António Moreira Antunes

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António (de nome completo: António Moreira Antunes), nasceu em Vila Franca de Xira a 12 de Abril de 1953, é um caricaturista político português. Segundo as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, é o "(...) melhor caricaturista político da ainda jovem Democracia portuguesa".

Colabora ou colaborou com os seguintes jornais ou revistas: Diário de Notícias, A Capital, A Vida Mundial, O Jornal e Expresso, onde em 1993, publicou o seu mais famoso e contestado cartoon: o Preservativo Papal, em que o papa João Paulo II é representado com um preservativo no nariz.

Carreira[editar | editar código-fonte]

No dia em que deflagra o golpe das Caldas, António inicia a sua carreira de cartoonista no vespertino « República », na edição de 16 de Março de 1974, onde faz um desenho simbólico que viria a ser uma alegoria premonitória da revolução que rapidamente se aproximava. António começa nos jornais " por brincadeira ", sem grandes perspectivas de carreira numa actividade que até então se encontrava adormecida pelo Estado Novo.

Em Dezembro de 1974, António transfere-se para o Expresso, depois da passagem pelo Diário de Notícias, A Capital, A Vida Mundial e O Jornal. É na edição do Expresso de 4 de Novembro de 1975 que nasce uma espécie de banda desenhada intitulada Kafarnaum que iria acender a polémica durante 100 semanas, trabalhos que iriam ser mais tarde reunidos naquele que viria a ser o seu primeiro livro.

Sem passar despercebido, o seu traço polémico e talentoso é exibido nas mais variadas exposições nacionais e internacionais.

Em 1983 publica um novo álbum Suspensórios. Neste mesmo ano o cartoonista português arrecada um dos muitos prémios que iriam marcar a sua vida: o Grande Prémio no XX Salão Internacional de Cartoon em Montreal com um pastiche da invasão israelita do Líbano.

Os trabalhos de António passam a ser divulgados pela agência internacional Cartoonists & Writers Syndicate no seu catálogo «Views of the World » que recolhe trabalhos de 48 desenhadores, incluindo Juan Balleste, Máximo e Gallego & Rey (Espanha), Tim (França), Kal (Grã-Bretanha), Martyn Turner (Irlanda), Ewk (Suécia), Pancho (Venezuela), Ziraldo (Brasil) e Roy Peterson (Canadá).

Nos anos 80 o cartoonista faz uma edição limitada de peças de cerâmica antropomórfica com figuras como o presidente Eanes em forma de cadeira e o primeiro-ministro Soares em forma de diabo, Buda e mealheiro. Em 1985 António edita umas cartas de jogar políticas cujos naipes correspondem aos grandes partidos, a nobreza às figuras mais gradas e o Joker a Ramalho Eanes. Neste mesmo ano é editado o seu primeiro Álbum de Caras. Dois anos mais tarde surge o Álbum de Caras II.

Em 1993, António vê-se envolvido naquela que seria a maior polémica da sua carreira: o Preservativo Papal. Ainda neste ano o Expresso assinala os seus 20 anos com a edição dos 20 melhores trabalhos de António numa antologia com tiragem limitada a 500 exemplares numerados e assinados pelo artista.

Em 2012 foi convidado a desenhar vários cartoons de personalidades portuguesas, para a Estação do Aeroporto do Metropolitano de Lisboa. Ao todo são 53 figuras, Fernando Pessoa, Amália Rodrigues, Eusébio, Carlos Lopes, Amadeo de Souza-Cardoso, Sá Carneiro, Paula Rego, Mário Cesariny, Duarte Pacheco, Carlos Paredes, Raul Solnado, David Mourão-Ferreira, Sophia de Mello Breyner, Maria João Pires e Vergílio Ferreira são alguns dos exemplos.