Anna Pavlova (ginasta)

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Anna Pavlova
Анна Павлова

Nome completo: Anna Anatol'ievna Pavlova
Origem(ns): Orekhovo-Zuyevo, Moscou
Nacionalidade:  Rússia
Data de nascimento: 6 de setembro de 1987
Data de morte:
Apelido:
Período em atividade:
Aparelho(s) favorito(s):
Olímpiadas disputadas: Atenas 2004
Website: Site Oficial


Anna Anatol'ievna Pavlova, em russo Анна Павлова, (Orekhovo-Zuyevo, 6 de setembro de 1987) é uma ginasta russa, considerada um dos mais importantes talentos dos últimos anos. Além das muitas medalhas conquistadas, sua graça e elegância lhe garantiram a admiração de muitos fãs de ginástica artística.

Índice

[editar] Família

Anna, desde os cinco anos de idade, foi treinada por sua mãe, Natalja Ievghieievna Pavlova. Anna treina no clube MGFSO Dynamo, Moscou, onde, além de sua mãe, também tem como treinadora a coreógrafa Olgha Mikhajlovna Maksimova e o treinador de acrobacias Boris Ivanovitch Chuvalov. As ginastas favoritas de Anna são as russas Svetlana Khorkina, Elena Zamolodchikova e Ekaterina Lobaznyuk.

[editar] Primeiras medalhas

Os anos de Anna como júnior foram sem dúvida os mais bem sucedidos da sua carreira, os resultados que ela alcançou fizeram crescer expectativas enormes, ela foi apelidada de a nova Princesa Russa.

A primeira vez que Anna brilhou numa competição internacional foi no Campeonato Europeu Junior de 2000. Mesmo sendo uma das mais jovens ginastas na competição, com apenas 12 anos, conquistou uma medalha de ouro nas barras assimétricas e um quinto lugar no individual geral. Cabe aqui uma ironia do destino: nessa competição ela bateu a atual (2006) campeã mundial de barras assimétricas, Beth Tweddle, porém, com o passar dos anos, as barras assimétricas se tornaram o pior aparelho de Anna. Ainda no mesmo ano, Anna bateu a ginasta que viria a se tornar a campeã olímpica, Carly Patterson, na competição Top Gym International, onde Anna ganhou o ouro no individual geral.

O ano seguinte começou com um quarto lugar para Anna Pavlova no individual geral júnior da competição americana WOGA Classic. Em março, Anna foi capa da revista International Gymnastics. Em julho, no European Youth Olympic Days ganhou três medalhas: prata por equipes (perdendo para Romênia por 0,813 ponto), prata no individual geral (perdendo para a ucraniana Alina Kozitch por apenas 0,25 ponto) e o ouro na trave. Em setembro se deu o Goodwill Games – competição que reunia ginastas do mundo todo e não fazia distinção entre júnior e sênior – Anna ganhou a medalha de prata na trave. Em novembro, Pavlova participou da competição Trophée Massilia na França, voltou para a casa com uma prata por equipes, e dois bronzes: salto e trave. E as vésperas do Natal Pavlova ainda teve tempo de ganhar a 2001 Mikhail Voronin Cup. Foram 2 ouros, 4 pratas e 2 bronzes (só em competições internacionais) no ano em que ela se consolidou como uma das mais promissoras ginastas do mundo.

O ano de 2002 começou com um ótimo resultado dentro de casa para Anna Pavlova , em março, nas competições nacionais russas (que não distinguem júnior de sênior) ela conseguiu três ouros (equipes, individual geral e barras assimétricas) e duas pratas (salto e trave). Mas foi em abril, no Campeonato Europeu Junior de 2002, já com 14 anos, que ela se consagrou. Ganhou três medalhas de ouro (equipes, individual geral e salto) e uma prata na trave. De volta à Rússia, em junho, Anna, como era de se esperar, ganhou a 2002 International Sports Youth Games. Em setembro, na Russian Cup, Anna conseguiu duas pratas (salto e barras) e dois bronzes (individual geral e solo), perdendo apenas para ginastas mais experientes que ela. Em novembro no 2002 Trophée Massilia Cup, Anna ganhou um ouro no salto e um bronze no individual geral.

