Ante Pavelić

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Hitler e Pavelić em 1941.
Nascimento 14 de Julho de 1889
Bradina
Morte 28 de dezembro de 1959 (70 anos)
Madrid
Nacionalidade croata
Ocupação Político

Ante Pavelić (Bradina, 14 de Julho de 1889Madrid, 28 de Dezembro de 1959) foi o líder e fundador do movimento nacionalista e fascista croata dos Ustaše na década de 1930 e foi mais tarde o líder do Estado Independente da Croácia. Foi o principal organizador do Holocausto na Croácia, no qual se estima terem sido assassinados entre seiscentos mil e um milhão de sérvios, judeus, ciganos de etnia Roma e prisioneiros políticos no período compreendido entre 1941 e 1945. Era chamado de Poglavnik, que é o equivalente de "Führer" ou "Duce" em servo-croata.

Após a invasão pela Alemanha nazi em 6 de Abril de 1941, a Jugoslávia foi desmembrada e Ante Pavelic tornou-se o líder do Estado independente da Croácia. Pavelić tratou então de dar forma ao plano Ustaše para a "purificação" do seu novo país, segundo a célebre fórmula de seu deputado Mile Budak: "matar um terço, exilar um terço e converter o outro terço" da população sérvia ao Catolicismo. Campos de concentração tais como o de Jasenovac foram estabelecidos e a Legião Negra Ustaše varria as vilas da Sérvia a pente fino, prendendo os judeus e ciganos que encontravam. Pavelić logo estabeleceu uma "nova ordem", baseado no culto da nação, do Estado e sua figura.[1] Pavelić promoveu o culto da personalidade, aparecendo como o "reviver da Croácia" e dando a impressão de que a independência era unicamente devido a seu trabalho duro e sacrifício. Estabeleceu um novo juramento de fidelidade ao novo estado, obrigatório para todos os funcionários do país, Pavelić incluído como representante da soberania nacional. A Ditadura de Pavelić perseguidos judeus, sérvios, ciganos, homossexuais e da oposição croata (especialmente comunistas). Depois de passar leis anti-semitas, abriu campos de concentração e extermínio como Jasenovac, onde foram mortos cerca de 600 000 pessoas.[2]

Finda a guerra, com a derrota das forças fascistas, Pavelić fugiu para a Áustria e depois para a Itália, onde beneficiou do encobrimento pelo Vaticano e o apoio dos elementos das Ratlines, que se dedicavam à protecção de criminosos de guerra fascistas, escondendo-os e ajudando-os a fugir da Europa.Ele chegou a Roma em 1946, disfarçado de monge e passaporte espanhol. Durante esse ano e no próximo, ele residia no Colégio de San Girolamo. Finalmente chegou à Espanha, então sob a ditadura de Francisco Franco e que abrigou muitos outros exilados fascistas e nazistas de diferentes países.[3] Morreu em um hospital alemão em Madrid, em 28 de dezembro de 1959, foi enterrado com honras de vários bispos católicos, em Madri, na Cemitério San Isidro.[4]

Referências

  1. Goldstein, Ivo (2006). «Ante Pavelić, Charisma and National Mission in Wartime Croatia». Totalitarian Movements and Political Religions 7 (2): pp. 225.
  2. Goldstein, Ivo (2006). «Ante Pavelić, Charisma and National Mission in Wartime Croatia». Totalitarian Movements and Political Religions 7 (2): pp. 232.
  3. Meneghello-Dinčić, Kruno (1969). «L'état « oustacha » de Croatie (1941-1945)». Revue d'histoire de la Deuxième Guerre mondiale 19 (74): pp. 43-65
  4. http://www.findagrave.com/cgi-bin/fg.cgi?page=gr&GRid=6954922
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