Antônio Calmon

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém uma ou mais fontes no fim do texto, mas nenhuma é citada no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações. (desde dezembro de 2009)
Por favor, melhore este artigo introduzindo notas de rodapé citando as fontes, inserindo-as no corpo do texto quando necessário.

Antônio Augusto Du Pin Calmon (Manaus, 29 de outubro de 1945) é um autor de telenovelas, diretor, roteirista, produtor de cinema e de minisséries da Rede Globo.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde Fevereiro de 2008).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.

O começo de sua carreira profissional se deu no cinema, como diretor de curtas-metragens e assistente de direção em filmes seminais do Cinema Novo, como A Grande Cidade (1965), de Cacá Diegues, Terra em Transe (1967) e O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (1968), de Glauber Rocha e O Bravo Guerreiro (1968), de Gustavo Dahl. Em 1970, dirigiu seu primeiro longa-metragem, O Capitão Bandeira Contra o Doutor Moura Brasil, protagonizado por Paulo César Pereio, Hugo Carvana, Norma Bengell e Dina Sfat, considerado por muitos um filme cult, afeito à estética do chamado Cinema Marginal.

Em seguida realizou o tenso Paranóia (1975), com roteiro de Carlos Heitor Cony e estrelado por Anselmo Duarte, Norma Bengell, Paulo Villaça e uma jovem Lucélia Santos em seu primeiro papel no cinema, um suspense psicológico de arrojado cuidado visual. Com Revólver de Brinquedo (1975), estrelado por Helber Rangel, Tereza Rachel e Maria Lúcia Dahl, elabora talvez seu mais criativo filme, possuidor de semelhanças com a temática de Paranóia, em uma história que entrelaça violência, sonho e realidade escrita por Leopoldo Serran. Em Gente Fina é Outra Coisa (1976), inicia o ciclo de produções suas mais identificadas com a pornochanchada carioca em voga na época.

Obra adaptada da peça homônima de Antônio Bivar, é uma comédia em três episódios protagonizados por Ney Sant'anna (filho de Nelson Pereira dos Santos), com um erotismo ainda ingênuo e uma leve crítica social. Já em Nos Embalos de Ipanema, de 1977 (início de sua parceria com André de Biasi) e em O Bom Marido (1978), os resultados da conjugação entre sexualidade e análise social e comportamental são mais bem sucedidos. No primeiro, garotão de praia (De Biasi) é obrigado a servir de gigolô para empresário homossexual (Paulo Villaça), e no segundo, empresário falido (Paulo César Pereio) cede a sedutora mulher (Maria Lúcia Dahl) para magnatas estrangeiros a fim de conseguir obter vantagens futuras.

Com Eu Matei Lúcio Flávio (1978), inicia sua explosiva parceria com o ator e produtor Jece Valadão. Nesse filme, sem dúvida o seu que causou mais polêmica (e para alguns, sua obra-prima), conta de forma romanceada a biografia do policial ligado ao Esquadrão da Morte Mariel Maryscott, figura célebre nas colunas policiais cariocas dos anos 70. Ancorado no sucesso anterior de Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (1977), de Hector Babenco, Eu Matei Lúcio Flávio foi considerado por alguns reacionário e direitista, num período em que o Brasil já passava pelo processo da abertura política do governo Ernesto Geisel. Outros, por sua vez, o viram como uma vigorosa experiência no gênero policial. Em Terror e Êxtase (1979), adaptação do romance de José Carlos Oliveira com a então estreante Denise Dumont e mais Roberto Bonfim, André de Biasi, José Lewgoy, Anselmo Vasconcelos e Maria Lúcia Dahl, também causa impacto, na sensual e violenta história do envolvimento amoroso entre uma jovem burguesa (Dumont) e um frio bandido de morro (Bonfim). O filme contém cenas fortes de sexo e violência e se converteu em um grande sucesso de bilheteria. No filme seguinte, Mulher Sensual (1980), já investe em uma temática mais convencional, inserida no contexto do cinema comercial erótico da época, contando com a musa da pornochanchada Helena Ramos, mais Paulo Ramos, André de Biasi, Otávio Augusto e Maria Pompeu, na história dos conflitos sexuais de uma atriz de televisão.

