Anne Frank

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Anne Frank
Nome completo Annelies Marie Frank
Conhecido(a) por Diário de Anne Frank
Nascimento 12 de Junho de 1929
Frankfurt am Main, Alemanha
Morte 31 de Março de 1945 (15 anos)
Bergen-Belsen, Alemanha
Nacionalidade Alemanha alemã
Parentesco Otto Frank (pai)
Edith Frank (mãe)
Margot Frank (irmã)
Ocupação estudante
Religião judaísmo
Causa da morte tifo

Annelies Marie Frank, mais conhecida como Anne Frank (Frankfurt am Main, 12 de Junho de 1929Bergen-Belsen, Março de 1945), foi uma adolescente alemã de origem judaica, vítima do Holocausto, que morreu aos quinze anos de idade em um campo de concentração. Ela se tornou mundialmente famosa com a publicação póstuma de seu Diário, no qual escrevia as experiências do período em que sua família se escondeu da perseguição aos judeus dos Países Baixos. O conjunto de relatos, que recebeu o nome de Diário de Anne Frank, foi publicado pela primeira vez em 1947 e é considerado um dos livros mais importantes do século XX.

Embora tenha nascido na cidade alemã de Frankfurt am Main, Anne passou a maior parte da vida em Amsterdã, nos Países Baixos. Sua família se mudou para lá em 1933, ano da ascensão dos nazistas ao poder. Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, o território holandês foi ocupado e a política de perseguição do Reich foi estendida à população judaica residente no país. A família de Anne passou a se esconder em julho de 1942, abrigando-se em cômodos secretos de um edifício comercial.

Durante o período no chamado "anexo secreto", Anne escrevia no diário suas intimidades e também o cotidiano das pessoas ao seu redor. E lá permaneceu por dois anos até que, em 1944, um delator desconhecido revelou o esconderijo às autoridades nazistas. O grupo foi, então, levado para campos de concentração. Anne Frank e sua irmã Margot foram transferidas de Auscwitz para o campo de Bergen-Belsen, onde morreram de tifo em março de 1945.

Otto Frank, pai de Anne e único sobrevivente da família, retornou a Amsterdã depois da guerra e teve acesso ao diário da filha. Seus esforços levaram à publicação do material em 1947. O diário, que foi dado a Anne em seu aniversário de 13 anos, narra sua vida de 12 de junho de 1942 até 1 de agosto de 1944. É, atualmente, um dos livros mais traduzidos em todo o mundo.[1]

Infância[editar | editar código-fonte]

Anne Frank nasceu em 12 de junho de 1929 em Frankfurt am Main, na Alemanha, que, naquele momento, vivia um período político democrático conhecido como República de Weimar. Anne Frank, como ficou conhecida, era a segunda filha do casal Otto Frank (1889 - 1980) e Edith Frank-Holländer (1900 - 1945). Margot Frank (1926 - 1945) era a sua irmã, três anos mais velha.[2] Os Frank eram uma família de judeus liberais, que não seguiam todos os costumes e tradições do judaísmo e viviam em uma comunidade de cidadãos judeus e não judeus de várias religiões.[3] Edith Frank era a mais devota da família, enquanto Otto Frank estava interessado em atividades acadêmicas e tinha uma extensa biblioteca. Os pais incentivam as crianças a lerem desde de muito cedo.[4]

Em 13 de março de 1933, foram realizadas eleições para o conselho municipal de Frankfurt e o partido nazista de Adolf Hitler sai vitorioso. Manifestações antissemitas ocorreram quase que imediatamente e a família Frank começou a temer o que aconteceria a eles se permanecessem na Alemanha. Mais tarde, naquele mesmo ano, Edith e as crianças foram para Aquisgrano, onde ficaram com a mãe de Edith, Rosa Holländer e Kézia Lascosck,que também se refugiaria durante a guerra. Otto Frank permaneceu em Frankfurt, mas depois de receber uma oferta para iniciar uma empresa em Amsterdã, mudou-se para lá a fim de organizar o negócio da vida e arranjar muito dinheiro e acomodações para a família.[5] Os Frank estavam entre os cerca de 300 000 judeus que fugiram da Alemanha entre 1933 e 1939.[6]

Edifício de apartamentos onde Anne Frank morou entre 1934 e 1942.

Otto Frank começou a trabalhar na Opekta, uma empresa que vendia um extrato de fruta chamado pectina e encontrou um apartamento na praça Merwede, em Amsterdã. Em fevereiro de 1934, Edith e as crianças chegaram em Amsterdã e as duas meninas foram matriculadas na escola: Margot em escola pública e Anne em uma escola montessoriana. Margot demonstrava habilidade em aritmética enquanto que Anne mostrava aptidão para a leitura e escrita. Sua amiga Hanneli Goslar depois lembrou que, desde a infância, Anne escrevia frequentemente, embora ela não permitisse aos outros que lessem e se recusasse a discutir o conteúdo da sua escrita. As irmãs Frank tinham personalidades altamente distintas: Margot era bem-educada, reservada e estudiosa,[7] enquanto Anne era franca, enérgica e extrovertida.[8]

Em 1938, Otto Frank fundou uma segunda empresa, a Pectacon, que foi uma atacadista de ervas, sais de decapagem e de mistura de especiarias, os quais eram utilizados na produção de salsichas.[9] [10] Hermann van Pels foi empregado da Pectacon como um especialista em temperos. Ele era um açougueiro judeu, que havia fugido de Osnabrück, na Alemanha, com sua família.[10] Em 1939, a mãe de Edith passou a viver com os Franks e permaneceu com eles até sua morte em janeiro de 1942.[11]

Em maio de 1940, a Alemanha invadiu os Países Baixos e o governo de ocupação começou a perseguir os judeus através da aplicação de leis restritivas e discriminatórias, como o registro obrigatório e posterior segregação. As irmãs Frank iam bem em seus estudos e tinham muitos amigos, mas, com a introdução de um decreto que determinava que crianças judias poderiam se matricular apenas em escolas judaicas, elas tiveram que se matricular no liceu Judaico.[11] Em abril de 1941, Otto Frank tomou algumas medidas importantes para evitar que sua empresa, a Pectacon, fosse confiscada pelo governo por ser uma empresa de propriedade judaica. Ele transferiu suas ações da Pectacon para Johannes Kleiman e renunciou ao cargo de diretor. A empresa foi liquidada e todos os activos transferidos para Gies and Company, comandada por Jan Gies. Em dezembro de 1941, ocorreu um processo semelhante para salvar a Opekta. Os negócios continuaram, apesar desta pequena mudança, e permitiram a sobrevivência de Otto Frank, que passou a ganhar uma renda mínima, mas suficiente para sustentar sua família.[12]

Período relatado no diário[editar | editar código-fonte]

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Antes de ir para o esconderijo[editar | editar código-fonte]

No seu 13º aniversário, em 12 de junho de 1942, Anne Frank ganhou de presente um livro que ela tinha mostrado a seu pai em uma vitrine alguns dias antes. Embora originalmente fosse um livro de autógrafos, com uma estampa xadrez em vermelho e verde e com um pequeno cadeado na parte da frente, Anne decidiu que iria usá-lo como diário e começou a escrever nele quase que imediatamente. Enquanto muitas de suas observações de início descrevessem os aspectos mundanos de sua vida, ela também descreveu algumas das mudanças que ocorreram nos Países Baixos desde a ocupação alemã. Em sua entrada datada de 20 de junho de 1942, ela enumerou muitas das restrições que haviam sido colocadas sobre a vida da população judaica neerlandesa e observou, também, o pesar que sentia pela morte de sua avó no início deste mesmo ano.