[editar] A caminho de Atenas

Em 2003 Anna ainda não poderia se considerar uma ginasta sênior (categoria adulta da ginástica artística), pois a ginasta é considerada sênior no ano em que completa 16 anos. Esta regra a deixou fora do Campeonato Europeu Sênior e naquele ano não houve Campeonato Europeu Junior.

O ano começou, como de costume, com os campeonatos nacionais russos, onde Anna levou dois ouros (trave e solo) e três pratas (individual geral, salto e barras). Ainda em março, Anna participou das suas primeiras Etapas da Copa do Mundo (primeiras de muitas que viriam). Em Lyon, na França, Anna conseguiu dois ouros: salto e trave; em Cottbus, na Alemanha, uma prata no salto (perdendo para a veterana Oksana Chusovitina) e dois ouros: trave e solo. Já em junho, na Copa da Rússia, Anna ganhou a prata nas barras, perdendo apenas para a bicampeã olímpica Svetlana Vasilievna Khorkina, que deixou para trás no individual geral onde ganhou o ouro.

Mas a grande competição de 2003 foi o Campeonato Mundial que aconteceu em agosto nos Estados Unidos (onde as ginastas de quinze anos puderam competir por se tratar de um ano pré-olímpico). Sua participação não foi nem de longe parecida com as anteriores, foi possivelmente a primeira vez que Anna se deparou com o fracasso. A seleção Rússia teve um dos seus piores resultados da história, ficando em um chocante 6º lugar na prova por equipes; porém Anna definitivamente não pode ser culpada por isso, já que obteve as notas mais altas entre as russas, inclusive conseguindo a terceira pontuação mais alta na soma de todos os aparelhos (37.324). Apesar de não ter ganho nenhuma medalha, Anna participou das finais do individual geral (décimo lugar - 36.736), salto (quinto lugar - 9.356) e solo (7º lugar - 9.237).

Em outubro, Anna participou da Etapa da Copa do Mundo de Glasgow, na Escócia. Foi uma competição de altos e baixos, na final de salto Anna amargou um quarto lugar, porém na de trave ela ganhou a medalha de ouro. No mês seguinte foi a vez da Etapa da Copa do Mundo de Sttutgart, na Alemanha, lá Anna competiu apenas na trave e ficou em quarto lugar. A última competição do ano para Anna foi a Voronin Cup, onde ela ganhou três ouros (individual geral, barras e trave), uma prata no salto e um bronze no solo.

O tão aguardado ano olímpico começou para Anna com os campeonatos nacionais russos, onde Anna conseguiu dois ouros (individual geral e trave). Algumas semanas depois, Anna foi para Grécia, ainda não para os jogos olímpicos, mas sim para o Athens International Tournament, um evento preparatório para as olimpíadas, onde Anna ganhou um bronze na trave e um ouro por equipes.

Em abril, Anna participou do seu primeiro Campeonato Europeu como sênior, ela era considerada umas das favoritas para ganhar o individual geral, mas a estréia não foi exatamente como ela queria. No primeiro dia de competição, foi realizada a prova por equipes que também serviu como classificatória para as finais. Foi um desastre. No primeiro aparelho, salto, Anna foi muito bem, com um 9,500 estava classificada para a final de salto. Mas o restante foi um pesadelo. Nas barras assimétricas Anna caiu, a preocupação com o individual geral estava estampada no seu rosto, quando se tem competidoras como Svetlana Khorkina e Elena Zamolodchikova na equipe, não há espaço para erros (independente da nota, apenas duas ginastas por país se classificam para as finais), na trave outra queda. Agora a preocupação era também com a equipe, Anna foi as lágrimas e teve que ser consolada por Elena Zamolodchikova para poder continuar, afinal ela ainda tinha o solo pela frente. No solo, Anna não caiu, mas estava muito desconcentrada e teve vários erros, a sua nota, 9.200, não foi suficiente para classificá-la para a final de solo. Anna terminou aquele dia aos prantos, com um decepcionante bronze por equipes e classificada apenas para a final de salto. Na final de salto as coisas foram um pouco melhores para Anna, ela conseguiu a nota 9,381 e ficou com a prata, empatando com a campeã olímpica Elena Zamolodtchikova e perdendo para a romena Mônica Rosu.

