Ann Coulter

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Ann Coulter em 2013.

Ann Hart Coulter (Nova Iorque, 8 de dezembro de 1961) é uma advogada, jornalista e polemista norte-americana.

Abertamente republicana e conservadora, Coulter é colunista de diversos periódicos estadunidenses de direita e escritora de sucesso, com vários livros na lista de best-sellers do The New York Times. Ann Coulter é solteira e sem filhos, tendo namorado com o editor da Revista Spin, Bob Guccione, Jr e com o escritor também conservador Dinesh D'Souza. Frequenta a Redeemer Presbyterian Church, do pastor Timothy J. Keller.[1]

Frequentemente aparece na televisão, rádio e discursa em eventos públicos e privados. É conhecida por causar controvérsias com seus artigos conservadores, defendendo o Presidente George W. Bush, o ex-senador Joseph McCarthy, o bombardeio à Coreia do Norte e atacando a teoria da evolução, a masturbação masculina, a homossexualidade, os direitos civis e os muçulmanos.

Embora tenha trabalhado originalmente como colunista em jornais como o New York Times, acabou por ser substituída pelos editores pois os leitores consideravam o seu estilo acutilante, bombástico, fanático e mal intencionado. Entre os exemplos deste estilo estão as críticas que fez às viúvas do 11 de Setembro no livro Godless -- The Church of Liberalism onde sugere mesmo que elas são milionárias à procura da fama e que deveriam aparecer na Playboy.

Outras citações polémicas incluem a defesa da guerra como uma nova cruzada pelo Cristianismo. No dia seguinte ao 11 de Setembro ela escreveu no seu site oficial:

"Os aeroportos aplicam escrupulosamente o mesmo abuso ridiculamente ineficaz tanto a Suzy Chapstick como a sequestradores muçulmanos. É ridículo supor que cada passageiro é um potencial maníaco homicida enlouquecido. Nós sabemos quem são os maníacos homicidas. São esses que estão a cantar e dançar neste preciso momento. Nós devemos invadir seus países, matar seus líderes e convertê-los ao Cristianismo. Nós não éramos seletivos sobre encontrar e punir somente Hitler e seus oficiais superiores. Nós bombardeamos cidades alemãs inteiras; nós matamos civis. Isso era a guerra. E esta é a guerra."

Em termos de direitos das mulheres, num episódio do programa Politicamente Incorrecto

"Eu acho que as mulheres devem ter armas mas não devem votar… as mulheres não têm capacidade para compreender como é que o dinheiro é ganho. Elas têm muitas ideias de como o gastar… é sempre sobre dinheiro em educação, mais dinheiro para cuidados infantis, mais dinheiro para creches."[2]

Numa outra ocasião afirmou:

"Seria um país muito melhor se as mulheres não votassem. Isto é um facto. Na realidade, em todas as eleições presidenciais desde 1950 - exceto Goldwater em '64 - os Republicanos teriam ganho, se apenas votassem os homens."[3]

Ann já lançou vários livros, entre eles How to talk to a liberal (if you must) : the world according to Ann Coulter ("Como falar com um esquerdista [se for necessário]: o mundo segundo Ann Coulter"), Slander : liberal lies about the American right ("mentiras da esquerda sobre o direito americano"), Treason : liberal treachery from the cold war to the war on terrorism ("Traição: besteiras esquerdistas da Guerra Fria à Guerra Contra o Terrorismo"), Godless -- The Church of Liberalism ("Sem Deus -- A Igreja do esquerdismo"), The Case against Bill Clinton ("O tribunal versus Bill Clinton"), entre outros.[4]

Referências

  1. ANN COULTER'S FLORIDA VOTER REGISTRATION APPLICATION FORM. bradblog.com. Página visitada em 3 de maio de 2013.
  2. [1]
  3. [2]
  4. CNN Political Ticker. Coulter’s Book Sales Off. CNN. Página visitada em 8 de março de 2014.

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