António Teixeira Lopes

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António Teixeira Lopes
TeixeiraLopes.png
António Teixeira Lopes, c. 1903
Nascimento 27 de Outubro de 1866
Vila Nova de Gaia
Morte 21 de junho de 1942 (75 anos)
Alijó
Nacionalidade Portugal portuguesa
Área Escultura

António Teixeira Lopes (Vila Nova de Gaia, 27 de Outubro de 1866 - São Mamede de Ribatua, Alijó, 21 de Junho de 1942) foi um escultor português. [1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

A viúva, 1893, mármore

Era filho do escultor José Joaquim Teixeira Lopes e de Raquel Pereira Meireles Teixeira Lopes; irmão do arquitecto José Teixeira Lopes, seu colaborador em muitos trabalhos.

Iniciou a aprendizagem de escultura na oficina de seu pai. Em 1882 ingressou na Academia Portuense de Belas-Artes, onde foi aluno de Soares dos Reis e Marques de Oliveira. [2]

Em 1885, quando frequentava o terceiro ano do curso, foi para Paris completar os estudos. Ingressou na École des Beaux-Arts, onde teve como orientadores Gauthier e Berthet, obtendo vários prémios. Nos anos seguintes continuou a apresentar trabalhos em exposições (em Portugal e França).

Entre 1899 e 1904 executou obras de particular relevo: monumento fúnebre de Oliveira Martins; A História (Cemitério dos Prazeres, Lisboa); monumento de homenagem ao horticultor e floricultor José Marques Loureiro (Jardim da Cordoaria, Porto); monumento de Eça de Queiroz, 1903 (Largo Barão de Quintela, Lisboa).[3]

Em 1900 participou na Exposição Universal de Paris, tendo obtido um Grand Prix e a condecoração de Cavaleiro da Legião de Honra. Esse sucesso consolidou a sua posição e, em 1901, assumiu o lugar de professor de escultura da Academia Portuense de Belas-Artes, que manteve até 1936 (ano da sua jubilação).[4]

Em 1895, com projecto do seu irmão, construiu o seu atelier na Rua do Marquês de Sá da Bandeira, em Vila Nova de Gaia, onde hoje é a Casa-Museu Teixeira Lopes e onde se preserva uma parte significativa da sua obra.

António Teixeira Lopes é o autor das imponentes portas de bronze da Igreja da Candelária, na cidade do Rio de Janeiro (1901); também do monumento onde repousam os restos mortais de Bento Gonçalves, na praça Tamandaré, em Rio Grande.[5]

Algumas obras[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Universidade do Porto. António Teixeira Lopes. Página visitada em 18-05-2013.
  2. Universidade do Porto. António Teixeira Lopes. Página visitada em 18-05-2013.
  3. Universidade do Porto. António Teixeira Lopes. Página visitada em 18-05-2013.
  4. Universidade do Porto. António Teixeira Lopes. Página visitada em 18-05-2013.
  5. FUÃO, Juarez José Rodrigues. A construção da memória: os monumentos a Bento Gonçalves e José Artigas. Unisinos, 2009, 376 pp.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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