Antônio João Ribeiro

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Antônio João Ribeiro (Poconé, 24 de novembro de 1823Antônio João, 29 de dezembro de 1864), foi um militar brasileiro, herói da Guerra da Tríplice Aliança.

Filho de Manoel Ribeiro de Brito e Rita de Campos Maciel, ingressou no Exército como soldado voluntário em 1841. Promovido a cabo e sargento, atingiu o oficialato em 1860 e foi nomeado comandante da Colônia militar de Dourados, na então Província do Mato Grosso.

Em dezembro de 1864, como tenente da arma de Cavalaria, à frente de um pequeno efetivo de 15 homens, liderou a defesa da colônia diante do invasor paraguaio, em número muitas vezes maior, sob o comando do major Martín Urbieta. Ao tomar conhecimento da aproximação do inimigo, mandou evacuar os civis e resistiu até sucumbir em combate, derrotado pela fuzilaria paraguaia. Antes de morrer, enviou ao seu comandante a seguinte mensagem, que se tornou célebre:

Sei que morro, mas meu sangue e o dos meus companheiros servirá de protesto solene contra a invasão do solo de minha Pátria.

Em sua homenagem, foi erguida uma estátua comemorativa desse ato heróico (parte do monumento aos heróis de Laguna e Dourados) na Praia Vermelha (Rio de Janeiro). Como reconhecimento à sua bravura em combate, o tenente Antônio João Ribeiro foi nomenado patrono do Quadro Auxiliar de Oficiais do Exército Brasileiro.

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TENENTE ANTONIO JOÃO Homenageado na principal praça de Dourados, citado no hino de Mato Grosso do Sul e com uma cidade com seu nome. Mas quem foi Antonio João? Antônio João Ribeiro, herói da Guerra do Paraguai, derramou seu sangue na luta para defender o Brasil da invasão do país vizinho. Mesmo estando com apenas quatorze homens, enfrentou duzentos soldados paraguaios até a morte e proferiu a célebre frase: "Sei que morro, mas meu sangue e o dos meus companheiros servirá de protesto solene contra a invasão do solo de minha Pátria".

'Tenente Antônio João Ribeiro'Texto em negrito Nasceu em 24 de novembro de 1823, na Vila de Poconé, na época Província do Mato Grosso. Ingressou na carreira militar em 1841 e galgou graduações até ser promovido a 1º Tenente de Cavalaria, em 1860. Antônio João desempenhou missões de campo, servindo em diversos destacamentos militares de fronteira, até ser comissionado como comandante da Colônia Militar de Dourados, na qual morreu durante batalha na data de 29 de dezembro de 1864.

Colônia Militar de Dourados Contudo, a Colônia Militar de Dourados, não era situada na cidade de Dourados, e sim onde hoje fica a cidade de Antonio João. Na época aquela região fazia parte do município de Ponta Porã, e o nome veio da proximidade com o rio que tinha muitos peixes dourados.

Essa e outras curiosidades foram respondidas em entrevista ao DouradosNews, pelo advogado e estudioso da história de Antônio João, José Tibiriçá. Ele também conta, com base em um livro escrito por militares em 1938, que foi comprovado que o lugar onde Antonio João morreu, posteriormente foi construída a casa de sua bisavó.

“Quando foi confirmado que os restos mortais de Antônio João estavam embaixo da casa de minha bisavó, Carlota Gomes, viúva de João Luiz Gomes que também participou da Guerra do Paraguai, o exército pediu para que pudessem colocar uma cruz em frente à casa dela, e foi rezada uma missa campal”, conta Tibiriçá.

Anos depois, uma tia avó de Tibiriçá, doou 30 hectares de suas terras para a criação do museu dedicado a história do herói de guerra, que fica no município de Antônio João, situada a 173 km de Dourados.

FONTE: http://www.douradosnews.com.br/dourados/voce-sabe-quem-foi-antonio-joao