António Augusto Carvalho Monteiro
António Augusto Carvalho Monteiro (Rio de Janeiro, 27 de Novembro de 1850 — Sintra, 24 de Outubro de 1920), conhecido pela alcunha de Monteiro dos Milhões, foi o herdeiro de uma grande fortuna familiar, multiplicada no Brasil com o comércio de cafés e pedras preciosas, que cedo lhe permitiu embarcar para Portugal. Licenciado em Leis pela Universidade de Coimbra, Monteiro foi um distinto coleccionador e bibliófilo, detentor de uma das mais raras colecções camonianas. Homem de cultura que, decerto, influenciou e determinou parte bastante substancial do mistério simbólico e iconográfico do palácio que mandou construir na sua quinta, situada na encosta da serra de Sintra, o Palácio da Regaleira.
Biografia [editar]
Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, filho de pais portugueses.
Carvalho Monteiro era conhecido pela imprensa da época pelo seu carácter simultaneamente altruísta e excêntrico, de que é exemplo o famoso Leroy 01, o relógio mais complicado do mundo. Tendo sido encomendado pelo próprio, este tinha 24 funções e cerca de 975 peças.
Carvalho Monteiro manda também construir o seu túmulo no Cemitério dos Prazeres ao mesmo arquitecto que construiu a Quinta da Regaleira, Luigi Manini. A porta do jazigo, também ele recheado de simbologia, era aberta com a mesma chave que abria a Quinta da Regaleira e o seu palácio em Lisboa, na Rua do Alecrim. O jazigo, localizado do lado esquerdo na alameda de quem entra no Cemitério, ocupando uma área com o lugar, o tamanho e a forma do secretário num templo maçónico, referenciando a igreja como oriente, ostenta múltipla e variada simbologia. A porta tem uma abelha gravada na aldraba, carregando uma caveira. A abelha, diligente e trabalhadora, representa o maçom no seu esforço organizado. O gradeamento, que podemos ver nas traseiras do jazigo, ostenta a simbologia do vinho e do pão, o espírito e o corpo. Corujas, símbolo de sabedoria, ornamentam o jazigo, assim como as papoilas-dormideiras que simbolizam a morte.
Galeria [editar]
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Torre com os símbolos Manuelinos sobre os Descobrimentos portugueses.
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Uma das chaminés. O Castelo dos Mouros e o Palácio da Pena visíveis no horizonte.