Em junho, no campeonato nacional russo, Anna conseguiu uma prata no salto e dois bronzes (individual geral e trave). Ao final dessa competição o técnico russo, Leonid Arkayev anunciou o time para as Olimpíadas de Atenas, o time seria: Svetlana Khorkina, Elena Zamolodchikova, Natalia Ziganshina, Anna Pavlova, Ljudmila Iezhova e Maria Kryuchkova.

Em agosto de 2004 começaram os Jogos Olímpicos de Verão de Atenas, onde Anna era apontada como favorita para se tornar medalhista na prova por equipes, individual geral, salto e trave. A competição classificatória não foi tão boa para Anna, a Rússia teve o azar de ficar no primeiro grupo de equipes (os países foram divididos em quatro grupos, já que seria impossível todas as ginastas competirem ao mesmo tempo), é sabido que os juízes “seguram” um pouco as notas no primeiro grupo, é natural, já que eles não sabem o que virá depois; e então as notas tendem a ser um pouco mais baixas. Anna se qualificou em 4º por equipes, em 7º no individual geral, em 5º no salto e em 4º na trave. Na competição por equipes a Rússia superou a China e conseguiu terminar em terceiro lugar, era a primeira medalha olímpica de Anna. Na final do individual geral, Anna fez a melhor competição de sua vida, impecável em todos os aparelhos, mas mesmo assim não foi suficiente para uma medalha, acabou em 4º lugar, a apenas 0,25 da chinesa Nan Zhang, a medalhista de bronze. Muito se falou (e se fala até hoje) que os juízes foram injustos com Anna, que ela merecia ter ficado com o bronze. E são apontados até motivos para o resultado ter sido o que foi: por ter se classificado em 7º lugar, Anna competiu no grupo 2, o que de alguma forma deixou-a em desvantagem perante as ginastas do grupo 1, que são obviamente consideradas as favoritas. A imagem de Anna chorando ao final da competição correu o mundo e comoveu os fãs do esporte e da ginasta.

Na final de salto, Anna cravou os seus dois saltos e conseguiu sua segunda medalha olímpica, um bronze – o ouro ficou com a romena Mônica Rosu e a prata com a americana Annia Hatch. No dia seguinte, na final de trave, um desequilíbrio tirou Anna do pódio, a final foi muito disputada, Anna ficou a 0,113 da medalhista de bronze, a romena Alexandra Eremia – o ouro ficou com a também romena Catalina Ponor e a prata com a americana Carly Patterson.

O ano não acabou depois das olimpíadas, houve ainda mais Etapas da Copa do Mundo. Em outubro, na etapa de Glasgow, Escócia, Anna conseguiu uma prata no salto. Em novembro, na etapa de Gante, na Bélgica, Anna ganhou um bronze no salto e uma prata na trave. No mesmo mês, na etapa de Stuttgart, na Alemanha, Anna conseguiu o ouro no salto. Em dezembro Anna participou da Chunichi Cup, e ganhou o ouro no salto. A segunda competição mais importante do ano foi a Final da Copa do Mundo, que se realizou em dezembro em Birmingham, na Inglaterra. Anna conseguiu um bronze no salto, o ouro ficou para a americana Alicia Sacramone e a prata para a campeã olímpica, a romena Mônica Rosu. Na final de trave Anna infelizmente caiu e terminou em último lugar.

[editar] Um novo começo

Tradicionalmente, na ginástica, a carreira das ginastas segue o quadrante olímpico, de forma que após o termino de um ano olímpico, se a ginasta não pretende competir na próxima olimpíada ela se aposenta. Como acontece sempre, muitas ginastas se aposentaram, da seleção olímpica russa sobraram apenas Anna Pavlova e Elena Zamolodchikova. Anna agora experimentava uma nova posição no time, não era mais a novata, a promissora, a princesinha, agora liderava a equipe junto com Elena Zamolodchikova e era vista como uma experiente medalhista olímpica. E assim começaram as cobranças de resultados. E a síndrome do quase... quase ouro, quase bronze...

