Antônio Martins

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Município de Antônio Martins
Bandeira de Antônio Martins
Brasão de Antônio Martins
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 26 de Março
Fundação 1963
Gentílico antoniomartinense
Lema Presente Bom, Futuro Melhor!
CEP 59870-000
Prefeito(a) José Júlio Fernandes Neto (PSD)
(2013–2016)
Localização
Localização de Antônio Martins
Localização de Antônio Martins no Rio Grande do Norte
Antônio Martins está localizado em: Brasil
Antônio Martins
Localização de Antônio Martins no Brasil
06° 12' 46" S 37° 54' 21" O06° 12' 46" S 37° 54' 21" O
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Mesorregião Oeste Potiguar IBGE/2008[1]
Microrregião Umarizal IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Norte: Serrinha dos Pintos, Martins e Frutuoso Gomes;
Sul: Pilões, Alexandria e João Dias;
Leste: Almino Afonso;
Oeste: Pau dos Ferros e Marcelino Vieira.
Distância até a capital 357 km[2]
Características geográficas
Área 244,620 km² [3]
População 6 907 hab. IBGE/2010[4]
Densidade 28,24 hab./km²
Altitude 450 m
Clima Serrano
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,578 baixo PNUD/2010[5]
PIB R$ 28 510,706 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 3 957,07 IBGE/2008[6]
Página oficial

Antônio Martins é um município do estado do Rio Grande do Norte, no Brasil. Está localizado na microrregião de Umarizal, dentro da mesorregião do Oeste Potiguar. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano 2005 sua população era estimada em 6.251 habitantes. Sua área territorial é de 244,620 km², dos quais 0,27 km² estão em perímetro urbano, o que classifica Antônio Martins como sendo a segunda menor área urbana do estado, ganhando apenas de Rafael Fernandes. Foi criado em 1962.

O município foi desmembrado de Martins em 8 de maio de 1962, por meio da Lei Estadual nº 2.754. Esta Lei foi declarada inconstitucional pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte, sendo porém, a criação e emancipação do município ratificada em 26 de março de 1963, por meio da Lei Estadual de nº 2.851, e a nova edilidade instalada solenemente a 4 de abril do mesmo ano.

A sede do município está a 6° 12’ 46” de latitude sul e 37° 54’ 20” de longitude oeste. A altitude é de 312 m acima do nível do mar e a distância rodoviária até a capital é de 357 km.

De acordo com o IDEMA, o solo da região é do tipo podzólico vermelho amarelo equivalente eutrófico. O solo tem aptidão restrita para lavouras, sendo apta para culturas de ciclo longo como algodão arbóreo, sisal, caju e coco. Regular e restrita para pastagem natural.

História[editar | editar código-fonte]

A história de Antônio Martins começou a ser escrita pelos índios Icozinhos e Janduís, que deixaram por todo território municipal, marcas de suas passagem em diversos sítios arqueológicos da região, sendo os mais conhecidos o da Ramada, Junco, Timabúba e o da Vila Pintada.

No ano de 1870, quando era conhecida como Sítio Boa Esperança e contava apenas com uma pequena casinha na penúltima década do século XIX. Em 1898, já tinha aproximadamente 26 casas de taipa e choupanas de palha espalhadas pelos cimos das elevações no terreno acidentado, aclives serranos do Martins. Justino Ferreira de Souza chegou em maio de 1898, que seria depois Justino de Boa Esperança, agricultor, arquiteto, homeopata, hoteleiro, sacristão, autoridade policial, animador. A primeira confiança nos destinos do futuro povoado que seria município, esquecido da existência humilde do povoado.A primeira morada construída por Justino era rebocada, caiada, no mesmo local onde nasceria a cidade. Antes nada existia. O cemitério foi feito em 1899.

Em 1900, seu pensamento era construir a capela, porém a grande seca o impediu, só acontecendo em 1901, quando foi iniciada, ajudada pela esmola dos pobres que trabalhavam ao redor. Numa ocasião Francisco de Paulo, um pobre da região, vendeu o único alqueire de milho para reverter em auxílio da capelinha. Durante quatro anos todo o esforço possível foi compensado, a capela construída custou quatro contos de réis. Em 21 de fevereiro de 1902,foi celebrada a primeira missa, dita pelos padres Abidon Milanês e Tertuliano Fernandes, os serviços internos vieram de agosto de 1901 a fevereiro de 1902. Exteriormente findaram em agosto de 1905. Na festa de inauguração veio a banda de Catolé do Rocha, muito elogiada pelo mestre Justino. Seu Padroeiro é Santo Antônio. Em 1903, foram iniciadas as feiras, sendo interrompidas em 1904 e reiniciadas em 1905, desaparecendo e só voltando em 1929. Durante esse período a população foi crescendo, adensando-se, ampliando o número de residências, plantações e interesses diversos. Em 1920, 81 casas com 327 moradores já estavam permanentes em Antônio Martins. Rotas de comboios, pista de subida para Martins e estrada tradicional para Mossoró. Em 1938, passou a distrito de Vila de Martins. O nome Demétrio Lemos surgiu no ano de 1943, denominação e homenagem ao coronel do exército Demétrio do Rego Lemos (1867-1843), natural de Martins e falecido no Rio de Janeiro.

