António Augusto Carvalho Monteiro

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António Augusto Carvalho Monteiro
António Augusto Carvalho Monteiro
Nascimento 27 de Dezembro de 1850
Rio de Janeiro
Morte 24 de novembro de 1920 (69 anos)
Sintra - Portugal
Residência Quinta da Regaleira
Nacionalidade  Portugal  Brasil

António Augusto Carvalho Monteiro (Rio de Janeiro, 27 de Novembro de 1850Sintra, 24 de Outubro de 1920), conhecido pela alcunha de Monteiro dos Milhões, filho do comendador Francisco Augusto Mendes Monteiro e de sua mulher Ana Thereza Carolina de Carvalho[1] , foi o herdeiro de uma grande fortuna familiar, multiplicada no Brasil com o comércio de cafés e pedras preciosas, que cedo lhe permitiu embarcar para Portugal. Licenciado em Leis pela Universidade de Coimbra em 1871, Monteiro foi um distinto coleccionador e bibliófilo, detentor de uma das mais raras colecções camonianas. Homem de cultura que, decerto, influenciou e determinou parte bastante substancial do mistério simbólico e iconográfico do palácio que mandou construir na sua quinta, situada na encosta da serra de Sintra, o Palácio da Regaleira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, filho de pais portugueses.

Carvalho Monteiro era conhecido pela imprensa da época pelo seu carácter simultaneamente altruísta e excêntrico, de que é exemplo o famoso Leroy 01, o relógio mais complicado do mundo. Tendo sido encomendado pelo próprio, este tinha 24 funções e cerca de 975 peças.

Carvalho Monteiro manda também construir o seu túmulo no Cemitério dos Prazeres ao mesmo arquitecto que construiu a Quinta da Regaleira, Luigi Manini. A porta do jazigo, também ele recheado de simbologia, era aberta com a mesma chave que abria a Quinta da Regaleira e o seu palácio em Lisboa, na Rua do Alecrim. O jazigo, localizado do lado esquerdo na alameda de quem entra no Cemitério, ocupando uma área com o lugar, o tamanho e a forma do secretário num templo maçónico, referenciando a igreja como oriente, ostenta múltipla e variada simbologia. A porta tem uma abelha gravada na aldraba, carregando uma caveira. A abelha, diligente e trabalhadora, representa o maçom no seu esforço organizado. O gradeamento, que podemos ver nas traseiras do jazigo, ostenta a simbologia do vinho e do pão, o espírito e o corpo. Corujas, símbolo de sabedoria, ornamentam o jazigo, assim como as papoilas-dormideiras que simbolizam a morte.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências