Anna Catarina Emmerich

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Bem-Aventurada Anna Catarina Emmerich
Freira Agostiniana e Mística
Nascimento 8 de Setembro de 1774 em Flanmske, Alemanha
Morte 24 de fevereiro de 1824 (49 anos) em Düllmen, Alemanha
Veneração por Igreja Católica
Beatificação 3 de outubro de 2004, Roma por João Paulo II
Festa litúrgica 3 de outubro
Gloriole.svg Portal dos Santos

Anna Catarina Emmerich (Anna Katharina Emmerich), foi uma freira Agostiniana, mística, visionária e arrebatada.[1] , beatificada, em 3 de outubro de 2004, pelo papa João Paulo II.

História[editar | editar código-fonte]

Os seus pais foram os pobres camponeses Bernard Emmerich e Anne Hiller. Em 13 de novembro de 1802, aos 28 anos, foi aceita no Convento de Agnentenberg, em Dülmen.

Durante a infância, relatos afirmam que tinha constante visões de Jesus, Maria, e de santos, aos quais entregava coroas de flores no dia de comemoração em nome deles. Afirma-se também que tinha a capacidade de identificar lugares sacros e pagãos, assim como identificar ervas medicinais que ninguém conhecia antes ou apontar quando algum objeto ou lugar era sagrado ou pagão; mesmos traços que foram identificados em outras personalidades que manifestaram "dons divinos", como Santa Sibyllina de Pavia. Em relatos, descreve que as visões eram tão comuns para ela, que acreditava que toda criança tinha a mesma experiência, e todos simplesmente ficavam calados; por isso, também permanecia em silêncio para que não achassem que estava se vangloriando.

Durante toda a vida, Anna Emmerich ajudava os pobres e enfermos com tudo o que possuía, dividindo o pouco que conseguia em sua pobreza, e por vezes não lhe restava nada nem para o próprio sustento, tendo que ser ajudada pela mãe e amigos; porém, mesmo assim, não deixava de dividir tudo que ganhava com os que mais necessitavam. E quando não os encontrava, rezava para que Deus os revelasse. Também tinha visões com almas presas no Purgatório, e por muitas vezes rezou por essas almas e era acordada por elas no meio da noite, pedindo-lhe que rezasse por elas. Aos 24 anos, em 1798, Anne teve uma visão na Igreja dos Jesuítas, em Coesfeld, na qual ela vislumbrava Jesus Cristo com uma coroa de espinho e outra de rosas em cada mão, pedindo a ela que escolhesse, decidindo-se Anne pela de espinhos e enterrando na própria cabeça. Desde então, passou a receber estigmas, que ocultava de todos usando lenços envoltos na testa.

O livro, que escreveu os relatos da freira de 1819 até a morte, em 1824, foi publicado por Clemens Bretano produzindo quarenta volumes, em que se encontram detalhes das visões e meditações da própria Anna Emmerich. Em 1833, Bretano publicou a primeira edição de "A Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo de acordo com as Meditações de Anna Catarina Emmerich". Então, Betrano preparou um segundo livro, "A Vida da Abençoada Virgem Maria das Visões de Anna Caterina Emmerich", que foi publicado postumamente, em 1852, em Munique, pois Bretano faleceu em 1842. Outro sacerdote católico, o Padre Karl Schmoger, editou os manuscritos restantes de Bretano e publicou os três volumes de "A Vida de Nosso Senhor" entre os anos de 1858 e 1880. Nos anos seguintes, publicou uma versão ilustrada do último livro e uma biografia de Anna Emmerich.

Um dos livros, dedicado às visões da vida Virgem Maria, contém descrições da cidade de Éfeso, que ainda não foi completamente escavada, e relatos que ajudaram arqueólogos a localizar a Casa da Virgem Maria. O Papa João XXIII tornou permanente a declaração de que a casa encontrada é um Local Sagrado. Posteriormente, Papa Paulo VI, Papa João Paulo II e Papa Bento XVI visitaram o local e o trataram como um Santuário Católico.

Ela igualmente recebeu inúmeras visões das crises futuras na Igreja protagonizadas pela Maçonaria. Nelas, ela descreve homens de avental, destruindo a Igreja com a colher de pedreiro, tal como se de pedreiros-livres ou maçons se tratassem[2] .

Os teólogos acreditam que, durante a vida, Anne Emmerich recebeu mais visões divinas do que qualquer outro santo. O livro "A Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo" consiste em meditações da freira sobre visões de acontecimentos descritos nos Evangelhos concernentes à paixão de Cristo. Afirma-se que o mais chocante no relato das visões é a riqueza de detalhes com que Anna Emmerich descreve os sofrimentos, os ferimentos, as humilhações, as torturas, o açoitamento e a crucificação a que Jesus Cristo é submetido, segundo os Evangelhos, do Novo Testamento.

Parte do filme "A Paixão de Cristo", de Mel Gibson, foi inspirado nessas visões de Anna Emmerich, em passagens descritas no mesmo livro citado acima - A Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo[3] .

Referências

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