Anne sonhava em ser jornalista. Ela também adorava assistir filmes, mas os judeus neerlandeses foram proibidos de ter acesso às salas de cinema a partir de 8 de janeiro de 1941.

Em julho de 1942, Margot Frank recebeu uma carta do Jüdische Zentralstelle für Auswanderung (Escritório Central de Emigração Judaica). Era um aviso prévio, ordenando que ela fosse para um dos Campos de concentração nazistas. Otto Frank então revelou à família seus planos prévios para que eles fossem se esconder em uma espécie de anexo secreto atrás de sua empresa, na rua Prinsengracht, uma rua junto a um dos canais de Amesterdão, onde alguns de seus empregados mais confiáveis os ajudariam. A carta de Margot os forçou a se mudar algumas semanas mais cedo do que ele tinha previsto.

A vida no anexo secreto[editar | editar código-fonte]

Na manhã do dia 9 de julho de 1942, uma segunda feira, a família mudou-se para seu esconderijo, um anexo secreto. O apartamento deles foi deixado em um estado de desordem para criar a impressão de que tinham partido repentinamente. Otto Frank também deixou uma nota que insinuava que eles estavam indo para a Suíça. A necessidade de sigilo os forçou a deixar para trás o gato de Anne, Moortje. Como os judeus não estavam autorizados a utilizar os transportes públicos, eles andaram vários quilómetros, cada um deles vestindo várias camadas de roupa, pois não podiam ser vistos carregando bagagem. O Achterhuis (a palavra neerlandesa que denota a parte traseira de uma casa, traduzido como "anexo secreto") era um espaço de três andares, com entrada a partir de um patamar acima dos escritórios da Opekta. Duas salas pequenas, com um banheiro contíguo ficavam no primeiro nível, acima de um maior espaço aberto, com uma pequena sala ao lado. A partir desta sala menor, uma escada levava ao sótão. A porta para o Achterhuis foi, posteriormente, coberta por uma estante de livros para garantir que ele permanecesse oculto. O edifício principal, situado a uma quadra da Westerkerk ("igreja do oeste"), era o tipo de edifício típico dos bairros ocidentais de Amsterdã.

Victor Kugler, Johannes Kleiman, Miep Gies e Bep Voskuijl trabalhavam no escritório, e era os únicos que sabiam dos moradores escondidos, juntamente com o marido de Gies, Jan Gies e o pai de Voskuijl, Johannes Hendrik Voskuijl. Eles também foram os "ajudantes" dos moradores do anexo secreto no período de confinamento. Estes eram a única ligação entre o mundo exterior e os ocupantes da casa. Eles os mantinham informados das notícias da guerra e seus desdobramentos políticos, atendiam todas as suas necessidades, garantido a sua segurança, e lhes forneciam alimentos, uma tarefa que ficou mais difícil, quando a guerra foi avançando. Anne Frank escreveu sobre a dedicação e os esforços dos amigos para elevar o moral dentro da casa durante os períodos mais perigoso. Todos estavam cientes de que, se pegos, os ajudantes poderiam ser condenados a pena de morte por abrigar judeus.

Em 13 de julho de 1942, a família van Pels se juntou aos Frank no confinamento: Hermann, Auguste e Peter de 16 anos de idade. E, em seguida, em novembro, foi a vez de Fritz Pfeffer, um dentista amigo da família, também ir para o abrigo. Anne escreveu de seu prazer em ter novas pessoas para conversar, mas logo tensões se desenvolveram dentro do grupo, que fora forçado a viver em tais condições de confinamento. Depois de dividir o quarto com Pfeffer, ela descobriu que ele era insuportável, e se ofendeu com sua intrusão. Ela também entrou em choque com Auguste van Pels, quem ela considerava uma mulher tola e rabugenta. Ela considerava Hermann van Pels e Fritz Pfeffer egoístas, particularmente no que diz respeito à quantidade de alimentos consumidos. Algum tempo depois, após não ter se dado bem com o tímido e desajeitado Peter, eles começaram a se entender, e até começaram um romance. Seu primeiro beijo foi com Peter, mas sua paixão por ele começou a diminuir quando ela questionou se os seus sentimentos por ele eram genuínos, ou resultado do confinamento compartilhado. Anne Frank criou um vínculo estreito com cada um dos ajudantes e Otto Frank relembrou mais tarde que ela ficava entusiasmada com as visitas. Ele ainda observou que Anne era muito amiga de Bep Voskuijl: "A jovem datilógrafa ... As duas muitas vezes ficavam sussurrando pelos cantos."

No seu texto, Anne Frank examinou seus relacionamentos com os membros de sua família, e as fortes diferenças de personalidades. Ela se considerava a filha mais próxima emocionalmente de seu pai, que depois comentou: "Eu tinha um melhor relacionamento com Anne do que com Margot, que era mais apegada à mãe. A razão para isso pode ter sido o fato de Margot raramente mostrar seus sentimentos e não precisar de tanto apoio porque não sofria as mudanças de humor de Anne." As irmãs Frank começaram uma relação mais estreita do que tinham antes de se esconderem, embora Anne às vezes expressasse ciúmes em relação a Margot, particularmente quando os moradores do esconderijo criticavam Anne por não ter a natureza gentil e plácida de Margot. Com o amadurecimento, as irmãs foram capazes de confiar mais uma na outra. Em 12 de janeiro de 1944, Anne escreveu, "Margot está muito melhor... Ela não está tão hostil esses dias e está se tornando uma verdadeira amiga. Ela não me vê mais como um bebê."

Anne também escreveu frequentemente sobre seu difícil relacionamento com a mãe e de sua ambivalência em relação a ela. Em 7 de novembro de 1942, ela descreveu seu "desprezo" por sua mãe e sua incapacidade de "enfrentá-la com o seu descuido, seu sarcasmo e sua dureza de coração", antes de concluir: "Ela não é uma mãe para mim." Mais tarde, como ela retrata no diário, Anne sentiu-se envergonhada da sua atitude severa, escrevendo: "Anne, é você mesma falando de ódio? Ah, Anne, como pôde?". Ela veio a entender que suas diferenças resultaram de mal-entendidos que foram tanto culpa dela como da mãe, e viu que tinha escrito coisas ruins de sua mãe desnecessariamente, que a mãe também sofria com a situação. Com essa percepção, Anne começou a tratar a mãe com um grau de tolerância e respeito.

As irmãs Frank queriam voltar para a escola assim que pudessem, e continuaram com os estudos enquanto estavam escondidas. Margot entrou em um curso por correspondência no nome de Bep Voskuijl, e recebeu notas altas. A maior parte do tempo Anne passou lendo e estudando, e ela regularmente escrevia em seu diário, e editava-o. Além de fornecer uma narrativa dos acontecimentos da época, Anne também escreveu sobre seus sentimentos, crenças e ambições, assuntos esses que ela não podia/se sentia segura para discutir com ninguém. Com o crescimento da confiança em sua escrita, e seu próprio amadurecimento, ela começou a escrever sobre assuntos mais abstratos, tais como sua crença em Deus e como ela definia a natureza humana.

