António Teixeira Lopes

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Praça da República, Porto: "Baco" (bronze, 1916).
Parque D. Carlos I, Caldas da Rainha: "Carlos Meireles" (bronze).

António Teixeira Lopes (Vila Nova de Gaia, em 27 de Outubro de 1866 - São Mamede de Ribatua, Alijó, 21 de de 1942 (75 anos)) foi um escultor de Portugal.

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[editar] Biografia

Era filho do também escultor José Joaquim Teixeira Lopes e sua esposa, Raquel Pereira Meireles Teixeira Lopes, e irmão do arquitecto José Teixeira Lopes, seu colaborador em muitos trabalhos.

Os seus primeiros anos decorreram na oficina de seu pai, que o fizeram um notável artista. Em 1882 ingressou na Academia de Belas Artes, onde teve como professores Soares dos Reis e o pintor Marques de Oliveira.

No terceiro ano do seu curso (1885) foi para Paris para completar os seus estudos. Ingressou na École des Beaux-Arts, tendo como orientadores Gauthier e Berthet, onde veio a obteve vários prémios e menções honrosas. Nos anos seguintes continuou a apresentar os seus trabalhos em exposições, tanto em Portugal como na França.

Em 1895, com projecto do seu irmão, construiu o seu atelier na Rua do Marquês de Sá da Bandeira, em Vila Nova de Gaia, onde hoje é a Casa-Museu Teixeira Lopes e onde se preserva uma parte significativa da sua obra.

António Teixeira Lopes é o autor das imponentes portas de bronze da Igreja da Candelária, na cidade do Rio de Janeiro, colocadas em 1901; também do monumento onde repousam os restos mortais de Bento Gonçalves, na praça Tamandaré, em Rio Grande.[1]

Foi professor da Escola de Belas Artes do Porto, onde regeu, durante muitos anos, a cadeira de escultura.

[editar] Obra

Retratou temas religiosos e históricos em barro, mármore e bronze. De entre a sua vasta obra destacam-se "A Infância de Caim", "A Viúva", "A História", "Baco" (Praça da República - Porto) e "A Estátua de Eça de Queiroz" (Praça Barão da Quintela - Lisboa).

Destaquem-se também as imagens do Senhor dos Passos, de Carlos Leituga (1900), ex aequo com a da Nossa Senhora da Soledade, de Manuel Pereira de Meireles (1907), ambas decoradas e terminadas por sua mão no seu atelier, no Porto. Podem ser vistas na Sé de Aveiro[2].

Referências

  1. FUÃO, Juarez José Rodrigues. A contrução da memória: os monumentos a Bento Gonçalves e José Artigas. Unisinos, 2009, 376 pp.
  2. GASPAR, Mons. João Gonçalves. Catedral de Aveiro - História e Arte. Paróquia de N.ª Sr.ª da Glória, Aveiro, 1979, P. 20

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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