Anita Ekberg

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Anita Ekberg
Anita em 1956
Nome completo Kerstin Anita Marianne Ekberg
Nascimento 29 de setembro de 1931 (83 anos)
Malmö,  Suécia
Ocupação Atriz
Cônjuge Anthony Steel (1956-1959)
Rik Van Nutter (1963-1975)
IMDb: (inglês)

Kerstin Anita Marianne Ekberg (nome de batismo de Anita Ekberg) (Malmö, 29 de setembro de 1931) é uma atriz, miss, modelo e cultuada sex symbol sueca da década de 1960, assim conhecida após sua aparição no filme A Doce Vida, obra-prima do cineasta italiano Federico Fellini.

Modelo e miss[editar | editar código-fonte]

Ekberg começou a trabalhar como modelo para revistas de moda na adolescência e, em 1950, com o incentivo da mãe, participou e venceu o concurso de Miss Malmö, da sua cidade, sendo depois eleita Miss Suécia de 1951. Foi então para os Estados Unidos representar o país no Miss Universo, em Long Beach.[1]

Apesar de não vencer o concurso, ficou entre as seis finalistas, o que lhe garantia um contrato como starlet do Universal Studios, como parte do prêmio do concurso na época.[2] Nos EUA, Ekberg conheceu Howard Hughes, milionário produtor de filmes, que a convidou a trabalhar para ele mas queria que ela trocasse de nome e fizesse plástica no nariz e nos dentes. Howard dizia que 'Ekberg', nome sueco, era difícil de pronunciar para o americano comum. Ela entretanto recusou-se a mudar de nome, dizendo que se ficasse famosa, iam aprender a pronunciá-lo e caso não ficasse, o nome não teria qualquer importância.[2] Como contratada do estúdio, ela passou a receber aulas de interpretação, dança, locução, hipismo e esgrima.

A combinação da beleza física e a agitada vida particular e social de Anita logo a transformaram numa pin-up e em presença constante nas páginas de revistas mundanas e masculinas da mídia norte-americana, o que a tornou uma das maiores pin-ups dos anos 50.[3]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Anita ficou famosa nos Estados Unidos após uma turnê feita com o comediante Bob Hope, em que substituiu Marilyn Monroe, doente, transmitida nacionalmente pela televisão.[4] Na metade da década, ela começou a trabalhar para outros estúdios e foi contratada pela Paramount Pictures para trabalhar com Jerry Lewis e Dean Martin em Artistas e Modelos (1955) e Ou Vai Ou Racha que lhe deram grande projeção popular. No mesmo ano, ela foi para a Europa filmar com o diretor King Vidor, na versão de Guerra e Paz, em que fez o segundo papel feminino depois de Audrey Hepburn.

Depois de alguns filmes menores até o fim da década, ela finalmente teve a chance de fazer o filme que a tornaria um ícone, quando foi convidada por Federico Fellini para viver Sylvia, famosa atriz sueco-americana em A Doce Vida. O filme foi um grande sucesso de público e crítica e sua cena noturna na Fontana di Trevi, banhando-se num vestido de noite negro, tornou-se um dos mais icônicos momentos da história do cinema.[5] ´

O sucesso de A Doce Vita levou-a a fazer Boccaccio 70 com Sophia Loren e Romy Schneider e mais dois filmes testemunhais com Fellini em anos seguintes, I clowns (1970) e Intervista (1987), novamente com Mastroianni,[6] onde representa a si mesma. Nos últimos anos, suas aparições na tela, esporádicas, têm sido apenas em pequenos filmes europeus e na televisão italiana.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Anita teve uma vida amorosa agitada, casando-se duas vezes, a primeira com o ator britânico Anthony Steel (1956-1959) e depois com Rik Van Nutter (1963-1976)[3] mais conhecido pelo papel de Felix Leiter, o contato americano na CIA de James Bond, em 007 contra a Chantagem Atômica (1965).[7] Envolvida romanticamente por três anos com o milionário italiano Gianni Agnelli, dono da Fiat e seu grande amor, com quem sempre desejou ter um filho sem conseguir,[8] ela, hoje afastada do cinema, vive há muito anos numa villa ao sul de Roma,.[4] tendo voltado poucas vezes à sua Suécia natal.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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