Prisão[editar | editar código-fonte]

Na manhã de 4 de agosto de 1944, o anexo secreto foi invadido pela Polícia de Segurança Alemã (Grüne Polizei) em consequência da denúncia de um informante que jamais foi identificado.[13] Liderados pelo oberscharführer da Schutzstaffel Karl Silberbauer do Sicherheitsdienst, o grupo incluiu pelo menos três membros da Polícia de Segurança. Anne Frank, sua família, além dos van Daans e de Pfeffer foram levados para a sede Gestapo, onde foram interrogados e detidos durante a noite. Em 5 de agosto, foram transferidos para a Huis van Bewaring (Casa de Detenção), uma prisão superlotada na Weteringschans. Dois dias depois, eles foram transportados para Westerbork. Aparentemente um campo de trânsito, por esta altura mais de 100.000 judeus haviam passado por tal lugar. Por serem presos em um esconderijo, eles eram considerados criminosos e foram enviadas para o Quartel de Punição para trabalhos braçais.[14]

Victor Kugler e Johannes Kleiman foram presos e encarcerados no campo penal para os inimigos do regime em Amersfoort. Kleiman foi libertado depois de sete semanas, mas Kugler passou por vários campos de trabalho até que a guerra chegasse ao fim.[15] Miep Gies e Bep Voskuijl foram interrogadas e ameaçadas pela Polícia de Segurança, mas não foram detidas. Elas voltaram para o anexo secreto no dia seguinte e encontraram os papéis de Anne espalhados pelo chão. Elas guardaram os relatos de Anne, bem como vários álbuns de fotografia de familiares, e Gies resolveu devolvê-los a Otto depois da guerra. Em 7 de agosto de 1944, Gies tentou negociar a libertação dos prisioneiros, oferecendo dinheiro a Karl Silberbauer para intervir no caso, mas ele recusou. Como Anne faleceu antes do fim da guerra, os papéis foram entregues a Otto Frank, que decidiu publicá-los como um livro. [16]

Deportação e morte[editar | editar código-fonte]

Em 3 de setembro de 1944, o grupo foi deportado para o que seria o último transporte de Westerbork para o campo de concentração de Auschwitz, e chegou após uma viagem de três dias. No caos que marcou o desembarque dos trens, os homens foram forçosamente separados das mulheres e crianças, e Otto Frank foi arrancado de sua família. Dos 1.019 passageiros, 549, incluindo todas as crianças menores de quinze anos foram enviadas diretamente para a câmara de gás. Anne tinha completado 15 anos 3 meses antes, e foi uma das pessoas mais jovens a ser poupada no seu transporte. Eles ficaram cientes de que a maioria das pessoas eram enviadas para as câmaras de gás na chegada, e nunca se soube se o grupo inteiro do Achterhuis sobreviveu a esta seleção. Anne pensou que o pai dela, em meados de seus cinquenta anos, e particularmente não muito forte, tinha sido morto logo depois que eles foram separados.

Com as mulheres não selecionadas para a morte imediata, Anne foi forçada a ficar nua para ser desinfectada; teve sua cabeça raspada e foi tatuada com um número de identificação no braço. De dia, as mulheres eram usadas em trabalhos escravos, e Anne foi obrigada a transportar rochas e rolos de cavar; à noite, eram amontoadas em quartos superlotados. Algumas testemunhas, mais tarde, declaram que Anne tornou-se uma garota acanhada e chorava quando via as crianças sendo levadas para as câmaras de gás; outros relataram que por muitas vezes ela demonstrou força e coragem, e que sua natureza sociável e confiante que lhe permitiram obter excedentes de pão e rações para a sua mãe, irmã e si mesma. Em pouco tempo a pele de Anne ficou infectada pela sarna, uma doença endêmica. As irmãs Frank foram transferidas para uma enfermaria que estava em um estado de escuridão constante, e infestada de ratos e camundongos. Edith Frank parou de comer, salvando cada pedaço de comida para suas filhas e passando a comida para elas, através de um buraco que fez na parte inferior da parede da enfermaria.

Em 28 de Outubro, A SS começou a transferir as mulheres para Bergen-Belsen. Mais de 8.000 mulheres, incluindo Anne e Margot Frank e Auguste van Pels, foram transportadas, mas Edith Frank foi deixada para trás e depois morreu de inanição. Tendas foram erguidas em Bergen-Belsen, para acomodar o fluxo de presos, e como a população aumentou, o número de mortes devido à doença também aumentou rapidamente. Anne encontrava-se brevemente com duas amigas, Hanneli Goslar e Nanette Blitz, que foram confinadas em uma outra seção do acampamento. Goslar e Blitz sobreviveram à guerra e depois descreveram breves conversas que tinham realizado com Anne através de uma cerca. Nanette descreveu que ela estava careca, magra, e tinha calafrios e Hanneli tinha observado que Auguste van Pels foi com Anne Frank cuidar da irmã desta, Margot Frank, que estava gravemente doente. Nenhum deles viu Margot, pois estava fraca demais para sair de seu beliche. Anne disse a Hanneli e Nanette que acreditava que seu pais foram mortos, e por isso não queria mais viver. Hanneli mais tarde descreveu que seus encontros acabaram no final de janeiro ou início de fevereiro de 1945.

Em março de 1945, uma epidemia de tifo se espalhou pelo acampamento e matou cerca de 17.000 prisioneiros. Testemunhas disseram que Margot caiu de sua cama em seu estado debilitado e foi morta pelo choque, e alguns dias depois, Anne morreu também. Eles afirmam que isso ocorreu poucas semanas antes do campo ser libertado por tropas britânicas em 15 de abril de 1945, embora as datas exatas não foram registradas. Depois da libertação, o acampamento foi queimado em um esforço para impedir a propagação da doença, e Anne e Margot foram enterradas em uma vala comum. O paradeiro exato é desconhecido.

Após a guerra, foi estimado que, dos 108.000 judeus deportados da Holanda entre 1942 e 1944, apenas 5.000 sobreviveram. Também foi estimado que 30.000 judeus permaneciam na Holanda, com muitas pessoas auxiliado pelo movimento secreto de resistência holandês. Aproximadamente dois terços deste grupo de pessoas sobreviveram à guerra.

Otto Frank sobreviveu ao confinamento em Auschwitz. Após o término da guerra, ele voltou para Amsterdã, onde foi auxiliado por Jan e Miep Gies a tentar localizar sua família. Ele soube da morte de sua esposa, Edith, em Auschwitz, mas ele manteve-se esperançoso de que suas filhas teriam sobrevivido. Depois de várias semanas, ele descobriu que Margot e Anne também haviam morrido. Ele tentou determinar o destino das filhas de seus amigos e descobriu que muitas tinham sido assassinadas. Susanne Ledermann, frequentemente mencionada em o diário de Anne, foi enviada para uma câmara de gás, juntamente com seus pais, apesar de sua irmã, Barbara, uma grande amiga de Margot, ter sobrevivido. Vários colegas de escola de Anne haviam sobrevivido, assim como alguns membros da família de Otto e Edith Frank, que haviam fugido da Alemanha em meados dos anos 1930, estabelecendo-se na Suíça, Reino Unido e Estados Unidos.

