  30. PINK FLOYD - ANIMALS (ALBUM) (em inglês) australian-charts.com. Visitado em 17 de dezembro de 2012.
  31. Artist Chart History - Pink Floyd (em inglês) Allmusic. Visitado em 17 de dezemebro de 2012.
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Bibliografia
  • Blake, Mark. Comfortably Numb — The Inside Story of Pink Floyd (em inglês). [S.l.: s.n.], 2008. ISBN 0-306-81752-7
  • Mason, Nick. In: Philip Dodd. Inside Out – A Personal History of Pink Floyd (em inglês). Paperback ed. [S.l.: s.n.], 2005. ISBN 0-7538-1906-6
  • Mabbett, Andy. The Complete Guide to the Music of Pink Floyd (em inglês). [S.l.: s.n.], 1995. ISBN 0-7119-4301-X
  • Povey, Glenn. Echoes (em inglês). [S.l.: s.n.], 2007. ISBN 0-9554624-0-1
  • Schaffner, Nicholas. Saucerful of Secrets (em inglês). 1 ed. [S.l.: s.n.], 1991. ISBN 0-283-06127-8