António Sardinha

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António Maria de Sousa Sardinha (Monforte, 9 de Setembro de 1888Elvas, 10 de Janeiro de 1925) foi um político e poeta português. Destacou-se como ensaísta e polemista, produzindo uma obra que se afirmou como a principal referência doutrinária do Integralismo Lusitano. A sua defesa de uma monarquia tradicional, orgânica, antiparlamentar serviu de inspiração a uma influente corrente do pensamento político português da primeira metade do século XX. Apesar de ter falecido prematuramente, conseguiu afirmar-se como referência incontornável para os monárquicos que recusaram condescender com o salazarismo.

António Sardinha foi um adversário da Monarquia da Carta (1834-1910) chegando, no tempo de estudante na Universidade de Coimbra, a defender a implantação de uma República Portuguesa. Depois de 5 de Outubro de 1910, profundamente desiludido, acabou por se converter ao ideário realista da monarquia orgânica, tradicionalista, antiparlamentar do "integralismo lusitano", de que foi um dos mais destacados defensores.

A lusitana antiga liberdade do verso de Luís de Camões era uma referência dos integralistas, tendo no municipalismo e no sindicalismo duas palavras-chave de um ideário político que não dispensava o Rei, entendido como o Procurador do Povo e o melhor garante e defensor das liberdades republicanas.

António Sardinha era antiiberista. Em vez da fusão dos Estados de Portugal e de Espanha, propôs uma aliança entre todos os povos hispânicos, a lançar por intermédio de uma aliança entre os dois Estados da Península - Espanha e Portugal, ambos reconduzidos à monarquia. A Aliança Peninsular entre as duas Monarquias seria, na sua perspectiva, o ponto de partida para a constituição de uma ampla Comunidade Hispânica (dos povos de língua portuguesa e espanhola), a base mais firme onde assentaria a sobrevivência da civilização ocidental.

António Sardinha morreu jovem, com apenas 37 anos.

[editar] Obras

  • Tronco Reverdecido (1910)
  • Epopeia da Planície (1915)
  • Quando as Nascentes Despertam (1821)
  • Na Corte da Saudade (1922)
  • Chuva da Tarde (1923)
  • Era uma Vez um Menino (1926)
  • O Roubo da Europa (1931)
  • Pequena Casa Lusitana (1937)
  • Ensaio: O Valor da Raça (1915)
  • Ao Princípio Era o Verbo (1924)
  • Ao Ritmo da Ampulheta (1925)
  • A Aliança Peninsular (1925)

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