Em 1943, Vila Boa Esperança era vila próspera e atraente, vitoriosa, anunciando o acesso municipal. Em 29 de outubro de 1948, inaugurou-se a estação da estrada de ferro de Mossoró ligando ao litoral norte-rio-grandense e a Souza, aos sertões paraibanos da Ribeira do Rio Peixe e para o Ceará.

Antônio Martins Fernandes de Carvalho (1905-1957) nasceu na cidade de Martins e faleceu no Moquém, distrito de Demétrio Lemos. Médico pela Faculdade do Rio de Janeiro em 1932, clínico em Martins e radiologista em Natal, prefeito de Portalegre em 1953, realizou útil e operosa administração, incompleta por haver como deputado federal Suplente, tomado parte nos trabalhos parlamentares, defendendo com entusiasmo e competência vários projetos proveitosos a zona oeste do Rio Grande do Norte. Era um homem fino no trato, acolhedor e amável, de grande comunicação e simpatia pessoal. Seu nome foi dado a Demétrio Lemos ou Boa Esperança, numa homenagem justa e sincera do amigo Jocelim Vilar, na época deputado.

Economia[editar | editar código-fonte]

De acordo com dados do IPEA do ano de 1996, o PIB era estimado em R$ 2,57 milhões, sendo que 52,6% correspondia às atividades baseadas na agricultura e na pecuária, 0,2% à indústria e 47,2% ao setor de serviços. O PIB per capita era de R$ 362,37.

Em 2002, conforme estimativas do IBGE, o PIB havia evoluído para R$ 10,746 milhões e o PIB per capita para R$ 1.647,00.

No ultimo e mais recente censo realizado pelo IBGE no ano de 2010, o PIB per capita havia chegado à R$ 3.957,07.

Clima[editar | editar código-fonte]

O Clima de Antônio Martins é considerado Tropical Sub-úmido Serrano, com estação chuvosa concentrada no verão e outono e demais épocas do ano de seca dependendo de fenômenos como La niña e El niño, seu índice pluviométrico médio anual gira na casa dos 820mm, e temperatura média de 25.5ºc.

Turismo[editar | editar código-fonte]

O turismo de Antônio Martins se baseia em turismo de origem familiar com turistas vindos de diversas partes do Brasil mas principalmente das cidades que compõem a Mesorregião do Oeste Potiguar. Recentemente a cidade inaugurou o seu terminal turístico, disponibilizando a partir de então de uma ótima estrutura para receber visitantes durante todo o ano sendo composto de serviço de bar, musica ao vivo, entre outras atividades marcadas pelo excelente atendimento de seus funcionários. Além da festa de seu padroeiro Santo Antonio, que também é responsável por boa parte do turismo da cidade.

Produção agrícola[editar | editar código-fonte]

A produção agrícola de Antônio Martins é de origem familiar, produzindo principalmente: algodão, arroz, banana, batata-doce, cana-de-açúcar, castanha do caju, coco-da-bahia, feijão, fumo, manga, além de milho. O município tinha segundo dados do ano de 2002, 732 hectares de plantações dos mais diversos tipos, sendo que milho corresponde a cerca de 60% de todo o total da área plantada com um total de 520 ha sendo colhidos cerca de 800 mil kg anuais.

Pecuária[editar | editar código-fonte]

IBGE (2002)
Rebanho Efetivo (cabeças)
Bovinos 5.072
Suínos 404
Equinos 175
Asininos (jumentos) 489
Muares (mulas) 138
Ovinos 982
Galinhas 2.489
Galos, frangas, frangos e pintos 1.241
Caprinos 768
Vacas ordenhadas 1.052
IBGE (2002)
Gênero Produção
Leite de vaca 586 (mil litros)
Ovos de galinha 17 (mil dúzias)
Mel de abelha 3.397 kg

Dados estatísticos[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

IBGE (2003)
Ensino Alunos matriculados Professores
Fundamental 1.775 95
Médio 312 13
  • Analfabetos com mais de quinze anos: 34,15% (IBGE, Censo 2000).

IDH[editar | editar código-fonte]

PNUD (2000)
IDH 1991 2000
Renda 0,458 0,478
Longevidade 0,584 0,714
Educação 0,611 0,716
Total 0,551 0,636

Saneamento urbano[editar | editar código-fonte]

IBGE (2000)
Serviço Domicílios (%)
Água 67,1%
Esgoto sanitário 81,0%
Coleta de lixo 71,3%

Saúde[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. FEMURN. Distâncias dos Municípios do Rio Grande do Norte a Natal-RN. Visitado em 16 de julho de 2011.
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  4. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 04 de setembro de 2013.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
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