O Diário de Anne Frank[editar | editar código-fonte]

Publicação[editar | editar código-fonte]

Em julho de 1945, depois da Cruz Vermelha confirmar as mortes das irmãs Frank, Miep Gies deu a Otto Frank o diário, junto com um maço de notas soltas que ela tinha guardado na esperança de devolvê-los a Anne. Otto Frank comentou mais tarde que ele não tinha percebido que Anne tinha mantido como precisos e bem escritos gravar uma parte do seu tempo na clandestinidade. Em sua autobiografia, ele descreveu o processo doloroso de ler o diário, que reconhece os acontecimentos descritos e lembrando que ele já tinha ouvido alguns dos episódios mais divertidos lidos em voz alta por sua filha. Ele também notou que ele viu pela primeira vez o lado mais privado de sua filha, e as seções do diário que ela não tinha discutido com ninguém, notando: "Para mim foi uma revelação ... Eu não tinha ideia da profundidade de seus pensamentos e sentimentos ... Ela tinha guardado todos esses sentimentos para si mesma ". Movido por seu desejo reiterado de ser um autor, ele começou a ponderar o que seria publicado.

O diário de Anne Frank começou como uma expressão particular de seus pensamentos, e ela escreveu várias vezes que ela nunca iria permitir que ninguém o lesse. Ela descreveu sua vida com franqueza, sua família e companheiros, e sua situação, enquanto começava a reconhecer a sua ambição de escrever ficção para publicação. Em março de 1944, ela ouviu uma transmissão de rádio por Gerrit Bolkestein, membro do governo holandês no exílio, que disse que quando a guerra terminasse, ele criaria um registro público de pessoas holandesas sob opressão da ocupação alemã. Ele mencionou a publicação de cartas e diários, e Frank decidiu apresentar o seu trabalho quando chegasse a hora. Ela começou a editar sua escrita, removendo as seções e reescrevendo outras, com vista à publicação. Seu diário original foi completado por cadernos de folha suplementar e folhas soltas de papel. Ela criou pseudônimos para os membros do agregado familiar e os ajudantes. A família van Pels Hermann tornou-se Petronella e Peter van Daan, e Fritz Pfeffer virou Albert Dussell. Nesta versão editada, ela também abordou cada entrada "Kitty", um personagem fictício Cissy van Marxveldt é ter Joop Heul romances que Anne gostava de ler. Otto Frank usou seu diário original, conhecido como "uma versão", e uma editada, conhecida como "versão B", para produzir a primeira versão para publicação. Ele removeu certas passagens, principalmente aquelas em que Frank critica seus pais (principalmente a mãe), e as seções que discutiam a sua crescente sexualidade. Apesar de ter restaurado a verdadeira identidade de sua própria família, ele manteve todos os outros pseudônimos.

Otto Frank deu o diário para a historiadora Annie Romein-Verschoor, que tentou, sem sucesso, a sua publicação. Ela então deu a seu marido Jan Romein, que escreveu um artigo sobre ele, intitulado "Kinderstem" ("Child's Voice A"), publicado no jornal Het Parool em 3 de abril de 1946. Ele escreveu que o diário "gaguejou na criança uma voz, personifica toda a hediondez do fascismo, muito mais do que todas as provas em Nuremberg juntas " Seu artigo atraiu a atenção de editores, então o diário foi publicada na Holanda, como Het Achterhuis em 1947, seguido por uma segunda edição ocorrida em 1950.

Foi publicado pela primeira vez na Alemanha e na França em 1950, e após ser rejeitado por várias editoras, foi publicado pela primeira vez no Reino Unido em 1952. O primeira edição americana foi publicada em 1952 sob o título de Anne Frank: O Diário de uma menina jovem, e foi positivamente recebida. Foi bem sucedida na França, Alemanha e Estados Unidos, mas no Reino Unido, não conseguiu atrair um público e em 1953 estava fora de catálogo. Seu sucesso mais notável foi no Japão, onde recebeu elogios da crítica e vendeu mais de 100.000 cópias em sua primeira edição. No Japão, Anne Frank tornou-se rapidamente identificada como uma importante figura cultural que representou a destruição da juventude durante a guerra.

Uma peça de teatro baseada no diário, por Frances Goodrich e Albert Hackett, estreou em Nova York em 5 de outubro de 1955 e, posteriormente, ganhou um Prêmio Pulitzer de Drama. Ele foi seguido pelo filme de 1959 The Diary of Anne Frank, que foi um sucesso crítico e comercial. A biógrafa, Melissa Müller, escreveu mais tarde que a dramatização teria "contribuído grandemente para a romantizar, sentimentalizar e universalizar a história de Anne." Ao longo dos anos a popularidade do diário cresceu, e em muitas escolas, principalmente nos Estados Unidos, foi incluído como parte do currículo, a introdução de Anne Frank às novas gerações de leitores.

Em 1986, o Instituto Estadual de Documentação de Guerra da Holanda publicou a "Edição Crítica", do diário. Ele inclui comparações de todas as versões conhecidas, ambos editados e inéditos. Ele também inclui a discussão afirmando a sua autenticação, bem como informações adicionais históricos relacionados com a família e o seu próprio diário.

Cornelis Suijk-ex-diretor da Fundação Anne Frank e presidente do Centro dos EUA para Holocaust Education Foundation, anunciou em 1999 que estava na posse de cinco páginas que tinham sido removidas por Otto Frank, do diário antes da publicação; Suijk alegou que Otto Frank deu essas páginas para ele pouco antes de sua morte em 1980. O diário de entradas ausentes conter observações críticas por Anne Frank sobre o casamento tenso de seus pais, e discute a falta de Frank de afeição por sua mãe. Algumas controvérsias seguiram quando Suijk reivindicou os direitos de publicação ao longo de cinco páginas e destina-se a vendê-las para arrecadar dinheiro EUA para a sua Fundação. O Instituto Holandês para a Documentação de Guerra, o proprietário formal do manuscrito, exigiu as páginas sejam entregues. Em 2000, o Ministério Holandês de Educação, Cultura e Ciência concordou em doar EUA $ 300 mil para a Fundação Suijk, e as páginas foram devolvidas em 2001. Desde então, elas foram incluídas nas novas edições do diário.

Recepção[editar | editar código-fonte]

O diário tem sido elogiado por seus méritos literários. Comentando sobre o estilo de escrita de Anne Frank, o dramaturgo Meyer Levin elogiou Frank por "manter a tensão de um romance bem construído", e ficou tão impressionado com a qualidade do seu trabalho que ele colaborou com a Otto Frank em uma dramatização do Diário logo após a sua publicação. Meyer ficou obcecado com Anne Frank, que ele escreveu em sua autobiografia sobre a obsessão. O poeta John Berryman escreveu que era uma representação única, não apenas da adolescência, mas de "conversão de uma criança em uma adulta, como ela está acontecendo de forma precisa, econômica, estilo confiante impressionante em sua honestidade."

