Antônio Marcos Pimenta Neves
| Pimenta Neves | |
|---|---|
| Nome completo | Antônio Marcos Pimenta Neves |
| Nascimento | 13 de fevereiro de 1937 Uberlândia |
| Nacionalidade | |
| Cônjuge | Sandra Gomide (vítima do homicídio cometido por Antônio Marcos Pimenta Neves) |
| Ocupação | Jornalista |
Antônio Marcos Pimenta Neves (Uberlândia, 13 de fevereiro de 1937) é um homicida, ex-analista da área de Economia e Finanças e ex-diretor de Redação do jornal O Estado de S. Paulo. Ganhou ampla notoriedade policial em 2000 por ter assassinado a namorada (e também jornalista) Sandra Gomide, em um haras de propriedade de João Gomide, pai da vítima, em Ibiúna, interior de São Paulo.
Homicídio[editar]
Segundo João Gomide, pai da vítima, eles namoraram às escondidas por cerca de dois anos, quando João descobriu o relacionamento da filha e consentiu no namoro, embora o jornalista tivesse idade para ser pai dela. Ao fim de quase quatro anos de namoro, Sandra encerrou o relacionamento, ocasião em que Pimenta Neves a agrediu brutalmente, conforme notificação do crime registrada pela vítima. A agressão foi constatada pelo IML local. Poucos dias depois, o agressor teria pedido perdão.
Na véspera do crime, 19 de agosto de 2000, o jornalista apareceu na chácara da família Gomide para almoçar. No dia seguinte, 20 de agosto, voltou ao haras da família Gomide para tentar a reconciliação, que a jovem recusou. Pimenta Neves sacou do bolso da calça uma arma, com a qual alvejou Sandra duas vezes, sendo um tiro pelas costas e outro no ouvido.
Foi preso por sete meses, quando conseguiu liberdade provisória para aguardar o julgamento.
Em 16 de dezembro de 2006 o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu liminar suspendendo a ordem de prisão. Em setembro de 2008, o ex-jornalista perdeu o registro de advogado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo, 35 anos depois de ter recebido o diploma da Faculdade de Direito da USP.
Em 1 de novembro de 2007, a ministra do Superior Tribunal de Justiça Maria Thereza de Assis Moura confirma a liminar e garante que o jornalista fique solto até que se esgotem todas as possibilidades de recurso.1
Em 4 de maio de 2010 o subprocurador da República Edson Oliveira de Almeida dá parecer contrário ao recurso extraordinário da defesa.1
Após mais de 10 anos do homicídio e depois de diversos recursos postergando a prisão, no dia 24 de maio de 2011 o STF finalmente confirmou a pena e Pimenta Neves foi preso.2 .
Referências
- ↑ a b Dez anos após matar a namorada, Pimenta Neves vive em liberdade (html). Último Segundo. iG. Página visitada em 13/08/2010.
- ↑ http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/05/supremo-determina-prisao-do-jornalista-pimenta-neves.html