Anna Seghers

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Anna Seghers (1966)
Túmulo de Anna Seghers no Cemitério Municipal da Dorotheenstrasse, em Berlim.

Anna Seghers (Mainz/Mogúncia, 19 de Novembro de 1900Berlim, 1 de Junho de 1983) foi uma escritora alemã. Seu nome de nascimento foi Netty Reiling, seu nome de casamento Netty Radványi. Mais tarde, como escritora, passou a assinar seu nome como Anna Seghers.

Dados Biográficos[editar | editar código-fonte]

Anna Seghers foi filha única do casal Isidor Reiling e Hedwig Reiling (nascida Fuld), que se identificava com a comunidade judaica ortodoxa. Inicialmente Anna freqüentou uma escola privada, depois um liceu (colégio para moças). Foi voluntária durante a Primeira Guerra Mundial e fez seu Abitur, exame alemão que corresponde ao vestibular do Brasil, no ano de 1920, vindo a freqüentar universidades em Colônia (Köhln) e Heidelberg, estudando Sinologia (Civilização da China), História e História da Arte. Em 1924 apresenta a sua dissertação: Judeus e judaísmo nas obras de Rembrandt.

Em 1925 Anna Seghers se casa com o sociólogo húngaro László Radványi. O casal se muda para Berlim onde nasce seu filho Peter. Em 1927 é publicado 'Grubetsch', um de seus primeiros escritos, assinado simplesmente 'Seghers', sem nenhum primeiro nome, o que leva os críticos a assumirem que se trata de um autor do sexo masculino.

Em 1928 nasce a sua filha Ruth. Neste mesmo ano surge seu primeiro livro 'Aufstand de Fischer von St. Barbara', no qual ela utiliza pela primeira vez o pseudônimo 'Anna Seghers' - baseado no nome do desenhista holandês Hercules Segers (que mais tarde também passou a ser escrito Seghers), cujo trabalho ela muito admirava.

Recebeu, entre outros, o Prêmio Georg Büchner em 1947 e o Prêmio Lênin da Paz em 1951.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • 1928 - Aufstand der Fischer von St. Barbara
  • 1930 - Auf dem Wege zur amerikanischen Botschaft und andere Erzählungen
  • 1932 - Die Gefährten
  • 1933 - Der Kopflohn
  • 1935 - Der Weg durch den Februar
  • 1937 - Die Rettung
  • 1940 - Die schönsten Sagen vom Räuber Woynok. Sagen von Artemis
  • 1942 - Das siebte Kreuz, Aufbau-TB, ISBN 3746651514
  • 1943 - Der Ausflug der toten Mädchen
  • 1944 - Transit
  • 1948 - Sowjetmenschen. Lebensbeschreibungen nach ihren Berichten
  • 1949 - Die Toten bleiben jung
  • 1949 - Die Hochzeit von Haiti
  • 1950 - Die Linie
  • 1950 - Der Kesselflicker
  • 1951 - Crisanta
  • 1951 - Die Kinder
  • 1952 - Der Mann und sein Name
  • 1953 - Der Bienenstock
  • 1958 - Brot und Salz
  • 1959 - Die Entscheidung
  • 1961 - Das Licht auf dem Galgen
  • 1963 - Über Tolstoi. Über Dostojewski
  • 1965 - Die Kraft der Schwachen
  • 1967 - Das wirkliche Blau. Eine Geschichte aus Mexiko
  • 1968 - Das Vertrauen
  • 1969 - Glauben an Irdisches
  • 1970 - Briefe an Leser
  • 1970 - Über Kunstwerk und Wirklichkeit
  • 1971 - Überfahrt. Eine Liebesgeschichte
  • 1977 - Steinzeit. Wiederbegegnung
  • 1980 - Drei Frauen aus Haiti
  • 1990 - Der gerechte Richter (produzido em 1957, porém não publicado naquela época por causa de motivos políticos)

Obras Traduzidas ao Português[editar | editar código-fonte]

  • Brasil: Em Trânsito (Editora Paz e Amor, Rio de Janeiro)
  • Portugal: Os mortos permanecem jovens (Europa-América)
  • Brasil: A sétima cruz
  • Brasil: Travessia. Uma história de amor. Trad. Daniel Martineschen, org. e posfácio de Klaus Eggensperger. Curitiba: Editora UFPR, 2013.

Obras Traduzidas ao Espanhol[editar | editar código-fonte]

  • España: La revuelta de los pescadores de Santa Bárbara
  • España: La septima cruz
  • España: Histórias de mujeres (Sudamericana)
  • España: Auswahlbände (Erzählungen) (Editorial Seix Barral; Editorial Centauro)

Literatura[editar | editar código-fonte]

  • Birgit Schmidt : Wenn die Partei das Volk entdeckt. Anna Seghers, Bodo Uhse, Ludwig Renn u.a. Ein kritischer Beitrag zur Volksfrontideologie und ihrer Literatur, Münster, ISBN 3-89771-412-4. Não existe tradução desta obra em português. Segue uma tradução livre do título somente para fins explicativos: "Quando o partido descobre o povo. Anna Seghers, Bodo Uwe, Ludwig Renn entre outros/as. Uma contribuição crítica à ideologia de frente popular e sua literatura".

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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