2005 foi um ano de poucas competições, era vez de dar oportunidade para as ginastas mais jovens ganharem experiência. A primeira competição de Anna foi a Etapa da Copa do Mundo de Cottbus, na Alemanha, Anna conseguiu duas pratas (salto e trave). Em junho, com a aposentadoria da Svetlana Khorkina, Anna era mais do que nunca a favorita para o ouro no individual geral do Campeonato Europeu, porém, para surpresa de todos, Anna ficou com a prata, a apenas 0,024 da (até então praticamente desconhecida) francesa Marine Debauve. Anna se classificou ainda para mais duas finais, no salto ficou com a prata, a 0,1 da novata italiana Francesca Bennoli e na trave com o bronze, perdendo a prata mais uma vez para Marine Debauve e o ouro para a romena Catalina Ponor. Em outubro Anna recuperou a sua confiança ganhando o individual geral da Russian Cup. Porém o Campeonato Mundial que ocorreu em Melbourne, na Austrália não foi nada bom para a Rússia, pela primeira vez em anos não conseguiu nenhuma medalha, os melhores resultados para o país vieram de Elena Zamolodchikova (4º no salto e solo) e Anna, 7º lugar no individual geral, quinto lugar no salto e sétimo na trave (devido a uma queda).

2006 foi o ano da mudança no código de pontuação da ginástica, a nota dez foi extinta e substituída por um novo sistema que separa a nota de dificuldade da nota de execução, culminando em notas bem diferentes do que todos estavam acostumados. Algo em torno de 15,0 é considerada uma boa nota no novo código.

Com a mudança no código, todas as ginastas viram a necessidade de testar suas novas séries sob o novo sistema de pontuação. Anna porém teve de adiar a sua estréia no novo código devido a uma lesão, que inclusive a tirou do Campeonato Europeu. Sua primeira competição do ano foi a Etapa da Copa do Mundo de Moscou, no fim de maio, onde conseguiu uma prata na trave. Em junho, na Etapa da Copa do Mundo de Xangai, na China, Anna fez a melhor final de salto da sua vida, dois saltos bem executados e cravados que ainda assim não foram suficientes para ganhar da campeã mundial Fei Cheng, que levou o ouro por uma vantagem de 0,05. Anna ainda ganhou o bronze da trave. Já em outubro, na Etapa da Copa do Mundo de Stuttgart, na Alemanha, sem Fei Cheng na competição, Anna ganhou o ouro no salto, batendo a campeã mundial Oksana Chusovitina e a campeã olímpica Elena Zamolodchikova. E ainda surpreendeu muita gente com uma prova de solo com um nível de dificuldade baixo, porém com uma ótima execução, o que levou Anna a ganhar a medalha de bronze, batendo ginastas que tinham provas mais difíceis. Na competição seguinte, a Etapa da Copa do Mundo de Glasgow, na Escócia, Anna repetiu o resultado, ouro no salto e bronze no solo.

Em outubro, no Campeonato Mundial de Aarhus, na Dinamarca, Anna competiu relativamente bem nas classificatórias, se classificou em 4º por equipes, em 15º no individual geral, em sétimo no salto e em quarto na trave. Na final por equipes a Rússia se superou e terminou em terceiro, pela primeira vez em anos, na frente eterna rival Romênia. Na final do individual geral, Anna teve o melhor resultado de uma russa, 19º lugar, que não deixa de ser decepcionante para Anna. Na final de salto Anna terminou em 5º lugar, já na final de trave em 4º lugar, apenas 0,2 atrás da canadense Elyse Hopfner-Hibbs, que ficou com o bronze. Em dezembro, Anna participou da sua segunda Final da Copa do Mundo em São Paulo, foram mais dois decepcionantes quartos lugares, salto e trave.

2007 começou com os campeonatos nacionais russos, Anna se classificou em 6º para o individual geral, porém devido a uma pequena lesão, não competiu da final e participou apenas da competição por equipes, onde seu time ganhou o ouro e da final de trave, onde ela ganhou o bronze. Devido a lesões Anna não participou nem do Campeonato Europeu, nem do Campeonato Mundial.


[editar] Medalhas

  • Olimpíadas: 2 bronzes
  • Mundiais: 1 bronze
  • Finais da Copa do Mundo: 1 bronze
  • Etapas da Copa do Mundo: 8 ouros, 7 pratas, 4 bronzes
  • Europeus (júnior e sênior): 4 ouros, 4 pratas, 2 bronzes

[editar] Canção para apresentações solo

  • 2006 (final do ano) - "I Will Never Forget You" by “Yunona i Avos”.
  • 2006 (começo do ano) - Allegretto by Bond
  • 2004 - Wintersun by Bond

[editar] Ligações externas

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