Em sua introdução para a primeira edição do diário americano, Eleanor Roosevelt descreveu-o como "um dos mais comoventes e mais sábios comentários sobre a guerra e seu impacto sobre os seres humanos que eu já li." John F. Kennedy discutido Anne Frank em um discurso de 1961, e disse: "De todas as multidões que ao longo da história têm falado da dignidade humana em tempos de grande sofrimento e perda, nenhuma voz é mais atraente do que a de Anne Frank". No mesmo ano, a União Soviética escritor Ilya Ehrenburg escreveu sobre ela: "A voz fala por milhões de vozes, não de seis, um sábio ou um poeta, mas de uma simples menina. Pequenina"

Como a estatura de Anne Frank tanto como escritora e humanista tem crescido, ela tem sido discutida especificamente como um símbolo do Holocausto e, mais amplamente, como representante da perseguição. Hillary Rodham Clinton , em seu discurso de aceitação de um Wiesel Humanitarian Award Elie em 1994, leu O diário de Anne Frank e falou de "despertar-nos para a loucura da indiferença e do preço terrível que leva em nossos jovens", que Clinton relacionado a eventos contemporâneos em Sarajevo , Somália e Ruanda . Depois de receber uma prêmio humanitário da Fundação Anne Frank em 1994, Nelson Mandela enviou uma multidão em Johannesburgo , dizendo que ele tinha lido o diário de Anne Frank ao mesmo tempo na prisão e "derivou de muito incentivo dele." Ele comparou sua luta contra o nazismo de sua luta contra o apartheid , traçando um paralelo entre as duas filosofias com o comentário "porque estas crenças são patentemente falsas, e porque eles foram e sempre serão, desafiados por gente como Anne Frank, eles serão fadados ao fracasso. " Também em 1994, Václav Havel disse: "O legado de Anne está muito vivo e pode dirigir-nos totalmente" em relação à sociedade e mudanças políticas que ocorrem no momento no antigo bloco dos países de Leste.

Primo Levi sugeriu Anne Frank é frequentemente identificado como um único representante de milhões de pessoas que sofreram e morreram, como fez, porque, "Uma única Anne Frank nos move mais do que os inúmeros outros que sofreram como ela fez, mas cujas faces permaneceram em sombras. Talvez o que é melhor assim, fomos capazes de assumir, em todos os que sofrem de todas as pessoas, nós não seria capaz de viver. se " Em sua mensagem de encerramento de Melissa Müller, a biografia de Anne Frank, Miep Gies expressa um pensamento semelhante, embora ela tentou desfazer o que ela sentiu foi um equívoco crescente de que a "Anne simboliza a seis milhões de vítimas do Holocausto", escrevendo: "a vida e morte de Anne eram de seu próprio e individual destino, um destino individual que aconteceu seis milhões de vezes. Anne não pode, nem deve, estar para muitos indivíduos que os nazistas roubaram de suas vidas ... Mas o seu destino nos ajuda a compreender a imensa perda, o mundo sofreu por causa do Holocausto ". Otto Frank passou o resto de sua vida como guardião do legado de sua filha, dizendo: "É um papel estranho. No relacionamento familiar normal, é o filho do pai famoso, que tem a honra e o encargo de continuar a tarefa. Em meu caso o papel se inverte. " Ele também lembrou de seu editor explicando porque ele pensou que o diário tem sido tão amplamente lido, com o comentário ", ele disse que o diário engloba muitas áreas de modo de vida que cada leitor pode encontrar algo que move-o pessoalmente." Simon Wiesenthal mais tarde expressou uma opinião semelhante quando disse que O diário de Anne Frank tinha levantado generalizada consciência mais do Holocausto do que tinha sido alcançado durante o Julgamento de Nuremberg, porque "as pessoas identificaram-se com essa criança. Este foi o impacto do Holocausto, era uma família como minha família, como sua família e para que você possa entender isso."

Em junho de 1999, Time Magazine publicou uma edição especial intitulada " Time 100: As Pessoas Mais Importantes do Século ". Anne Frank foi selecionado como um dos "Heróis e Ícones", e o escritor, Roger Rosenblatt, descreveu o seu legado com o comentário: "As paixões do livro sugerem que todo mundo é dono de Anne Frank, que tem subido acima do Holocausto, o Judaísmo, infância e até mesmo a bondade e se tornar uma figura totêmica da moderna a moral individual mente mundo atormentado pela máquina de destruição, insistindo no direito de viver e de perguntas e esperança para o futuro dos seres humanos. " Ele também observa enquanto sua coragem e pragmatismo são admirados, é sua capacidade de analisar a si mesma e da qualidade de sua escrita são os principais componentes do seu recurso. Ele escreve: "A razão para sua imortalidade era basicamente literária. Ela era uma boa escritora, extraordinariamente, para qualquer idade, e pela qualidade do seu trabalho parecia ser um resultado direto de uma disposição brutalmente honesta."

Contestações e disputas judiciais[editar | editar código-fonte]

Depois que o diário se tornou amplamente conhecido na década de 1950, várias acusações contra o diário foram publicadas, com as primeiras críticas publicadas ocorrendo na Suécia e na Noruega. As alegações da revista sueca nazista ord Fria (livre de palavras), em 1957, veio do autor dinamarquês e crítico de Harald Nielsen, que escreveu artigos anti-semitas sobre o dinamarquês autor judeu- Georg Brandes já no início do século XX. Entre as acusações estava a alegação de que o diário havia sido escrito por Meyer Levin, e que Anne Frank não tinha realmente existido.

Em 1958, Simon Wiesenthal foi desafiado por um grupo de manifestantes em um desempenho de O Diário de Anne Frank, em Viena, que afirmou que Anne Frank nunca tivesse existido, e que desafiou Wiesenthal para provar a sua existência por encontrar o homem que a prendeu. Ele começou a procurar por Karl Silberbauer e encontrou-o em 1963. Quando entrevistado, Silberbauer admitiu seu papel, e identificados de Anne Frank a partir de uma fotografia como uma das pessoas presas. Ele forneceu um relato completo dos acontecimentos e recordou esvaziar uma pasta cheia de papéis para o chão. Sua afirmação corroborou a versão dos fatos que haviam sido apresentadas pelas testemunhas como Otto Frank.

Os opositores ao diário continuaram a manifestar a opinião de que não foi escrito por uma criança, mas tinha sido criado como propaganda pró-judaica, com Otto Frank acusado de fraude. Em 1959, Frank tomou medidas legais em Lübeck contra Lothar Stielau, um professor e ex-Juventude Hitlerista membro que publicou um documento da escola que descreveu o diário como uma falsificação. A denúncia foi estendida para incluir Buddegerg Heinrich, que escreveu uma carta de apoio a Stielau, que foi publicada em um jornal de Lübeck. O tribunal analisou o diário, e, em 1960, autenticada a caligrafia como correspondência que, em cartas conhecido por ter sido escrito por Anne Frank, e declarou o diário como sendo verdadeiro. Stielau voltou atrás na sua declaração anterior, e Otto Frank não levou o caso adiante.

Em 1976, Otto Frank moveu ação contra Heinz Roth, em Frankfurt, que publicou panfletos informando que o diário era uma falsificação. O juiz determinou que, se ele publicou novas declarações que ele estaria sujeito a uma multa de 500.000 marcos alemães e um mês de prisão e seis sentença. Roth recorreu contra a decisão do tribunal e morreu em 1978, um ano antes de sua apelação foi rejeitada.

Otto Frank montado um processo ainda em 1976 contra Ernst Römer, que distribuiu um panfleto intitulado "O Diário de Anne Frank, Bestseller, uma mentira". Quando um outro homem chamado Edgar Geiss distribuído o panfleto mesmo no tribunal, ele também foi processado. Römer foi multado em 1.500 marcos, e Geiss foi condenado a seis meses de prisão. No recurso, a sentença foi reduzida, mas o processo contra ele foi abandonado na sequência de um recurso interposto porque a limitação legal por difamação tinha expirado.

Com a morte de Otto Frank em 1980, o diário original, incluindo cartas e folhas soltas, foram quis o Instituto Holandês para a Documentação de Guerra, que encomendou um estudo forense do diário através do Ministério da Justiça neerlandês em 1986. Eles examinaram a escrita contra exemplos mais conhecidos e descobriu que eles correspondiam, e determinou que o papel, cola e tinta foram prontamente disponíveis durante o tempo que o diário foi dito ter sido escrito. A sua determinação final foi que o diário é autêntica, e seus resultados foram publicados em que se tornou conhecido como a "edição crítica" do diário. Em 23 de Março de 1990, a Hamburg Tribunal Regional confirmou a sua autenticidade.