Com O Torturador (1981), repetiu a parceria com Jece Valadão, na fantasiosa trama de uma conspiração nazista em uma republiqueta latino-americana. Após esse, Calmon faria aquele que é seu filme mais famoso, Menino do Rio (1982), em que contou com jovens atores como André de Biasi, Cláudia Magno, Sérgio Mallandro, Guto Graça Mello, Cláudia Ohana e Tânia Bôscoli.

Incorporando elementos importados do cinema de gênero norte-americano, a história gira em torno de um grupo de amigos surfistas e foi mais um grande sucesso, servindo de base para a futura atração televisiva Armação Ilimitada. O êxito do filme proporcionou a gravação de uma sequência, Garota Dourada (1984), onde a fórmula porém já se encontrava desgastada. A trama, de qualidade inferior, não foi bem aceita e marcou o fim da carreira de Calmon como diretor de cinema.

Na televisão roteirizou o seriado Armação Ilimitada, lendária atração levada ao ar pela TV Globo entre 1985 e 1988.

Sua estreia como autor foi em 1989, quando escreveu juntamente com Walther Negrão a novela Top Model, que abordava temas entre outros como masturbação e gravidez na adolescência, um fenômeno de audiência.

Em 1991 escreveu Vamp, um estrondoso sucesso. Chegou até a surgir um boato que haveria uma continuação daquela história onze anos depois, mas ele preferiu escrever O Beijo do Vampiro, que não obteve o mesmo êxito e utilizou alguns elementos da outra. Discutiu o tema da paranormalidade em Olho no olho (1993) e a história das gêmeas de caráter oposto em Cara & Coroa (1995).

Em 1998 escreveu Corpo Dourado, que caiu no gosto do público, terminou com uma ótima audiência, reerguendo o horário, que havia decaído com a antecessora Zazá. Foi a última novela de sucesso dele, já que na década de 2000 suas novelas não tiveram êxitos.

Em seu currículo também constam fracassos de audiência e repercussão como Um Anjo Caiu do Céu (2001), Começar de Novo (2004) e Três Irmãs (2009), sendo essa última responsável pelo afastamento do autor à frente das telenovelas da emissora.

Em Novembro de 2013, um site especializado em TV noticiara que Calmon seria dispensado da Rede Globo ao fim do contrato. Os fracassos das telenovelas Começar de Novo, Três Irmãs e da minissérie Na Forma da Lei foram os principais motivos de sua saída da emissora.

Trabalhos na Televisão[editar | editar código-fonte]

Telenovelas
Ano Trabalho Emissora Escalação Parceiros Titulares
2008
2009
Três Irmãs Rede Globo autor principal
2004
2005
Começar de Novo Rede Globo autor principal Elizabeth Jhin
2002
2003
O Beijo do Vampiro Rede Globo autor principal
2001 Um Anjo Caiu do Céu Rede Globo autor principal
1998 Corpo Dourado Rede Globo autor principal
1995 Cara & Coroa Rede Globo autor principal
1993 Olho no Olho Rede Globo autor principal
1991
1992
Vamp Rede Globo autor principal
1989
1990
Top Model Rede Globo co-autoria Walther Negrão
Minisséries
Ano Trabalho Emissora Escalação Parceiros Titulares
1993 Sex Appeal Rede Globo autor principal
1990 A, E, I, O... Urca Rede Globo autor principal Doc Comparato
Seriados
Ano Trabalho Emissora Escalação Parceiros Titulares
2010 Na Forma da Lei Rede Globo autor principal
2004 Ovelhas Negras, no Altas Horas Rede Globo autor principal
diretor
Serginho Groissman
1998 Mulher Rede Globo autor principal
1997 A Justiceira Rede Globo autor principal
1988 Tarcísio e Glória Rede Globo autor principal Euclydes Marinho
1985 Shop Shop Rede Globo autor principal
1985
a 1987
Armação Ilimitada Rede Globo autor principal Euclydes Marinho

Cinema[editar | editar código-fonte]

Como roteirista[editar | editar código-fonte]

Como diretor[editar | editar código-fonte]

Como assistente de direção[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Antônio Calmon

Ligações externas[editar | editar código-fonte]