Em 1991, os negadores do Holocausto Robert Faurisson e Siegfried Verbeke produziram um livreto intitulado " O Diário de Anne Frank: Uma Abordagem Crítica. Alegaram que Otto Frank escreveu o diário, com base em afirmações de que o diário continha várias contradições, que se escondendo nas Achterhuis teria sido impossível, e que a prosa de estilo e escrita de Anne Frank não eram os de um adolescente.

A Casa de Anne Frank em Amsterdã e os Fundos de Anne Frank na Basiléia promoveu um terno da lei civil, em dezembro de 1993, para proibir a distribuição adicional de O Diário de Anne Frank: uma abordagem crítica nos Países Baixos. Em 9 de dezembro de 1998, o Tribunal Distrital de Amesterdã decidiu em favor dos requerentes, proibiu qualquer negação posterior da autenticidade do diário e não solicitadas de distribuição de publicações neste sentido, e impôs uma multa de 25 mil florins por infracção.

Em 2006, a validação do diário foi definitiva.[17]

Legado[editar | editar código-fonte]

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Em 3 de Maio de 1957, um grupo de cidadãos, incluindo Otto Frank, estabeleceram o Anne Frank Stichting em um esforço para resgatar a construção de Prinsengracht da demolição e torná-lo acessível ao público. A Casa de Anne Frank inaugurada em 3 de maio de 1960. Trata-se do armazém e escritórios Opekta e Achterhuis, todos sem mobília, para que os visitantes possam andar livremente pelas salas. Algumas relíquias pessoais dos antigos ocupantes permaneceram, como estrelas de cinema, fotografias coladas por Anne em uma parede, uma seção de papel de parede em que Otto Frank marcou o auge de suas filhas crescendo, e um mapa na parede onde ele gravou o avanço das Forças Aliadas, todos agora protegidos por trás de folhas de Papersex. A partir da pequena sala que já foi o lar de Peter van Pels, uma passarela liga o edifício com os seus vizinhos, também comprado pela Fundação. Estes edifícios são utilizados outros para a casa do diário, bem como alterar as exibições que diferentes aspectos crônicos do Holocausto e exames mais contemporâneos de intolerância racial em várias partes do mundo. Tornou-se uma das principais atracções turísticas de Amesterdã, e em 2005 recebeu um recorde de 965.000 visitantes. A casa fornece informações através da Internet, bem como exposições itinerantes, para quem não pode visitar. Em 2005, viajou para exposições de 32 países na Europa, Ásia, América do Norte e América do Sul.

Em 1963, Otto Frank e sua segunda esposa, Elfriede Geiringer-Markovits, criaram o Fundo Anne Frank como uma fundação sem fins lucrativos, com sede em Basiléia, Suíça. O Fundo arrecada dinheiro para doar para causas ", como lhe aprouver". Após a sua morte, Otto quisesse diário de direitos autorais até o Fonds, na disposição que os primeiros 80 mil francos suíços de renda a cada ano eram para ser distribuídso aos seus herdeiros, e toda a renda acima desse valor deveria ser retida pelo Fundo para usar quaisquer projetos de seus administradores considerados dignos. O país fornece fundos para o tratamento médico dos Justos entre as Nações, numa base anual. Tem objetivo de educar os jovens contra o racismo e a emprestou alguns dos papéis Anne Frank para o Estados Unidos Museu Memorial do Holocausto em Washington, DC, para uma exposição em 2003. O relatório anual do mesmo ano deu alguma indicação de seu esforço para contribuir em um nível global, com o seu apoio a projetos na Alemanha, Israel, Índia, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos.

O apartamento Merwedeplein, em que a família Frank viveu de 1933 até 1942, manteve-se de propriedade privada, até a primeira década do século XXI, quando um documentário da televisão chamou a atenção do público sobre ela. Em um estado grave de degradação, foi comprado por uma empresa holandesa de habitação, e auxiliada por fotografias tiradas pela família Frank e descrições dos apartamentos e mobiliário em cartas escritas por Anne Frank, foi restaurada a sua aparência de 1930. Teresien da Silva, da Casa de Anne Frank e Anne Frank é primo Bernhard "Buddy" Elias também contribuiu para o projeto de restauração. Foi inaugurado em 2005 com o objetivo de proporcionar um local de refúgio para um escritor selecionado que é incapaz de escrever livremente no seu próprio país. Cada autor selecionado é permitido um ano de arrendamento durante os quais a residir e trabalhar no apartamento. O primeiro escritor escolhido foi o argelino romancista e poeta, El-Mahdi Acherchour .

Em junho de 2007, "Buddy" Elias doou cerca de 25.000 documentos da família para a Casa de Anne Frank. Entre os artefatos são fotografias da família Frank tomadas na Alemanha e Holanda, e a carta de Otto Frank enviou a sua mãe em 1945, informando-lhe que sua esposa e filhas tinham morrido em campos de concentração nazista.

Em novembro de 2007, a árvore de Anne Frank foi programado para ser cortada para evitar que ele caia em um dos prédios ao redor, depois de uma doença fúngica afetou o tronco do castanheiro de cavalo. Economista holandês Arnold Heertje, que também estava na clandestinidade durante a Segunda Guerra Mundial,[carece de fontes?] disse sobre a árvore: "Este não é apenas qualquer árvore judeus. A árvore de Anne Frank está ligada com a perseguição dos". A Fundação Árvore, um grupo de ambientalistas da árvore, começou um processo civil a fim de impedir a derrubada da castanheira, que recebeu atenção da mídia internacional. Um tribunal holandês condenou a prefeitura e ambientalistas para explorar alternativas e chegar a uma solução. As partes concordaram em criar uma estrutura de aço que seriam supostamente prolongar a vida da árvore de até 15 anos. No entanto, foi apenas três anos até que ventos fortes sopraram para baixo da árvore, em 23 de agosto de 2010.

Ao longo dos anos, vários filmes sobre Anne Frank apareceu e sua vida e escritos inspiraram um grupo diversificado de artistas e estudiosos do comportamento social para fazer referência a ela na literatura, música popular, a televisão e outras formas de mídia. Estes incluem a Anne Frank Ballet por Adam Darius, pela primeira vez em 1959, e a obra coral Annelies, pela primeira vez em 2005.[carece de fontes?] O mais conhecido filme só do real Anne Frank vem de um 1941 filme mudo gravado para seu recém-casado, vizinho ao lado. Ela é vista inclinada para fora de uma janela do segundo andar em uma tentativa de ver a noiva e o noivo melhor. O casal sobreviveu à guerra e deu ao filme a Casa de Anne Frank, um museu em Amsterdã.

Em 1999, a Hora chamada Anne Frank entre os heróis e ícones do século XX em sua lista de Pessoas Importantes A maior parte do século, afirmando: "Com um diário mantido em um sótão secreto, ela enfrentou os nazistas e emprestou a voz para o searing luta pela dignidade humana ". Philip Roth chamou o "perdeu a filhinha" de Kafka.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Frankfurt am Main (Hesse), sendo a segunda filha de Otto Heinrich Frank (12 de maio de 1889 - 19 de agosto de 1980) e de Edith Frank-Holländer (16 de janeiro de 1900 - 6 de janeiro de 1945), uma família de patriotas alemãs que teriam participado da Primeira Guerra Mundial. Tinha uma irmã Margot Frank (16 de fevereiro de 1926 - março de 1945). Ela e a sua família (Edith, Margot e Otto Frank), juntamente com mais quatro pessoas (Peter, Pfeffer,sr. e Sra. van Pels) viveram 25 meses, durante a Segunda Guerra Mundial, num anexo de quartos por cima do escritório do pai dela, em Amsterdã, nos Países Baixos, denominado Anexo Secreto. Enquanto vivia no Anexo Secreto, Anne escrevia em seu diário (que ganhou de aniversário), a que ela deu o nome de Kitty. No diário escrevia o que sentia, pensava e o que fazia. Kitty e, logo depois Peter eram seus únicos amigos dentro do Anexo Secreto. Os longos meses de silêncio e medo aterrorizante, acabaram ao ser denunciada aos nazistas e deportada para campos de concentração nazistas.

Primeiro foi levada juntamente com a família para uma prisão e depois para Westerbork, nos Países Baixos, antes de serem deportados para o leste da Europa. Anne Frank foi deportada inicialmente para Auschwitz, juntamente com os pais, irmã e as outras pessoas com quem se refugiava na casa de Amesterdã (onde hoje existe o museu Casa de Anne Frank). Depois levaram-na para Bergen-Belsen, juntamente com a irmã, separando-a dos pais. Em 1945, nove meses após a sua deportação, Anne Frank morre de tifo em Bergen-Belsen. A irmã, Margot Frank, tinha falecido também vítima do tifo e da subnutrição dias antes de Anne. Sua morte aconteceu duas semanas antes de o campo ser libertado. O seu diário, guardado durante a guerra por Miep Gies, foi publicado pela primeira vez em 1947. O diário está atualmente traduzido em 68 línguas e é um dos livros mais lidos do mundo.

O local onde a família de Anne Frank e outras quatro pessoas viveram para se esconder dos nazistas ficou conhecido como Anexo Secreto e tornou-se um famoso museu após a publicação do diário. Nesse há uma reprodução das condições em que os moradores do Anexo Secreto viviam e é apresentada a história de seus oito habitantes e das pessoas que os ajudaram a se esconder durante a guerra. Um dos itens apresentados ao público é o diário escrito por Anne, que viria a se tornar mundialmente famoso após sua morte, devido a iniciativa de seu pai, Otto, de publicá-lo. Hoje é um dos mais famosos símbolos do Holocausto. Dos oito habitantes do Anexo, o único sobrevivente após a guerra foi Otto, pai de Anne (que veio a falecer em 1980).

Nota
  • Otto H. Frank: pai de Anne Frank.
  • Edith Frank: mãe de Anne Frank.
  • Margot Frank: irmã de Anne Frank.
  • Kitty (diário): a sua única amiga dentro do Anexo Secreto.
  • Miep Gies: uma das funcionárias da empresa Opekta de Otto, que os ajudou no período da ditadura.

Em 3 de abril de 1946, o mundo conheceu a tragédia de Anne Frank, que se tornou um dos símbolos do holocausto: artigo intitulado Kinderstem ("A voz de uma criança") publicado no jornal holandês Het Parool contava trechos do diário da menina que havia sido morta em campo de concentração.

Anne nasceu na Alemanha em 1929. Seu verdadeiro nome era Annelies Marie, mas todos em sua família a chamavam carinhosamente de "Anne". Ela era a segunda filha do casal Otto e Edith Frank. Sua irmã, Margot, era quatro anos mais velha.

O pai era um homem de negócios e um oficial condecorado que lutou no exército alemão durante a Primeira Guerra Mundial. Em 1934, quando o nazismo fez aumentar as perseguições aos judeus na Alemanha, a família mudou-se para Amsterdã, na Holanda.

As filhas do casal foram matriculadas em escolas locais, onde se saíram muito bem nos estudos: Margot demonstrava maior aptidão para matemática, enquanto Anne demonstrava maior interesse em leitura, redação e principalmente em história.

Em 1938, Otto Frank e um sócio, Hermann van Pels, fundaram uma empresa nova. O sócio também era um judeu que havia fugido com a família para a Holanda. Em 1939, a avó materna de Anne Frank veio morar com a família e permaneceu com eles até sua morte em janeiro de 1942.

Ocupação dos Países Baixos[editar | editar código-fonte]

Em maio de 1940, a Alemanha nazista invadiu e ocupou os Países Baixos. Sob a ocupação nazista, os judeus que viviam na Holanda passaram a ser alvo de leis segregacionistas. Crianças judias ficaram proibidas de estudar nas mesmas escolas onde estudavam crianças não-judias. Por causa dessa proibição, Anne e Margot tiveram que ser transferidas das escolas onde estudavam para um colégio judaico.

No dia 12 de junho de 1942, quando completou 13 anos, Anne Frank ganhou de presente de seu pai um livro. Esse livro era o mesmo que estava na vitrina de uma loja em que ela e o pai passaram e que havia lhe chamado a atenção. Embora fosse um livro para autógrafos, Anne começou a usá-lo como diário quase que imediatamente.

Nele, a jovem começou a registrar fatos corriqueiros na vida de qualquer adolescente. Pouco a pouco, Anne começou a registrar com frequência cada vez maior as dificuldades enfrentadas pelos judeus por causa da ocupação nazista.

O esconderijo[editar | editar código-fonte]

No mês de julho de 1941, a família Frank recebeu a notícia de que seria obrigada a se mudar para um campo de trabalhos forçados. Para fugir desse destino, a família transferiu-se para um esconderijo no prédio onde funcionava o escritório do pai.

Para deixar a impressão de que haviam fugido apressadamente, Anne e seus familiares deixaram o apartamento todo desarrumado. Além disso, o pai deixou um bilhete, tratava-se de uma pista falsa com o intuito de levar os nazistas a acreditarem que a família estava tentando viajar para a Suíça.

O prédio comercial onde Anne e sua família se esconderam tinha dois andares, com escritórios, um moinho e depósitos de grãos. O esconderijo consistia em alguns cômodos num anexo que ficava nos fundos do prédio. Para disfarçar o esconderijo, uma estante de livros foi colocada na frente da porta que dava para o anexo.

Na montagem do esconderijo, Otto Frank contou com a ajuda dos quatro funcionários em quem mais confiava: Victor Kugler, Johannes Kleiman, Miep Gies e Bep Voskuijl. Eles mais o pai de Johannes e o marido de Miep eram os únicos que sabiam da existência do esconderijo.

Vida clandestina[editar | editar código-fonte]

Essas pessoas mantinham os Frank informados com notícias da guerra e da perseguição dos nazistas aos judeus. Também os ajudavam trazendo comida que compravam no "mercado negro", tarefa que foi se tornando cada vez mais difícil e arriscada com o tempo. Os cidadãos não-judeus que ajudavam judeus a se esconderem corriam o risco de ser executados imediatamente pelos nazistas caso fossem descobertos.

No final de julho daquele ano, outros judeus buscaram abrigo no mesmo esconderijo: a família van Pels, que era composta por Hermann, o sócio de Otto Frank, sua esposa, Auguste, e o filho Peter, um jovem de 16 anos.

No começo, Anne não se interessou pelo tímido Peter por achá-lo desajeitado demais, mas depois mudou de opinião e ambos iniciaram um romance. Em novembro, um amigo judeu da família de Anne também passou a morar no esconderijo: o dentista Fritz Pfeffer. Como era de se esperar, com tantas pessoas vivendo juntas e em condições precárias, problemas de convivência começaram a surgir. Para piorar, estava cada vez mais difícil conseguir comida.

Anne passava a maior parte do tempo escrevendo seu diário ou estudando. Todo dia, logo após o almoço, ela fazia atividades de matemática, línguas, história e outras matérias.

Na manhã de 4 de agosto de 1944, a polícia nazista invadiu o esconderijo, cuja localização foi descoberta por um informante que jamais foi identificado. Todos os refugiados foram colocados em caminhões e levados para interrogatório. Victor Kugler e Johannes Kleiman também foram presos, ao contrário de Miep Gies e Bep Voskuijl, que foram liberados.

Esses últimos voltaram ao esconderijo onde encontraram os papéis de Anne espalhados no chão e diversos álbuns com fotografias da família. Eles reuniram esse material e o guardaram na esperança de devolver a Anne depois que a guerra terminasse, o que nunca aconteceu.

Auschwitz[editar | editar código-fonte]

Anne Frank e sua família foram mandadas para o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia. Mais do que um campo de concentração, era também um campo de extermínio. Idosos, crianças pequenas e todos aqueles que fossem considerados inaptos para o trabalho eram separados dos demais para serem exterminados de imediato.

Dos 1.019 prisioneiros transportados no trem que trouxe Anne Frank, 549 (incluindo crianças) foram separados dos demais para serem mortos nas câmaras de gás. Mulheres e homens eram separados. Assim, Otto Frank perdeu contato com a esposa e as filhas.

Junto com as outras prisioneiras selecionadas para o trabalho forçado, Anne foi obrigada a ficar nua para ser "desinfetada", teve a cabeça raspada e um número de identificação tatuado no braço. Durante o dia, as prisioneiras eram obrigadas a trabalhar. À noite elas eram reunidas em barracas geladas e apertadas. As péssimas condições de higiene propiciavam aparecimento de doenças. Anne teve sua pele vitimada pela sarna.

No dia 28 de outubro, Anne, Margot e a senhora van Pels foram transferidas para um outro campo, localizado em Bergen-Belsen, na Alemanha. A mãe, Edith, foi deixada para trás, permanecendo em Auschwitiz. Em março de 1945, uma epidemia de tifo se espalhou pelo campo de Bergen-Belsen.

Estima-se que cerca de 17 mil pessoas morreram por causa da doença. Entre as vítimas estavam Margot e Anne, que morreu com apenas 15 anos de idade, poucos dias depois de sua irmã ter morrido. Seus corpos foram jogados numa pilha de cadáveres e então cremados.

O sobrevivente[editar | editar código-fonte]

Sepultura simbólica de Margot e Anne Frank, vítimas de Bergen-Belsen.
Estátua de Anne Frank na Casa de Anne Frank, em Amsterdã.

Otto Frank foi o único membro da família que sobreviveu e voltou para a Holanda. Ao ser libertado, soube que a esposa havia morrido e que as filhas haviam sido transferidas para Bergen-Belsen. Ele ainda tinha esperança de reencontrar as filhas vivas.

Em julho de 1945, a Cruz Vermelha confirmou as mortes de Anne e Margot. Foi então que Miep Gies entregou para Otto Frank o diário que Anne havia escrito. Otto mostrou o diário à historiadora Annie Romein-Verschoor, que tentou sem sucesso publicá-lo. Ela o mostrou ao marido, o jornalista Jan Romein, que escreveu um texto sobre o diário de Anne.

O diário foi finalmente publicado pela primeira vez em 1947.

A obra teve tal sucesso, que os editores lançaram uma segunda tiragem em 1950. O "Diário de Anne Frank" foi traduzido para diversas línguas, com mais de 30 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. O livro que começou como um simples diário de adolescente transformou-se num comovente testemunho do terror nazista.

Notas

  1. Folha: Únicas imagens em vídeo de Anne Frank são divulgadas.
  2. Müller 1998, preface Family tree
  3. Van der Rol and Verhoeven, p. 10
  4. Lee 2000, p. 17
  5. Lee 2000, pp. 20–23
  6. Van der Rol and Verhoeven, p. 21
  7. Müller 1998, p. 131
  8. Müller 1998, pp. 129–35
  9. Müller 1998, p. 92
  10. a b Lee 2000, p. 40
  11. a b Müller 1998, pp. 128–130
  12. Müller 1998, pp. 117–118
  13. Barnauw, David and Gerrold van der Stroom (2003-04-25). Who Betrayed Anne Frank? (PDF) Netherlands Institute for War Documentation, Amsterdam. Página visitada em 2007-11-12. Cópia arquivada em 31 de outubro, 2007.
  14. Müller 1998, p. 233
  15. Müller 1998, p. 291
  16. Müller 1998, p. 279
  17. Diário tem autenticidade comprovada. Página Inicial, acessada em 8 de dezembro de 2013.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Frank, Anne. In: Anne. Het Achterhuis (em holandês). [S.l.]: Doubleday, 1995. ISBN 0-553-29698-1 ; This edition, a new translation, includes material excluded from the earlier edition.
  • Frank, Anne and Netherlands State Institute for War Documentation (1989). The Diary of Anne Frank, The Critical Edition. Doubleday. ISBN 0-385-24023-6.
  • Lee, Carol Ann. In: Carol Ann. The Biography of Anne Frank – Roses from the Earth. [S.l.]: Viking Press, 2000. ISBN 0-7089-9174-2
  • Müller, Melissa. In: Melissa. Das Mädchen Anne Frank (em alemão). [S.l.]: Henry Holt and Company, 1999. OCLC 42369449 ISBN 0-7475-4523-5 ; With a note from Miep Gies.
  • van der Rol, Ruud; Verhoeven, Rian (for the Anne Frank House); Quindlen, Anna (Introduction); Langham, Tony & Peters, Plym (translation) (1995). Anne Frank – Beyond the Diary – A Photographic Remembrance. Puffin. ISBN 0-14-036926-0.
  • Westra, Hans; Metselaar, Menno; Van Der Rol, Ruud; Stam, Dineke (2004). Inside Anne Frank's House: An Illustrated Journey Through Anne's World. Overlook Duckworth. ISBN 1-58567-628-4.
  • Jacobson, Sid and Colón, Ernie (2010). Anne Frank: The Anne Frank House Authorized Graphic Biography. Farrar, Straus and Giroux. ISBN 978-0-8090-2685-2.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Lembrando Anne Frank - o relato de uma das ajudantes da família Frank, escrito por Miep Gies e Alison Gold.
  • Contos do Esconderijo, escrito por Anne Frank.
  • Anne Frank - uma biografia, escrito por Melissa Müller.
  • No rastro de Anne Frank - investigação da vida de Anne, escrito por Ernest Schnabel.
  • O mundo de Anne Frank, por Fundação Anne Frank.
  • Anne Frank: The Whole Story, minissérie estadunidense e checa lançada em 2001, baseada no diário de Anne Frank.
  • [[O Diário de Anne Frank]' lançado em 1959.
  • American Horror Story: Asylum série norte-americana. Nos episódios 4 e 5 da segunda temporada, uma paciente entra no sanatório dizendo ser Anne Frank. Depois descobre-se que ela tinha uma doença, e por ficar impressionada com os artigos sobre Anne, acabou tomando para si a identidade de Anne Frank.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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